Frase

"A Revolução Francesa começou com a declaração dos direitos do homem, e só terminará com a declaração dos direitos de Deus." (de Bonald).
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São Paulo, quinta-feira, 5 de junho de 2014

Lições do passado e o eurasianismo esotérico de Aleksandr Dugin

Autor: Edson   |   07:05   4 comentários

Livro de Aleksandr Dugin
com o símbolo do movimento
euroasiático.
Por ocasião dos 70 anos do desembarque das tropas aliadas na Normandia (6 de julho de 1944), publicamos o artigo abaixo, escrito pelo Professor Plinio Corrêa de Oliveira dias após esse importante evento que mudou os rumos da II Guerra Mundial.

Os alertas contidos no texto servem para nossos dias em que nos vemos novamente bombardeados pela propaganda bolchevista, agora caracterizada como Eurasianismo - cujo principal mentor é o esotérico satanista Aleksandr Dugin. 

Dugin tem viajado pelo mundo inteiro tentando aglutinar pessoas para sua "cruzada" sem cruz em favor do "perfeito cumprimento da maior revolução da história, enquanto continental e universal. Falamos do retorno dos anjos, a ressurreição dos heróis, da insurreição dos corações contra a ditadura da razão. Esta Última Revolução é tarefa do Acéfalo, do portador da Cruz, da Foice e do Martelo, coroado pelo Sol da Suástica Eterna." (Cfr: Aleksandr Dugin, em Le Prophète de l' Eurasisme, Edição Avatar, 2006, p. 147).

Aleksandr Dugin fala ao microfone, tendo ao seu lado esquerdo o satanista francês Christian Bouchet.

Dugin, que já esteve no Brasil e se prepara para voltar em breve, procura seduzir movimentos conservadores do ocidente numa suposta luta contra a imoralidade do liberalismo ocidental, mas cuja meta é destruir os EUA, país que ele vê como a personificação do mal, sendo que o povo americano é quem mais se destaca na luta pelos valores morais, familiares e pelo direito de propriedade, embora de momento não estejam representados na presidência do país.

Estrela do Caos.
A estrela de oito setas que se transformou em símbolo oficial do Eurasianismo é uma leve modificação da “Estrela do Caos” (Vide figura ao lado) ou também conhecida como “Estrela Mágica” da doutrina ocultista baseada nos escritos do satanista inglês Aleister Crowley - a quem Dugin admira pela sua luta contra o Regime Mundialista e procurou tornar popular os escritos de Crowley na Rússia (Cfr.: http://oto.ru/).

A ligação entre o 'Chaos Magick' de Crowley ('Magiya Khaosa') e o símbolo do movimento eurasiano é descrita pelo próprio Dugin em seu livro Os Cavaleiros Templário do Proletariado (ver Parte 6, nota 56).


Esse será o futuro dos movimentos conservadores do ocidente?

Segue abaixo o artigo do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira que nunca se deixou iludir por manobras revolucionárias que nos oferecem falsas opções, e sempre procurou alertar o público, especialmente o católico, contra essas investidas.
***

Não exageremos!

Plinio Corrêa de Oliveira

Os acontecimentos que se vem desenrolando na França confirmam vigorosamente as considerações que expendemos, ainda neste mês, sobre a política militar do Sr. Adolph Hitler.

Como dissemos, o Sr. Hitler já não é o senhor de vencer, mas até certo ponto de vista é senhor de dar a vitória a quem quiser. E essa vitória, conscientemente, deliberadamente, criminosamente, esse malfeitor público a está entregando nas mãos da Rússia. No ocaso de sua longa e sangrenta aventura política e militar, o Sr. Adolf Hitler, que procurara arrastar atrás de si em outros tempos toda a Europa na miragem de uma cruzada anticomunista, está dando a Stalin o cetro da dominação universal. Demonstra‑se, assim, que o anticomunismo do Sr. Hitler não é senão um mero "bluff" de propaganda política, e que, no fundo, os nazistas preferem a vitória do totalitarismo vermelho à das democracias ocidentais. A velha tese do LEGIONÁRIO se confirma: comunismo e nazismo são irmãos, e qualquer tentativa de nos apoiarmos sobre um para combater o outro é, no fundo, fazer o jogo de ambos. Hitler, que já não consegue guardar para si os louros, prefere que eles fiquem nas mãos de Stalin, que nas de Churchill ou Roosevelt. Stalin certamente preferiria que eles ficassem em mãos de Hitler, a vê-los adornando a fronte das potências "burguesas". Desejando para si a vitória, cada um dos dois ditadores, desde que não a possa obter, prefere vê-las nas mãos do seu sósia.

