Por uma fresta no tecido que vendava seus olhos, o jovem ainda conseguia ver um pouco o chão coberto de gelo em que pisava. Nevara a noite inteira. Seu corpo tremia, não tanto pelo frio intenso, mas pelo medo que sentia em sua alma.
Ele nota o chão manchado por um líquido vermelho que contrastava com o alvo da neve. Atrás dele, o soldado russo, que o conduzia, coloca a mão sobre seus ombros e o faz parar. Em sua frente, uma vala profunda com corpos de seus colegas assassinados. Ele houve o barulho de um gatilho e sente o cano da arma encostar em sua cabeça...


