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"A Revolução Francesa começou com a declaração dos direitos do homem, e só terminará com a declaração dos direitos de Deus." (de Bonald).
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São Paulo, quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O cardápio, a bexiga e o mistério

Autor: Marcos Luiz Garcia   |   13:45   4 comentários

Dom Odilo Scherer em discurso de abertura do evento "Colóquio com Candidatos à Prefeitura de São Paulo".
A última eleição paulistana confirma o artificial e incongruente do seu resultado. A democracia vai ficando cada vez mais distante desse arremedo de “vontade popular”.

O fato mais importante foi a histórica abstenção de praticamente 20% do eleitorado. Tais pessoas não se sentiram representadas por nenhum dos candidatos. Outra expressão dessa falta de representação foram os votos brancos e nulos, que somados às abstenções chegaram a 29,3%, conforme noticiou a FSP online.

Não é temerário afirmar que o “cardápio eleitoral” não apeteceu a quase um terço do eleitorado. O PT elegeu seu candidato com 55,57% dos votos válidos, portanto apenas 38,9% do eleitorado. Não é a maioria. Além disso, se somarmos aos eleitores de Serra, onde se concentram os mais conservadores, os 30% das abstenções e dos votos brancos e nulos, realmente Haddad não tem muito por que festejar.

Lembremos de passagem que o PSDB tem-se mostrado desde muito tempo ser um quinta coluna do eleitorado conservador, competindo de modo a entregar a vitória ao PT. É uma oposição fingida. Serra parece não ter lutado para vencer, mas para perder. Outro aspecto gritante foi o artificialismo das eleições.

Do mesmo modo como se fura uma bexiga, Russomano viu-se de repente alijado da ampla dianteira que detinha no primeiro turno. Inflou-se ao mesmo tempo o balão de Haddad, como se alguém soprasse no seu bico. O que mostra a ausência de análises sérias na escolha dos candidatos por parte dos votantes. Um aspecto fundamental e misterioso.

Do ponto de vista das ideias, os programas apresentados pelos candidatos foram inócuos. Temas mais profundos como aborto, casamento homossexual, violação do direito de propriedade etc., foram passados ao largo no contexto decisivo da competição.

A maioria dos que votaram em Haddad não o fez por apoiar o ideal do PT. Pelo contrário, se em seus discursos eleitorais o candidato petista defendesse a aplicação do PNDH-3, que é do PT, programa ultra-radical e anticatólico que aos poucos vai sendo imposto ao País, teria sido recusado calorosamente. Por que foi omitido algo que está no centro das intenções do PT?

O julgamento do STF sobre o Mensalão vinha prejudicando obviamente o prestígio do PT e o de Haddad. Daí a dificuldade de sua “decolagem”. Uma derrota do PT em São Paulo seria um dano irreparável.

Conforme mencionam na “Folha de S. Paulo” Elio Gaspari e Dom Fernando Figueiredo, é público e notório que Dom Odilo Scherer e seu clero intervieram num momento estratégico que salvou o candidato petista. Enquanto os partidos não oficialmente de esquerda mais ou menos se equivalem, entre os de esquerda o PT é o mais radical e ativo contra a Doutrina Católica e que maior dano causa ao Brasil. Basta ver o PNDH-3 (Terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos).

Como explicar que, salvo honrosas exceções, o clero comandado por D. Scherer tenha atuado num ponto eleitoralmente nevrálgico, e – por que não dizê-lo – salvo exatamente o candidato petista? Mistério... da iniquidade!

São Paulo, quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Posso votar no PT? (uma questão moral)

Autor: Edson   |   16:57   2 comentários


1. Existe algum partido da Igreja Católica?

A Igreja, justamente por ser católica, isto é, universal, não pode estar confinada a um partido político. Ela “não se confunde de modo algum com a comunidade política”[2] e admite que os cidadãos tenham “opiniões legítimas, mas discordantes entre si, sobre a organização da realidade temporal”[3].


