Frase

"A Revolução Francesa começou com a declaração dos direitos do homem, e só terminará com a declaração dos direitos de Deus." (de Bonald).
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São Paulo, quarta-feira, 17 de abril de 2013

93% dos paulistanos apoiam redução da maioridade penal, e você?

Autor: Edson   |   18:13   10 comentários

Manifestação na avenida Paulista em favor da redução da maioridade penal devido ao assassinato do estudante Victor Hugo Deppman.
Segundo pesquisa realizada pela Datafolha, 93% dos paulistanos apoiam a redução da maioridade penal no Brasil para 16 anos de idade;  6% são contrários, e apenas 1% não soube responder.

O latrocínio praticado em São Paulo por um adolescente, três dias antes de completar 18 anos, ao tentar roubar o celular de um jovem universitário, Victor Hugo Deppman, suscitou o debate.

Vitor Hugo, de 19 anos, morreu com um tiro na cabeça na terça-feira à noite do dia 9 de abril, em frente ao prédio onde morava, no Bairro do Belém, depois de ser abordado e entregar seu celular sem reagir.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB), embora contrário a diminuição da maioridade penal, já enviou ao Congresso Nacional uma proposta de reforma no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para ampliar o rigor contra jovens infratores.




Na contramão

PJ Estudantil de São Paulo realizou uma manifestação na Av. Paulista contra a redução da maioridade penal.
PJ Estudantil de São Paulo realizou, dia antes do assassinato, uma manifestação na avenida Paulista contra a redução da maioridade penal.
Na contramão da sociedade brasileira, dias antes, em 6 de abril, a Pastoral da Juventude Estudantil do Estado de São Paulo, em conjunto com a PJ do Regional Sul 1 da CNBB, fez uma manifestação na avenida Paulista contra a Redução da Maioridade Penal.

E você, leitor, o que pensa sobre isso?

São Paulo, sábado, 14 de julho de 2012

Dados do IBGE atestam queda no número de católicos. As causas? O progressismo dito católico, a Teologia a Libertação, o abandono da tradição e da linguagem firme e corajosa

Autor: Paulo Roberto Campos   |   11:21   2 comentários

O Censo demográfico IBGE/2010 relativo às religiões no Brasil, recentemente divulgado, causou enorme perplexidade. E não é para menos, pois revela uma forte queda no número de católicos.

Tema que não poderíamos deixar passar em branco, pois tem muito a ver com este espaço, destinado a defender a família católica. Portanto, não imitaremos o avestruz, que para não enfrentar o perigo enfia a cabeça na areia, mas vamos encará-lo de frente e com coragem.

Sempre nos deparamos com declarações de senhores bispos sobre uma série de coisas, falando muito mas não dizendo nada; suas palavras não comovem as almas nem convertem os pecadores. Não poderia ser de outro modo, pois eles empregam uma linguagem oca que não repercute no fundo dos corações; uma linguagem “politicamente correta” e, portanto, sem sal; uma linguagem vazia tipo “água com açúcar”, que causa repulsa. Numa palavra: uma linguagem morna que só serve para afastar os católicos. Daí o resultado da pesquisa do IBGE!

Faço uma ressalva sobre as raras declarações de eminentes prelados que ainda usam uma linguagem firme e atraente própria da Igreja Católica como a ensinada por Nosso Senhor Jesus Cristo. Infelizmente, casos cada vez mais raros. E que, sempre que possível, procuramos repercutir neste espaço — como, por exemplo, o post anterior (Entrevista com o Padre Hélio Luciano, da Universidade de Navarra).

Abaixo segue um artigo que bem elucida esse gravíssimo problema da perda de terreno da Igreja Católica para outras religiões e a razão profunda que levou a este desastre: além da falta de firmeza dos bons prelados, o papel dos prelados, auto-demolidores, da linha “Teologia da Libertação”.