*  *  *

É preciso que isso se afirme, se repita, se proclame, neste momento em que certos propagandistas soviéticos no Brasil começam a torpedear insidiosamente o prestígio dos combatentes anglo-americanos. A ouvi-los, a Rússia bolchevista seria o maior dos colossos, o fator decisivo da vitória. Pelo contrário, as potências “burguesas”, infectadas de liberalismo, de moleza, de desorganização, estariam prestando um concurso perfeitamente secundário para o êxito da guerra. E, de tudo isto, se deduziria que só o comunismo possui uma organização política e social perfeita. A prova dos noves fora, da superioridade bolchevista, se teria feito em Stalingrado.

Esta afirmação audaciosa não pode passar sem alguns reparos.

*  *   *

Plinio Corrêa de Oliveira
Afirmemos, preliminarmente que fazemos uma distinção fundamental entre a Rússia e comunismo. Muitos russos poderão não compreender essa distinção, como certos italianos não compreenderiam que distinguíssemos entre Mussolini e a Itália, certos franceses não suportavam que atacássemos Pétain amando embora ardentemente a França, e muitos alemães jamais puderam compreender como, sendo nós furiosamente antinazistas, podíamos dizer-nos sinceramente desejosos do bem da nação germânica.Essa distinção entre um país e os aventureiros que se apoderam de sua direção, ou entre esse país e o regime político debaixo de cuja opressão geme, é entretanto elementar. Compreendam-nos ou não nos compreendam certos russos brancos, ainda ontem anticomunistas e hoje entusiasmados com o êxito das tropas soviéticas, a verdade é que o comunismo não é a Rússia, como não é o México, como não seria o Brasil se desgraçadamente ele se introduzisse aqui. O comunismo é um tipo de organização político-social diametralmente oposto à doutrina político-social da Igreja. Ele é, portanto, o contrário da civilização cristã. É a civilização anticristã, ou seja a civilização do anti-cristo. Ser bom russo não é aplaudir o comunismo, mas combatê-lo para libertar dele quanto antes a Rússia. Se, portanto, queremos lutar inflexível e intransigentemente contra o comunismo, não o fazemos porque não estimemos o povo russo, mas muito pelo contrário: porque o amamos ardentemente em Nosso Senhor Jesus Cristo com aquela caridade universal ‑ católica ‑ que abraça todos os povos criados por Deus.

* * *

Isto posto, notemos que a Inglaterra e os Estados Unidos desembarcaram agora imensos efetivos na França, e não obstante tudo isto, não obstante a pressão militar na Itália, na Rússia, os nazistas resistem tremendamente às forças de desembarque no território gaulês.

Por que? Evidentemente porque desde o início o Sr. Hitler tem concentradas na França tropas incontáveis, recursos sem número, de munições como de víveres, tudo para fazer face a uma invasão aliada, efetuada de improviso.

Haveremos de reconhecer nos generais anglo-americanos verdadeiros poltrões? Havemos de entender que os chefes das nações anglo-saxônicas, nossas aliadas, são cretinos e imbecis? Ou haveremos de convir em que o Sr. Adolf Hitler realmente deixou no Ocidente recursos imensos, e que portanto só combateu contra a Rússia, no Oriente, com meios que estavam longe de representar o efetivo total do exército germânico? Neste último caso,como não haveremos de reconhecer que os russos, ao contrário dos franceses, não tiveram de enfrentar a plenitude dos recursos militares teutos, e que portanto a resistência da Rússia não tem todo o significado que se lhe quer atribuir?