2. Então os fiéis católicos podem-se filiar a qualquer partido?

Não. Há partidos que abusam da pluralidade de opinião para defender atentados contra a lei moral, como o aborto e o casamento de pessoas do mesmo sexo. “Faz parte da missão da Igreja emitir juízo moral também sobre as realidades que dizem respeito à ordem política, quando o exijam os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas”[4].


3. O Partido dos Trabalhadores (PT) defende algum atentado contra a lei moral?

Sim. No 3º Congresso do PT, ocorrido entre agosto e setembro de 2007, foi aprovada a resolução “Por um Brasil de mulheres e homens livres e iguais”, que inclui a “defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público”[5].


4. Todo político filiado ao PT é obrigado a acatar essa resolução?

Sim. Para ser candidato pelo PT é obrigatória a assinatura do Compromisso Partidário do Candidato ou Candidata Petista, que “indicará que o candidato ou candidata está previamente de acordo com as normas e resoluções do Partido, em relação tanto à campanha como ao exercício do mandato” (Estatuto do PT, art. 140, §1º[6]).


5. Que ocorre se o político contrariar uma resolução do Partido como essa, que apoia o aborto?

Em tal caso, ele “será passível de punição, que poderá ir da simples advertência até o desligamento do Partido com renúncia obrigatória ao mandato” (Estatuto do PT, art. 140, §2º). Em 17 de setembro de 2009, dois deputados foram punidos pelo Diretório Nacional. O motivo alegado é que eles “infringiram a ética-partidária ao ‘militarem’ contra resolução do 3º Congresso Nacional do PT a respeito da descriminalização do aborto”[7].


6. O PT agiu mal ao punir esses dois deputados?

Agiu mal, mas agiu coerentemente. Sendo um partido abortista, o PT é coerente ao não tolerar defensores da vida em seu meio. A mesma coerência devem ter os cristãos não votando no PT.


7. Mas eu conheço abortistas que pertencem a outros partidos, como o PSDB, o PMDB, o DEM...

Os políticos que pertencem a esses partidos podem ser abortistas por opção própria, mas não por obrigação partidária. Ao contrário, todo político filiado ao PT está comprometido com o aborto.


8. Talvez haja algum político que se tenha filiado ao PT sem prestar atenção ao compromisso pró-aborto que estava assinando...

Nesse caso, é dever do político pró-vida desfiliar-se do PT, após ter verificado o engano cometido.


9. Que falta comete um cristão que vota em um candidato de um partido abortista, como o PT?

Se o cristão vota no PT consciente de tudo quanto foi dito acima, comete pecado grave, porque coopera conscientemente com um pecado grave. O Catecismo da Igreja Católica ensina sobre a cooperação com o pecado de outra pessoa: “O pecado é um ato pessoal. Além disso, temos responsabilidade nos pecados cometidos por outros, quandoneles cooperamos: participando neles direta e voluntariamente; mandando, aconselhando, louvando ou aprovando esses pecados; não os revelando ou não os impedindo, quando a isso somos obrigados; protegendo os que fazem o mal”[8]. Ora, quem vota no PT, de fato aprova, ou seja, contribui com seu voto para que possa ser praticado o que constitui um pecado grave.


Em síntese:

Um cristão não pode apoiar com seu voto um candidato comprometido com o aborto:

– ou pela pertença a um partido que obriga o candidato a esse compromisso (é o caso do PT)

– ou por opção pessoal.

www.providaanapolis.org.br

Divulgue este documento. Instrua os eleitores cristãos.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
Telefax: 55+62+3321-0900
Caixa Postal 456
75024-970 Anápolis GO
http://www.providaanapolis.org.br
"Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto"