Mas antes de passar ao referido artigo, não resisto em narrar um fato histórico — que cada leitor poderá fazer a aplicação e o comentário que bem desejar — que aplico aos pequenos lamentos de que tomei conhecimento de alguns dos senhores bispos representantes da CNBB.

Em 1492 os Reis Católicos (Isabel de Castela e Fernando de Aragão) conquistaram a cidade de Granada, expulsando finalmente os mouros invasores da Espanha. O rei Boabdil foi obrigado a abandonar o que ele chamava de “Paraíso Terrestre” — o fabuloso palácio do Alhambra — e voltar para a África. Em sua fuga para o mar, teve que passar por uma montanha de onde se tem uma espetacular visão da cidade de Granada e do Alhambra (foto abaixo).

Registra a história que o mouro Boabdil aí parou para dar uma última olhada de despedida da magnífica cidade que perdera. Com aquela visão deslumbrante... começou a chorar... A Sultana Aixa, sua mãe, o repreendeu com estas duras palavras: “Llora como mujer lo que no has sabido defender como un hombre!” Chora como mulher o que não soubestes defender como um homem...


Os amargos frutos da Teologia da Libertação: esvaziamento da Igreja Católica no Brasil 

Luis Solimeo 

“Católicos passam de 93,1% para 64,6% da população em 50 anos — Entre 1960 e 2010, o Brasil viu a parcela de sua população que se declara católica cair de 93,1% para 64,6%”.(1)

“Em uma década, católicos perdem mais espaço para os evangélicos. — Entre 2000 e 2010, fatia de católicos cai 12% no total da população brasileira; parcela dos evangélicos cresce 43% e de pessoas sem religião sobe 10%”.(2)

Notícias alarmantes, que, entretanto, parece não terem alarmado os Srs. Bispos do Brasil, como veremos.

Essa queda não é algo que aconteceu da noite para o dia, a ponto de pegar os Bispos brasileiros de surpresa; nem algo imprevisível, mas resultado de um processo longo, embora se tenha acelerado nas últimas décadas.

Detenhamo-nos um pouco na análise dos números, para depois investigar as causas desse declínio.

“A maior nação Católica do mundo”

O Brasil foi descoberto e colonizado por Portugal, uma nação católica. Os primeiros missionários foram os Padres Jesuítas ainda cheios do zelo inicial de sua fundação. O catolicismo marcou toda a vida do País, fazendo dele a maior nação Católica do mundo, não só em números absolutos, como também em termos percentuais, em relação às demais religiões.

O crescimento do protestantismo, do espiritismo, de religiões orientais ou afro-brasileiras, bem como do número de pessoas sem religião, foi lento no País até algumas décadas atrás. Em cem anos, segundo os dados do primeiro censo realizado no Brasil em 1872, até os dados do censo de 1970, verifica-se que a proporção de católicos variou apenas 7,9 pontos percentuais, reduzindo de 99,7%, em 1872, para 91,8% em 1970.(3) E ainda assim, segundo sugerem estudos acadêmicos, pelo menos parte desse aumento de não-católicos se deveu à imigração.(4)

A partir dessa última data (1970), o crescimento das demais religiões e a diminuição do numero de católicos acelerou-se de modo acentuado e o último censo que acaba de ser divulgado, correspondente a 2010, revela que a porcentagem dos católicos caiu para 64,6%. Portanto, nos últimos 40 anos, a Igreja teve uma perda de fiéis de quase 30% (precisamente, 27,2%).

Acresce a esse quadro que o número de católicos praticantes nesse mesmo período oscilou entre 5 e 10%.(5)

Ao mesmo tempo, o protestantes passaram de 6,6% em 1980 para 22,2%, sendo que o maior crescimento foi o do Pentecostalismo.

Embora se apresentem razões sociológicas para explicar tal mudança no quadro religioso do Brasil (migrações maciças da zona rural para as periferias urbanas e maior facilidade nos últimos anos de formação de núcleos pentecostais para acolher os desenraizados), tais explicações são superficiais e não pegam o fundo do problema. Tanto mais quanto o aumento protestante pentecostal deu-se também nas zonas rurais do País: em termos percentuais, a maior concentração protestante se verificou em Rondônia (33,8%), um Estado do noroeste do país, tipicamente rural.