Não negamos que a Rússia haja resistido com valor ao ímpeto nazista. Negamos, porém, que daí se deva deduzir que a Rússia venceu inteiramente só, os nazistas, nossos adversários comuns; que as nações burguesas fracassaram inteiramente; e que os atuais acontecimentos militares possam de um ou de outro modo demonstrar a superioridade do regime bolchevista sobre o regime em que vivemos.

A Rússia lutou com êxito e valor, é certo, mas só contra uma parte das forças germânicas. Teria ela resistido ao ímpeto total dos nazistas, caso estes tivessem feito as pazes com a Inglaterra e pudessem ter desguarnecido o front ocidental?

Este problema é muito sério.

*  *  *

Notemos antes de tudo que a Rússia recuou muito diante do primeiro ímpeto nazista. Recuou mesmo tanto, que se ela não tivesse o território imenso que possui, se ela fosse uma nação menor, teria sido literalmente varada de lado a lado.

Calculada a extensão do recuo russo, pergunta-se: se as tropas soviéticas tivessem sido obrigadas a defender a Bélgica, tê-lo-iam conseguido? Evidentemente não.

A Rússia contou, pois, com um primeiro fator independente do regime, que é a extensão do território. Vivesse esse regime “magnífico”, “fantástico”, “maravilhoso”, em um país pequeno, e teria sido culbuté [derrubado] no primeiro tranco nazista.

E também não foi o comunismo que armou o outro grande fator de vitória: o general inverno, como tem dito espirituosamente a imprensa. Sem esse general, graças a cuja ação defensiva e protelatória foi possível aos russos preparar a resistência, o que lhe teria sucedido? O fracasso que tiveram no primeiro contato com as tropas finlandesas.

Auxiliadas pelo inverno, pela extensão territorial, imobilização de inúmeros efetivos nazistas, dada a iminência de uma invasão européia e a agitação dos povos conquistados da Europa, a Rússia conseguiu, depois de imensos desastres, reagir por fim. Reagiu com valor: aplaudamo-la. Reagiu com êxito: demos graças a Deus, porque tudo seria melhor ou menos mau que o triunfo nazista no mundo. Mas não exageremos as coisas: o êxito russo, que consideramos com tão sincera satisfação, está longe, longe, muito longe de servir de argumento para o regime comunista.

* * *

São ingratas essas discussões no momento em que nossa primeira tarefa deve consistir indubitavelmente em arrasar o inimigo no 1 da civilização cristã e do Brasil que é o Sr. Hitler. Por isto mesmo, é convenienteabafar de vez esses capciosos métodos de propaganda bolchevista.

Fonte: http://www.pliniocorreadeoliveira.info

São Paulo, domingo, 13 de outubro de 2013

Concórdia social, sim; luta de classes, não!

Autor: Paulo Roberto Campos   |   11:58   6 comentários

A igreja não exclui ninguém, fazendo a opção por todas classes sociais, nobres ou pobres, como é representado neste quadro “Saindo da Igreja”, do pintor espanhol Raimundo de Madrazo y Garreta(1841-1920). No quadro notam-se pessoas de diversas classes sociais, desde a pobre mulher cega, pedindo esmola sentada junto à porta, até ricas senhoras elegantemente vestidas.

Harmonia entre opção preferencial pelos pobres e opção preferencial por todas as elites 


Movimentos comprometidos com a “esquerda católica”, especialmente os simpáticos à Teologia da Libertação, tentam “exumar” velhos sofismas para interpretar equivocadamente o conceito de “opção preferencial pelos pobres”.

A esse propósito, cabe lembrar que, a pretexto da luta pela proteção dos pobres, o comunismo subjugou diversos países, entre os quais Cuba, que por mais de 50 anos jaz na mais negra miséria. Dessa mesma pobre Cuba, da qual o atual governo brasileiro pretende “importar” seis mil médicos, cuja atuação em nosso território causará a pior das epidemias: a disseminação do vírus das ideias comunistas.

