Frase

"A Revolução Francesa começou com a declaração dos direitos do homem, e só terminará com a declaração dos direitos de Deus." (de Bonald).
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São Paulo, segunda-feira, 15 de abril de 2013

A missão católica na América, analisada pelo Presidente Teodoro Roosevelt

Autor: Edson   |   10:59   5 comentários

Teodoro Roosevelt
Teodoro Roosevelt
A fé católica inspirou aquela esplêndida floração do tempo dos Reis Católicos, de energias intelectuais e morais mais exuberantes que as dos bosques virgens desta América.

Daqueles frutos sazonados do século do ouro espanhol ela criou o caráter hispano, robusto e viril, nobre e generoso, grave e valente até a temeridade; os sentimentos cavalheirescos daquela raça potente de heróis, sábios, santos e guerreiros, que nos parecem hoje legendários; daqueles corações indomáveis, daquelas vontades de ferro, daqueles aventureiros nobres e plebeus que, com pobres barcos de madeira, corriam a dobrar a terra e alargar o espaço, limitando esfericamente o Globo e completando o Planeta e abrindo, através do Atlântico, novos céus e novas terras.

Ela moveu a essa raça espanhola , que fez o que nenhum outro povo fez: descobrir um mundo e oferecê-lo a Deus, que o concedeu.

Foi um padre espanhol, o Pe. Las Casas, o que inspirou a “Lei das Índias”, tão paternais para que os espanhóis, com a transfusão de seu sangue, de sua vida e de sua fé, implantassem em nosso solo uma civilização muito distinta da de outros povos conquistadores, mais humanitária que a que mata ou escraviza raças, como o têm feito os franceses e os ingleses e nós mesmos com os índios na América do Norte.

(Trecho de discurso do Presidente americano Theodore Roosevelt em Baltimore, 1902 – transcrito e traduzido da edição espanhola da Enciclopédia ESPASA CALPE, vol. 52, p. 280)

São Paulo, segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

"Noivo da Morte" - Hino da Legião Espanhola

Autor: Edson   |   19:26   1 comentário



"Buscar sempre diminuir a distância com o inimigo para lutar à baioneta" (Credo Legionário).

Criada em 1920 pelo Rei Alfonso XIII, a Legião Espanhola teve participação nas lutas contra o comunismo na guerra civil espanhola. E o que pode derrotar um exército que se julga, a la espanhola, "noivo da morte que vai unir-se, em laço forte, com tal leal companheira"?

Morrer no combate é a maior honra. Não se morre mais que uma vez, a morte chega sem dor e morrer não é tão horrível quanto parece. O mais horrível é viver sendo um covarde" (Credo Legionário)



Nadie en el Tercio sabía
quien era aquel legionario
tan audaz y temerario
que a la Legión se alistó.

Nadie sabía su historia,
más la Legión suponía
que un gran dolor le mordía
como un lobo, el corazón.

Más si alguno quien era le preguntaba
con dolor y rudeza le contestaba:

Soy un hombre a quien la suerte
hirió con zarpa de fiera;
soy un novio de la muerte
que va a unirse en lazo fuerte
con tal leal compañera.

Cuando más rudo era el fuego
y la pelea más fiera
defendiendo su Bandera
el legionario avanzó.

Y sin temer al empuje
del enemigo exaltado,
supo morir como un bravo
y la enseña rescató.

Y al regar con su sangre la tierra ardiente,
murmuró el legionario con voz doliente:

Soy un hombre a quien la suerte
hirió con zarpa de fiera;
soy un novio de la muerte
que va a unirse en lazo fuerte
con tal leal compañera.

Cuando, al fin le recogieron,
entre su pecho encontraron
una carta y un retrato
de una divina mujer.

Y aquella carta decía:
"...si algún día Dios te llama
para mi un puesto reclama
que buscarte pronto iré".

Y en el último beso que le enviaba
su postrer despedida le consagraba.

Por ir a tu lado a verte
mi más leal compañera,
me hice novio de la muerte,
la estreché con lazo fuerte
y su amor fue mi ¡Bandera!
en quedeletras.com

São Paulo, terça-feira, 11 de outubro de 2011

Vídeo: Como seria a música "Parabéns para você" tocada por Mozart?