Teologia da Libertação: simples coincidência?

É bem evidente que as razões mais profundas que explicam a perda de fiéis pela Igreja Católica são de caráter religioso e devem ser procuradas na crise que abala a Igreja no Brasil (como por quase todo o mundo).

Não é simples coincidência que a aceleração da perda dos fiéis pela Igreja, na década de 1970, se tenha dado ao mesmo tempo em que se disseminavam entre o clero e o episcopado os princípios da Teologia da Libertação. Como essa “teologia” confunde a libertação espiritual com a libertação política, e o estabelecimento do “Reino de Deus” na Terra com a implantação uma sociedade socialista e igualitária, os sermões nas igrejas, em sua maioria, assim como os temas das Campanhas da Fraternidade promovidas pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), referem-se mais a luta de classes e reformas político-sociais e econômicas do que ao Evangelho.

Tomemos um exemplo concreto. O boletim da Conferência Episcopal assim descreve a Campanha da Fraternidade de 2010 :

“Lema: Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro (Mt 6,24) Tema: Economia e Vida Objetivo Geral: Colaborar na promoção de uma economia a serviço da vida, fundamentada no ideal da cultura da paz, a partir do esforço conjunto das Igrejas Cristãs e de pessoas de boa vontade, para que todos contribuam na construção do bem comum em vista de uma sociedade sem exclusão”.(6)

Como se vê, não se encontram referências à vida eterna, à salvação das almas, ao pecado, Céu e Inferno. É um linguajar puramente político, de luta de classes, que espanta os fiéis desejosos de ouvir falar das verdades eternas. A referência a “uma sociedade sem exclusão” baseia-se no conceito marxista de que a riqueza dos ricos é constituída mediante a exclusão ou opressão dos pobres. (Sem querermos nos aprofundar, notemos de passagem o caráter “ecumênico” dessas campanhas, que colocam a Igreja Católica não como a única Igreja de Cristo, mas apenas como uma das “Igrejas Cristãs”, entre outras. Isso não facilita o proselitismo das seitas protestantes?).

O hino da Campanha dos Bispos para este ano tem a seguinte estrofe:

“Levem a todos meu chamado à liberdade (Cf. Gl 5,13) Onde a ganância gera irmãos escravizados. Quero a mensagem que humaniza a sociedade Falada às claras, publicada nos telhados. (Cf. Mt 10,27).”(7)

Em suma, a Teologia da Libertação é um veículo religioso a serviço da revolução, conforme a apresentava o Pe. Gustavo Gutierrez, considerado o “pai” dessa corrente, em seu livro Teologia da Libertação, de 1971:

“O homem latino-americano [...] na luta revolucionária liberta-se de algum modo da tutela de uma religião alienante que tende à conservação da ordem.”(8)

Considerando a Santa Igreja uma “religião alienante” (conceito marxista: “A religião é ópio do povo”, na frase de Marx), os teólogos da libertação e seus seguidores procuram construir uma igreja “desalienada”, que tende, não “à conservação da ordem” mas à sua subversão.

A consequência é que os fiéis, cansados dessa “religião desalienada”, revolucionária e materialista, centrada em questões econômicas e sociais, acaba muitas vezes apostatando tragicamente, da única e verdadeira Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. Vão procurar alhures as palavras de conforto da religião e de guia para sua vida moral: “A quem iremos, Senhor, só tu tens palavras de vida eterna” (Jo 6,68).

Acordarão, por fim, os Senhores Bispos brasileiros e se darão conta de que a missão precípua da Igreja não é oferecer solução para os problemas econônicos e sociais, menos ainda procurar estabelecer uma sociedade igualitária, mas sim salvar as almas? Ou continuarão eles enfeitiçados pela miragem utópica da Teologia da Libertação?