[1] Extraído da edição n. 133 do boletim “Aborto. Faça alguma coisa pela vida”, do Pró-Vida de Anápolis, publicada em 12 de junho de 2010. Foram atualizadas as citações, de acordo com o novo Estatuto do PT, assim como os endereços da Internet.
[2] Concílio Vaticano II, Constituição Pastoral “Gaudium et Spes”, n. 76.
[3] Concílio Vaticano II, Constituição Pastoral “Gaudium et Spes”, n. 75.
[4] Catecismo da Igreja Católica, n. 2246, citando “Gaudium et Spes, n. 76.
[5] Resoluções do 3º Congresso do PT, p. 80. in: http://www.pt.org.br/arquivos/Resolucoesdo3oCongressoPT.pdf
[6] Estatuto do Partido dos Trabalhadores, Redação final aprovada pelo Diretório Nacional em 09/02/2012, in: http://www.pt.org.br/arquivos/ESTATUTO_PT_2012_-_VERSAO_FINAL.pdf
[7] DN suspende direitos partidários de Luiz Bassuma e Henrique Afonso, 17 set. 2009, in: http://pt.jusbrasil.com.br/politica/3686701/dn-suspende-direitos-partidarios-de-luiz-bassuma-e-henrique-afonso
[8] Catecismo da Igreja Católica, n. 1868.

São Paulo, sábado, 13 de agosto de 2011

Blog repercute no Jornal do Commercio de Pernambuco

Autor: Edson   |   22:59   5 comentários

Como dissemos no post anterior, concedemos uma entrevista para Fabiana Moraes do Jornal do Commercio de Pernambuco. Segue abaixo a matéria por ela publicada no dia 3 de julho último (os negritos são nossos).

Aviso: pela terceira semana consecutiva, estamos entre os 30 mais votados no TopBlog 2011. Enfrentamos adversários fortes da esquerda e por isso contamos com a ajuda dos leitores. Para votar, basta clicar aqui e escolher a melhor forma de dar seu voto (e-mail ou twitter).

No Brasil, parece que ninguém é de direita
Fabiana Moraes, 03.07.2011 - Jornal do Commercio

É interessante observar como, apesar de acessarem parte de um discurso historicamente relacionado aos movimentos políticos e civis mais conservadores do País (“a família gera necessariamente a tradição e a hierarquia social. Depauperar e enfraquecer a família destrói a cultura e a civilização impregnadas de tradições cristãs”, consta no site da TFP), Collins e Malafaia [nota do blog: esta é uma referência a outro artigo publicado no mesmo dia no Jornal do Commercio, veja aqui] não se vêem colados a uma orientação política clara, distinguindo – o que não é possível – vida cotidiana (os valores morais, a família, a religião) e ideologia. Tal postura relaciona-se em parte com aquilo o que o senador Demóstenes Torres (DEM/GO) falou em recente entrevista a um semanário nacional, na qual critica a falta de clareza dos políticos – principalmente do próprio partido – em se assumirem como conservadores ou, mais claro ainda, como direitistas. “Se não podemos nos assumir conservadores, é melhor fundir o partido com um partido de esquerda, então”, disse.

Mantido por um grupo de seis colaboradores, o blog Sou Conservador Sim, e daí? cumpre com extrema clareza exatamente a postura cobrada pelo senador. Mais: diferente de Collins ou Malafaia, os membros do blog não realizam uma separação entre a defesa de valores familiares e aquilo o que deve circular no ambiente institucional. “Somos católicos, apostólicos, romanos e defendemos os valores do catolicismo no campo sócio-político, embora não tenhamos nenhum mandato especial da hierarquia católica. A moral católica aplicada ao campo temporal, a defesa da família tradicional, a propriedade privada e a livre-iniciativa são temas que abordamos procurando sempre ser fiéis ao Magistério tradicional da Igreja. Buscamos inspiração no grande pensador e líder católico do século XX, de fama internacional, Plinio Corrêa de Oliveira”, diz Edson Carlos de Oliveira, um dos integrantes do site, referindo-se ao já citado criador da Tradição, Família e Propriedade. Segundo ele, o blog atende justamente o objetivo de assumir, sem vergonha, como um direitista conservador. Para ele, o PLC 122, por exemplo, é uma lei de perseguição religiosa disfarçada que se quer introduzir no Brasil. A oposição a projetos dessa natureza, no entanto, carece de mais clareza.