Autor: Edson   |   16:24   5 comentários

Parabéns para você, música, Zubin Mehta, clássica, Mozart, Beethoven, Bach, Variações, rainha sofia, queen, Espanha A canção "parabéns para você" é certamente uma das músicas mais populares do mundo. Mas já imaginou como ela seria tocada por Bach, Mozart, Beethoven, Wagner? Ou então segundo o estilo de Viena, Los Angeles ou Eslavo?

Pois foi esse o presente de aniversário que o maestro indiano Zubin Mehta (foto ao lado), interpretando o compositor alemão Peter Heidrich, deu a rainha Sofia da Espanha. Veja o vídeo abaixo:

São Paulo, terça-feira, 14 de junho de 2011

“Pepinos assassinos”: quando o “ecologicamente correto” toca na realidade

Autor: Luis Dufaur   |   08:06   1 comentário

Paciente infectado com E.coli, Alemanha
A imprensa abundou em informações sobre a crise gerada na Europa pelos mal chamados “pepinos assassinos”, “concombres tueurs”, e outros apelativos criados pela fantasia do sensacionalismo publicitário.

No ponto de partida encontra-se uma epidemia da perigosa bactéria Escherichia coli (E.coli, abreviadamente), que causou 35 mortes e intoxicou 3.000 pessoas, especialmente na região de Hamburgo, Alemanha.

A velha e perigosa E.coli é talvez a bactéria mais estudada pelos homens (cfr. Wikipedia). Ela é muito conhecida pelos seus efeitos letais ou gravemente danosos para o homem, exigindo especiais prevenções de tipo fito-sanitário.

São Paulo, segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Assassinos! Assassinos! - 10.000 pessoas protestam contra Congresso abortista em Sevilha

Autor: Edson   |   21:39   6 comentários


“Assassinos! Assassinos! Assassinos!”, assim gritavam os manifestantes pró-vida em Sevilha, Espanha, no dia 23 de outubro, sempre que alguém entrava ou saía do hotel em que se realizava o “IX Congresso Internacional de Profissionais do Aborto e Contracepção”, conforme noticia o jornal de Madri, La Razón.

Em frente ao Hotel Meliá Sevilla, o movimento espanhol HazteOir organizou um protesto com mais de 10.000 pessoas contra o congresso que reuniu 600 “profissionais” de aborto de 48 países para compartilhar técnicas de matar bebês no ventre materno.

«Querem-se chamar profissionais de medicina», mas «sua função é acabar com uma vida», portanto, «são profissionais da morte», disse uma das organizadoras, Gádor Joya, realçando o dado de que o "negócio" do aborto «na Espanha fatura, por ano, declarados, mais de 50 milhões de euros».

De acordo com o site de HazteOir, o principal objetivo da manifestação foi para que Sevilha não ficasse marcada como capital mundial do aborto. E por isso adotaram como lema "Sevilha, capital da Vida".

O ato acabou com a leitura de um manifesto contra o financiamento das Administrações Públicas locais ao referido Congresso e por tê-lo considerado como de "interesse científico-sanitário", exigindo que as autoridades «deixem de financiar com nosso dinheiro a indústria do aborto», que se enriquece «à custa do sofrimento das mães».

São Paulo, segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Pirulito a Cháves

Autor: Edson   |   11:51   Seja o primeiro a comentar

Recentemente Hugo Chávez foi fazer uma visita ao rei da Espanha para procurar lavar o rosto daquela situação vergonhosa que passou quando D. Juan Carlos, a la espanhol, mandou-o calar a boca.

Em Madrid, o rei o recebeu de braços abertos e, por gracejo, em certo momento, deu de presente a Chávez uma camiseta com a frase “por que no te callas?” e Chávez não achou nada melhor para fazer do que mostrar a camiseta com um sorriso nos lábios(foto ao lado).

Parece com a cena em que um pai briga com o filho moleque e este, então, começa a chorar. O pai, para acalmar o filho, dá-lhe um pirulito e este fica contente e sai mostrando para os amigos o doce que ganhou do pai.

São Paulo, quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

Rumo a um "paraíso" revolucionário utópico, radicalmente igualitário e libertário: a autogestão integral

Autor: Edson   |   12:26   2 comentários

Resumo: Socialistas, comunistas e anarquistas compartilham uma origem doutrinal comum. Permanecem unidos diferenciando-se apenas nos métodos de ação - na aspiração de uma mesma meta final, radicalmente igualitária e libertária; e por isso, no Ocidente, é possível ver, incontáveis vezes, esses grupos formando frentes de ação comum, e até coalizões governamentais para desenvolver determinadas etapas do processo revolucionário.