_______

Notas:

1. Denise Menchen-Fabio Brisolla, “Católicos passam de 93,1% para 64,6% da população em 50 anos, aponta IBGE” in Folha de S. Paulo, 29/06/2012 edição on line. http://www1.folha.uol.com.br/poder/1112382-catolicos-passam-de-931-para-646-da-populacao-em-50-anos-aponta-ibge.shtml

2. Artigo “A fé dos brasileiros” In O Estado de São Paulo, 26 maio 2012, edição online. http://estadaodados.com/html/religiao/

3. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Censo 2010: número de católicos cai e aumenta o de evangélicos, espíritas e sem religião, http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=2170&id_pagina=1.

4. Ver, p. ex., Narcizo Makchwell Coimbra ((Universidade Federal de Goiás)), O protestantismo de imigração no Brasil: “Um dos principais fatores que contribuiu para a propagação da ideologia protestante no país foi o surto de imigração no século XIX .... Constatamos que uma das conseqüências mais importantes do protestantismo de imigração é o fato de que esse ajudou a criar condições que facilitaram a introdução do protestantismo missionário no Brasil.” www.congressohistoriajatai.org/anais2007/doc%20(35).pdf

5. “Censo revela que católicos permanecem maioria no Brasil”, O SÃO PAULO, 03 Julho 2012, http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/?q=node/142144. (Note-se, de passagaem, o tom ainda otimista do órgão da Arquidiocese de São Paulo. )

6. “Campanha da Fraternidade 2010 – Ecumênica”, http://www.cnbb.org.br/site/campanhas/fraternidade/2173-historico-das-cfs.

7. http://cnbb.org.br/site/images/stories/Hinocf2013.pdf. 8. G. Gutiérrez, Teologia da Libertação, Edição brasileira, Vozes, Petrópolis, 1975, p. 67.

São Paulo, quinta-feira, 22 de março de 2012

Manifestação pela CPI do aborto e a cartada de mestre

Autor: Edson   |   11:37   6 comentários



Ontem, quarta-feira, dia 21, compareci à manifestação na Praça da Sé, em São Paulo, para apoiar a iniciativa de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo emérito de Guarulhos, que pede a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o aborto e mostrar a verdadeira face da cultura da morte no Brasil.

(Foto acima: Manifestantes antiaborto protestam na catedral da Sé. Folha de São Paulo, 21/3/2012)

O evento contou com a participação de mais de 100 pessoas que começaram a se reunir às 11h da manhã nas escadarias da Sé e seguiram em passeata até a praça João Mendes onde o prelado entrou com um pedido, no Fórum, para a abertura da CPI.
Dom Bergonzini pede também esclarecimentos sobre os interesses econômicos de instituições estrangeiras como a Ford que "destinam milhões de dólares ao negócio do aborto no Brasil" (Cfr. ACI, 16/3/2012).

Leiam mais na sobre a manifestação na Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, Terra Notícias, Yahoo Notícias, Jornal Agora, e na rádio CBN. O site Último Segundo também publicou uma matéria com dois vídeos, bem no estilo faccioso desse canal de notícias do site IG. Mas transcrevo um trecho da reportagem:

"Procurada pelo iG, a CNBB afirmou que tinha conhecimento da manifestação, e que seu posicionamento quanto aos panfletos continua sendo o mesmo daquele divulgado em 2010 - o de condenar o uso eleitoral da fé cristã. No entanto, de acordo com sua assessoria, a Conferência atribui a responsabilidade ao Regional Sul I, acrescentando que não pode intervir em uma diocese, cuja palavra final é a do bispo."