“Eu noto que muitos políticos, sim, especialmente os próprios partidos políticos, têm medo de assumir uma posição inteiramente direitista. E não considero no atual cenário político nenhum dos partidos atuais do Brasil como sendo de direita. O DEM, por exemplo, mais raramente o PSDB, tem alguns políticos que defendem um ponto ou outro da direita, mas os mesmo não demoram em desapontar-nos em seguida apoiando alguma meta da esquerda ou algum projeto imoral. Isso faz com que esses mesmos políticos fiquem desacreditados por nós”, afirmou.

São Paulo, segunda-feira, 14 de março de 2011

Marta vira suplício para o Senado

Autor: Edson   |   17:55   3 comentários

Bate-boca entre Marta Suplicy e Mário Couto (PSDB-PA) sobre o limite de tempo.
A senadora Marta Suplicy (PT-SP), vice-presidente do Senado, tem desagradado a seus pares com seu estilo de presidir as sessões da Casa.

São Paulo, domingo, 24 de outubro de 2010

Diálogo com os "movimentos sociais"... mas e com a oposição?

Autor: Edson   |   23:57   8 comentários


Dilma disse em entrevista ao Jornal Nacional no dia 9 de agosto: "Nós, do governo Lula, somos eminentemente um governo do diálogo. Em relação aos movimentos sociais, você nunca vai ver o governo do presidente Lula tratando qualquer movimento social a cassetete. Primeiro nós negociamos, dialogamos. Agora, nós também sabemos fazer valer a nossa autoridade. Nada de ilegalidade nós compactuamos."

É muito fácil dialogar quando se tem interesse na causa que os tais "movimentos sociais" defendem. E o governo do PT (sim, é o PT quem governa o Brasil) tem se mostrado fiel a esse principio de diálogo mesmo quando se trata de movimentos que agem na ilegalidade como o MST.

Agora, a pergunta é: como os petistas tratam com movimentos (sim, sem aspas) que não rezam a cartilha socialista? Diálogo e sorriso?

Acho que não, pois nem com o PSDB, que também é um partido de esquerda, eles dialogam com cordialidade. Veja no vídeo abaixo como uma turma de petistas trataram o candidato José Serra no Rio de Janeiro. Observe a simpatia dialogante do presidente Lula e o gáudio dele quando pensa ter desvendado o mistério da "bola de papel". Parece até dossiê quando ele começa a citar o "envolvimento" do médico do Cesar Maia no assunto.


Certamente é como eles tratariam o MST. Ou não?

São Paulo, segunda-feira, 15 de março de 2010

"Nem que a vaca tussa"

Autor: Edson   |   21:19   1 comentário

Quando perguntaram a opinião da candidata à presidência da república Dilma Roussef (PT) sobre as péssimas declarações de Lula a respeito dos presos políticos cubanos, a atual ministra-chefe da Casa Civil disse que não criticaria o presidente "nem que a vaca tussa".

A resposta da candidata à chefia do executivo está bem no nível da atual condução da política externa do governo. Por isso não se espanta que, na mesma ocasião, Dilma tenha se afirmado "totalmente favorável" ao atual modo de demolir a imagem de nosso país fora de nossas fronteiras.

Diante disso tudo, é curioso - para alguns, não para mim - o silêncio de Serra, também candidato à presidência, que poderia aproveitar a ocasião para atacar Lula e ganhar a simpatia do eleitorado centrista que se encontra chocado com o radicalismo pró-ditadura castrista de Lula.

A tal oposição no Brasil não passa de compañeros de viaje.

São Paulo, sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Defenda o PNDH III

Autor: Edson   |   00:25   1 comentário