Extraído do livro:
"España, Anestesiada sin percibirlo, amordazada sin quererlo, extraviada sin saberlo
- La obra del PSOE Comisión de Estudios de TFP-COVADONGA, 1988"

Os antecedentes ideológicos do socialismo se remotam, para não ir muito longe, à Revolução Francesa. Na medida em que esta foi se radicalizando e se aproximando de seu auge, surgiram em seu seio setores extremistas. A Revolução adquiriu asssim, durante o Terror, efêmeros, mas nítidos, aspectos comunistas. Os revolucionários radicais interpertaram o lema liberdade, igualdade, fraternidade até suas últimas consequências. Ou seja, não era só necessário eliminar aos reis e à nobreza, senão também os proprietários rurais, reis nos campos, nas empresas e no comércio, e aos pais de famílias, reis do lar. O mais característico representante destes setores foi Babeuf. [1]

Naturalmente, a prematura revolução dentro da Revolução do extremista Babeuf fracassou, mas a bandeira revolucionária por ele levantada seria de um ou outro modo retomada ao longo do século XIX pelas chamadas correntes do socialismo utópico [2]. Estas atuaram nos tumultos revolucionários que sacudiram a Europa em 1848, e especialmente na sublevação da Comuna de París de 1871.

Se foi definindo assim o ideal utópico revolucionário, segundo o qual na sociedade devem ser abolidas a propriedade privada e as diferenças entre as classes sociais. Se eliminará então toda forma de superioridade entre os homens, desaparecendo inclusive a distinção entre governantes e governados. Neste novo estado de coisas a liberdade será absoluta, porque serão suprimidas a lei moral e as leis coercitivas que regem a sociedade civil. Se estabelecerá o amor livre. Desaparecerão por inúteis a polícia, o Governo, o Estado e, por suposto, a Religião e a Igreja. O homem se libertará, por fim, da Lei Natural impresa pelo Criador no mais íntimo de sua alma. O impossível se tornará realizável: a anarquia, no sentido etimológico da palavra (an, em grego privado de, e arché, governo) não resultará no caos. Daí as descrições românticas que muitos autores fazem do modo da vida tribal, ao pintá-la com as aparências mais belas possíveis.

Friederich Engels descreveu com estas palavras a sociedade tribal dos índios iroqueses: "Admirável constituição dessas pessoas, em toda a sua juventude e com toda sua simplicidade! Sem soldados (polícia, nobreza, reis, governadores, prefeitos, juízes) sem prisioneiros nem processos, tudo anda com regularidade. Todas as querelas e todos os conflitos são resolvidos pela coletividade a quem concernem, a pessoa ou a tribo, ou as diversas pessoas entre elas. (...) Não faz falta nosso estorvo de aparato administrativo, tão vasto e tão complicado. (...) economia doméstica é comum para um série de famílias e é comunista; o solo é propriedade da tribo e, só a princípio, tem as casas pequenas hortas. (...) Todos são iguais e livres".

Com base nesta descrição, explica em seguita a etapa final da revolução comunista: "Assim, pois, o Estado não existe desde toda a eternidade. Houve sociedades que se passaram sem ele, que não tiveram nenhuma noção de Estado e da autoridade do Estado. Em certo grau de desenvolvimento econômico, necessariamente unido a separação da sociedade em classes, esta divisão fez do Estado um necessidade. Agora nos aproximamos, a passo de gigante, a um grau de desenvolvimento da produção em que, não só deixou de ser uma necessidade a existência destas classes, senão que chegou a ser um obstáculo positivo para a produção. As classes desapareceram tão fatalmente como surguiram. (Com o desaparecimento das classes, desaparecerá inevitavelmente o Estado). A sociedade que organizará de novo a produção sob as bases de uma associação livre e igualitária de produtores, transportará toda a máquina do Estado para onde, desde então, o corresponde ter seu posto: o museu de antiguidades".(Cfr. Frederich ENGELS, Origem da Família - A propriedade e o Estado, pp. 122, 216-217). [3]

Com a entrada em cena de Carl Marx, auxiliado por Engels, as correntes revolucionárias encontraram nas teorias de ambos uma sistematização filosófica e um método de análises para iniciar um processo que levasse a utopia à prática. Foi o chamado socialismo científico ou comunismo. Nasceu daí o movimento internacional para realizar a revolução socialista. De seu seio saíram os líderes do partido bolchevique russo que, com Lenin na diantera, fizeram a revolução que transformaria a Rússia, a partir de 1917, na Meca do socialismo mundial.