Cartada de mestre

Mas o que eu gostaria de destacar é a cartada de mestre contra um minúsculo grupo de feministas qye portavam um cartaz blasfemo ("Tirem os rosários de nossos ovários") e que tentaram tumultuar a manifestação. Em certo momento, começou uma discussão entre elas e alguns participantes do evento. Quando a coisa começou a esquentar - o que só poderia favorecer as feministas que se ressaltariam, apesar de seu número insignificante -, um jovem que estava falando no microfone teve uma ideia brilhante:

"Vamos todos nos ajoelhar agora, aqui na praça, e vamos rezar uma Ave-Maria. Só fica de pé quem for favorável ao aborto". Todos obedeceram e, no meio de tudo, as cinco feministas ganharam o destaque que tanto desejavam. Ficaram isoladas, em pé, entre de 100 pessoas ajoelhadas rezando. Mas parece que não era bem esse o destaque de almejavam. Pois em questão de 2 minutos se retiraram para um canto da manifestação onde permaneceram mais uns 15 minutos e depois deixaram o local.

Realmente, foi uma cartada de mestre.

São Paulo, sábado, 10 de março de 2012

Campanha da Fraternidade não faz alusão ao aborto, afirma Dom Bergonzini

Autor: Edson   |   09:00   3 comentários

No dia 9 de março de 2012, a agência Zenit publicou uma entrevista com o bispo emérito de Guarulhos (SP), Dom Luiz Bergonzini (foto ao lado), sobre o tema da atual Campanha da Fraternidade promovida pela CNBB: "Fraternidade e Saúde Pública".

Questionado sobre como ele está vivendo esse tema em sua diocese, D. Bergonzini respondeu que está com muita preocupação, pois "a presidente Dilma cortou 5,4 bilhões da saúde neste ano. Temos conhecimento que há distribuição de abortivos nos postos de saúde, que há recomendação para laqueaduras e outros atentados contra a vida. A CF, infelizmente, não faz alusão ao aborto" (Os negritos são nossos).

Leia a entrevista completa no site da Zenit:
http://www.zenit.org/article-29873?l=portuguese

São Paulo, terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Para São Pio X um “acordo” com opositores da Igreja seria impossível

Autor: Paulo Roberto Campos   |   23:28   2 comentários

A propósito do meu post anterior ( O “desmentido” que não desmente ), recebi um texto que considerei como um presente de Natal. Agradecendo o “regalo” e aqui desejo compartilhá-lo com nossos leitores.

Refere-se a um trecho extraído da encíclica Communium Rerum, do grande Papa São Pio X [foto ao lado]. Tendo feito a leitura, suponho que se poderia tirar uma conclusão e fazer uma analogia com o tema do mencionado post. Como seria diferente (para muito melhor, é claro) a situação da Igreja e do Brasil, bem como a força dos católicos, se o clero brasileiro seguisse o magnífico exemplo de São Pio X. Como utilizando, em defesa da moral católica, a linguagem firme e clara daquele Santo Pontífice. Entretanto, muitos preferem não empregar a linguagem do “sim, sim; não, não” — preferem ceder para não perder... Em vez de lutar para vencer!

São Paulo, quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

"O desmentido" que não desmente

Autor: Paulo Roberto Campos   |   13:08   1 comentário

No post anterior, afirmei que a notícia do “acordo” entre a CNBB e a senadora Marta Suplicy para a aprovação da “Lei da homofobia”, divulgada pela mídia, exigia — caso não tivesse havido acordo algum — um desmentido “urgente e taxativo” por parte daquele órgão eclesiástico.

Hoje pela manhã recebi um e-mail de meu amigo Flávio Matihara, encaminhando-me o “esclarecimento” que, à guisa de desmentido, fez a CNBB. Ele se encontra no site da entidade (http://www.cnbb.org.br/site/) e intitula-se: “Nota de esclarecimento sobre projeto de criminalização da homofobia”. Vejam a nota [click na imagem no final]  e observem que ela não esclarece por que a CNBB não aproveitou a “audiência, no dia 1º de dezembro de 2011”, para então pedir à senadora que desistisse definitivamente de seu infame “Projeto de Lei 122/2006”, por ser ele tão contrário às Leis de Deus e até mesmo restringir a liberdade religiosa e de expressão.

São Paulo, quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Não posso acreditar: “CNBB e Marta fazem acordo sobre projeto que criminaliza homofobia”?!

Autor: Paulo Roberto Campos   |   14:26   2 comentários

Segundo notícia postada ontem no portal de “O Globo” (link abaixo), intitulada “CNBB e Marta fazem acordo sobre projeto que criminaliza homofobia”, amanhã, 8 de dezembro, festa da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) tentará aprovar na CDH (Comissão de Direitos Humanos do Senado) a “Lei da homofobia” (projeto de lei PLC 122) — aquela famigerada lei que pretende criminalizar todos os que venham a se opor às pecaminosas e antinaturais práticas homossexuais.

Que a senadora petista tente tal aprovação na “calada da noite” (nesta ocasião em que todos estamos com as atenções postas nos preparativos para o Natal e Ano Novo), não causa estranheza, pois só mesmo por meio de um “golpe” assim articulado aquela inaceitável lei poderia eventualmente passar na CDH. Mas o que causa estranheza — E MUITA — é o mencionado “acordo” que ela fez com a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

São Paulo, segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Sob pressão do governo e do CIMI, projeto de lei de combate ao infanticídio indígena é alterado

Autor: Edson   |   23:22   2 comentários


Participe de nossa enquete no final do artigo.

“A defesa de um ser humano conta mais, sem dúvida, que a defesa de tradições a vitimá-lo”, afirmou editorial da Folha de São Paulo (1) versando sobre a prática de infanticídio, existente ainda em diversas tribos no Brasil, que é defendida por antropólogos sob a alegação de respeitar as “tradições” indígenas.

O tema está sendo discutido na Câmara dos Deputados desde 2007, ano em que o parlamentar Henrique Afonso (PV / AC) apresentou um projeto legislativo, chamado de “lei Muwaji” (PLC 1.057/07), visando punir funcionários da saúde e da Funai por crime de “omissão de socorro” diante dos homicídios de recém-nascidos — deficientes, filhos de mães solteiras ou mesmo por serem gêmeos — cometidos em certas aldeias da Amazônia.

São Paulo, terça-feira, 24 de maio de 2011

ONU estuda conceder “direitos humanos” à “Mãe Terra”

Autor: Luis Dufaur   |   22:27   1 comentário

Morales inicia segundo mandato com culto à Mãe Terra

A Bolívia apresentou à ONU a proposta de estender à “Mae Terra” alguns dos direitos próprios dos humanos, informou a agência LifeSiteNews.

Um especialista em bioética qualificou o pedido de “loucura extrema”. Mas a proposta está em plena coerência com a doutrina ambientalista radical.

Essa promove a extensão dos “Direitos Humanos” a animais, plantas e minérios, introduzindo uma profunda e geral desordem.

São Paulo, sexta-feira, 18 de março de 2011

Qual tema a CNBB deveria ter escolhido para a Campanha da Fraternidade?

Autor: Edson   |   12:44   1 comentário

No dia 9 de março a CNBB lançou a Campanha da Fraternidade 2011, cujo tema é “Fraternidade e a Vida do Planeta” que vem causando consternação entre os católicos. Sobretudo se considerarmos os graves problemas morais que o Brasil enfrenta com a destruição da família e a investida da Revolução Cultural – aborto, “casamento” homossexual, legalização da prostituição, etc.

Em vista disso, que tema deveria ser de maior preocupação para os documentos e campanhas da CNBB? Deveria ser o atual? Deveria ser outro? Responda a enquete abaixo:


São Paulo, sábado, 21 de junho de 2008

CNBB exportará agitação ideológica para a África do Sul

Autor: Edson   |   21:43   2 comentários

O Brasil é um país muito produtivo, todos sabem, e um dos maiores exportadores do gênero alimentício do globo.

Mas a novidade agora é que nosso país passará a exportar, a exemplo de Cuba, agitação ideológica para outros países.

E o mais chocante disso é que o exportador será a CNBB!