Em 1919 este movimento marxista teve sua primeira grande divisão. Os que aderiram a tese da tomada de poder por violência, proposta por Lenin, se aglutinaram na Internacional Comunista, fundada pouco antes pelo lider russo. Aqueles que consideravam que no ocidente não seria possível tomar o poder e derrubar a ordem capitalista vigente com a rapidez e a violência da revolução bolchevique, passaram a se chamar socialistas. Se definia assim a Internacional Socialista, distinta da Internacional Comunista dirigida por Lenin. Anos mais tarde, o dirigente soviétido Trotsky daria origem a uma terceira facção dentro do marxismo: foi a corrente anarco-bolchevique, que acusava a Stalin de caminhar muito lentamente para a realização da meta comunista, isto é, a utopia revolucionária. Meta que também é o objetivo das correntes anarquistas propriamente ditas, ou libertárias.

Socialistas, comunistas e anarquistas compartilham uma origem doutrinal comum. Permanecem unidos - diferenciando-se apenas nos métodos de ação - na aspiração de uma mesma meta final, radicalmente igualitária e libertária; e por isso no Ocidente é possível ver, incontáveis vezes, esses grupos formando frentes de ação comum, e até coalizões governamentais para desenvolver determinadas etapas do processo revolucionário.

Sobre o fato histórico desta unidade nas metas, ver, por exemplo, o que diz um porta-voz dos grupos anarquista congregados na CNT - Confederação Nacional do Trabalho, fundado na Espanha por anarco-sindicalistas - : "Por qual tipo de sociedade lutamos? Por uma sociedade sem classes, igualitária, onde necessáriamente os meios de produção estarão socializados (não estatizados), autogestionados pelos próprios trabalhadores (...). A isto é o que chamamos comunismo libertário: uma sociedade autogestionada federal e igualitária".

Na mesma declaração, acrescenta mais adiante: "Não pensamos que haja muitas diferenças entre a concepção da sociedade final a que aspiramos socialistas, comunistas e libertários. Haveriam diferenças nos meios e nas etapas precedentes" (Cfr. Sergio FANJUL, Modelos de transición ao socialismo, pp. 131-132 e 136).

Artigo relacionado: Conexão entre Liberalismo e Igualitarismo na utopia marxista

Fontes:
[1] Cfr. PLINIO CORRÊA DE OLIVEIRA, Revolução e Contra-Revolução, pp. 44-41; ver também sobre a relação entre a Revolução Francesa, o movimento de Babeuf e a revolução comunista, Manifesto de fundação da III Internacional in Günter BARTSCH, Kommunismus, p. 80; Friederuch ENGELS, Do socialimo utópico ao comunismo científico, pp. 31-32)

[2] Sobre as relações entre as doutrinas inspiradoras da Revolução Francesa, o movimento de Babeuf e o socialismo utópico do século XIX, ver Julius BRAUNTHAL, Geschichte der internationale, t. I, pp. 45 a 51; Elie HALEVY, Histoire du socialisme européen, pp. 80 a 92. Ademais há um estudo sobre as relações entre a Revolução Francesa e o movimento socialista em Carl MARX e Friederich Engels, Utopisme & communauté de l´avenir, especialmente nas pp. 6 a 8 e 149-150. A esse proprósito, afirma Engels: "O socialismo científico alemão não esqueceu jamais que se edificou sobre os ombros de Saint-Simon, de Fourier e d´Owen"(op. cit., p. 8) Há ainda mais dados esclarecedores sobre as relações entre a Revolução Francesa e o movimento socialista no livro de Filipo Buonarrotti (1761-1837), companheiro de Babeuf na Conspiração dos iguais, de 1796, Histoire de la Conpiration pour l´Égalité, dite de Babeuf , Bruselas, 1828, apud LEHNING, De Buonarrotti a Bakounine, pp. 45-98, e HALEVY, Histoire du socialisme européen, p. 81

[3] Esta tradução, feita pela Academia de Ciências da URSS, retirou ou omitiu em certos trechos o texto de Engels por razões políticas. Entre parenteses temos posto as frases omitidas que figuram em outras traduções.