Isso mesmo. Tal órgão mostrará para representantes dos Bispos da África do Sul a estrutura e o funcionamento da CPT (Comissão Pastoral da Terra) que é vinculada a CNBB.

“Querem implantar lá a metodologia desenvolvida pela CPT”, disse um dos assessores da CNBB, o padre Nelito Dornelas ao jornal O Estado de São Paulo (17/6/2008). “Também estão interessados em ter missionários brasileiros que ajudem os trabalhadores rurais a organizarem seus movimentos, como foi feito no Brasil. Como se sabe, o MST é filho da CPT.”

Ou seja, se o MST é filho da CPT, então é neto da CNBB. Por isso, os referidos representantes dos bispos da África do Sul desejarão manter também contatos com os "sem"-terra.

***

A CPT é um movimento de ideologia marxista, fundado por pessoas ligadas à Teologia da Libertação (condenada pelo Vaticano) e que visa moldar nossa agricultura conforme eram os kolkozes russos e o fracassado sistema agrário cubano.

Já o papa Pio XI dizia na encíclica Quadragesimo Anno que não é possível ser ao mesmo tempo católico e socialista. Mas parece que nossos bispos, salvo exceções, estão pouco ligando para tão sábias palavras.

Declara o documento papal: “Socialismo religioso, socialismo cristão, são termos contraditórios; ninguém pode, ao mesmo tempo, ser bom católico e socialista verdadeiro”.

Que Maria Assunta ao Céu, padroeira da África do Sul, proteja esse país das desgraças da funesta ideologia socialo-comunista exportada - dói dizer - por aqueles que deveriam combatê-la de suas cátedras e púlpitos.

São Paulo, domingo, 11 de maio de 2008

Qual sistema econômico a CNBB deseja para o Brasil?

Autor: Edson   |   21:27   Seja o primeiro a comentar

De acordo com o jornal O Globo (2/5/2008), a CNBB divulgou uma nota conclamando os brasileiros a dar atenção aos desempregados.

A referida nota é assinada pelo presidente e pelo secretário-geral da instituição. Isso é um detalhe muito importante, pois nem o apoio dado pelo órgão ao bispo de Olinda-Recife - quando este pelejava contra a atitude das prefeituras locais de distribuir a maléfica pílula abortiva do dia seguinte durante o carnaval - mereceu tão dignas assinaturas.

Segundo O Globo, nesse documento, a CNBB ...
... critica "o modelo econômico e financeiro hegemônico, concentrador de riqueza, adotado sem restrições e voltado exclusivamente para o consumo”.

Para a entidade, esse sistema pode levar as pessoas a “esquecer os ideais de partilha, de pôr em comum os bens, de implantar a paz, superando as raízes da violência e da injustiça”.

O texto, divulgado na data em que se comemora o Dia do Trabalho, defende também o acesso à terra e emprego para todos, água e alimento distribuídos com igualdade, proteção à natureza e respeito às nações indígenas e quilombolas.
Bom, em mim o sistema vigente não esmoreceu o ideal de partilha, portanto, vou compartilhar duas perguntas:

Se o monstro do nosso atual modelo econômico não presta porque nos faz esquecer de "pôr em comum os bens", então, qual seria o modelo tão sonhado pela CNBB que nos ajudaria a não cometer tal grave falta?

Seria o tipo socialista ou comunista? ou, talvez, o modelo rudimentar de economia existente em certas tribos indígenas onde a CNBB, diga-se de passagem, pleiteia - contra a vontade de muitos índios - em não dar, em determinados territórios de nosso amado Brasil, o acesso à terra aos não índios para pagarmos uma "divida histórica" para com eles?

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Bom, bom. Já fiz minha parte, compartilhei minhas dúvidas, pois a resposta só a CNBB pode dar... espero que ela também compartilhe conosco tais respostas.

Caro leitor, tenha a caridade, você também, de compartilhar comigo seus comentários.

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P.S.: "Acesso á terra", expressão complicada, pois pode dar a entender que tem gente com problemas gravitacionais...