Contrariamente à doutrina da Teologia da Libertação, no primeiro capítulo da obra Nobreza e elites tradicionais análogas (1993), Plinio Corrêa de Oliveira escreve: “Na nossa época, na qual tão necessária se tornou a opção preferencial pelos pobres, também se faz indispensável uma opção preferencial pelos nobres, desde que incluídas nesta expressão também outras elites tradicionais expostas ao risco de desaparecimento e dignas de apoio”. [ao lado capa da obra]

A autêntica doutrina católica sempre ensinou a legitimidade da desigualdade entre as classes sociais e a harmonia que deve reinar entre elas, assim como, invariavelmente, condenou a luta de classes. É o que destaca o trecho a seguir, extraído das primeiras páginas de Nobreza e elites tradicionais análogas, explicando o que é propriamente a “opção preferencial”:

“A opção preferencial pelos nobres e a opção preferencial pelos pobres não se excluem, e menos ainda se combatem, segundo ensina João Paulo II: ‘Sim, a Igreja faz sua a opção preferencial pelos pobres. Uma opção preferencial, note-se, não, portanto, uma opção exclusiva ou excludente, porque a mensagem da salvação é destinada a todos’. 

“Essas diversas opções são modos de manifestação do senso da justiça ou da caridade cristã, que só podem irmanar-se no serviço do mesmo Senhor, Jesus Cristo, que foi o modelo dos nobres e modelo dos pobres, segundo nos ensinam com insistência os Romanos Pontífices”. 

Compreendemos, com esse esclarecimento, o quanto equivocado e doutrinariamente falso é o conceito de luta de classes reivindicada pelo marxismo e pregada pela “esquerda católica”, pois a “opção preferencial” não é exclusivista.

Compreendemos também que os intelectuais miserabilistas da “teologia da libertação” não atuam em prol do povo autêntico, nem o entendeu, pois as camadas populares desejam viver em harmonia com as diversas classes sociais e não num clima de “luta de classe”.

Entendeu com sutileza esse tema o carnavalesco Joãozinho Trinta quando, em 1978, afirmou “O povo gosta de luxo. Quem gosta de miséria é intelectual”. É por isso que, se de um lado observa-se a flagrante imoralidade carnavalesca, nota-se também, no carnaval, fantasias de príncipes, princesas, reis e rainhas, com seus coloridos mantos e coroas douradas.

São Paulo, sábado, 29 de junho de 2013

Revolução e Contra-Revolução em russo

Autor: Edson   |   11:34   2 comentários



Por ocasião da festa de São Pedro e São Paulo (29 de junho), temos a especial alegria de oferecer aos nossos visitantes a primeira versão em russo de "Revolução e Contra-Revolução" de Plinio Corrêa de Oliveira: Революция и Контрреволюция

Fonte: http://pliniocorreadeoliveira.info/

São Paulo, quarta-feira, 19 de junho de 2013

O problema é moral e não econômico

Autor: Edson   |   12:35   3 comentários

MPL - Movimento Passe Livre
O Brasil atual enfrenta uma situação de caos, cujo problema principal, apesar de conter reflexos econômicos e políticos, é fundamentalmente religiosa e moral.

Sobre as crescentes ondas de manifestações no Brasil, transcrevemos trechos de uma reunião do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, feita em 1994, a respeito da corrupção política e do favorecimento ao caos, indicando a única solução de fundo.

* * *

Corrupção na sociedade atual:
haverá solução?

Plinio Corrêa de Oliveira
Catolicismo
, N° 518, Fevereiro de 1994 (*)

Na Itália e França, políticos suspeitos de suborno e malversação de dinheiro público se auto-anistiam. Tal epidemia de imoralidade representa séria ameaça ao que resta de civilização cristã e à própria existência do Estado, favorecendo o estabelecimento do caos. Nossa Senhora, em Fátima, já indicara o remédio para essa situação.
*      *      *
Recentemente, na Itália, escândalos sem precedentes fizeram com que o Parlamento votasse uma lei que extingue as penas de prisão aplicadas a políticos, condenados por receber contribuições ilegais destinadas a campanhas eleitorais. Ela foi aprovada no Senado por 139 contra 19, depois de ter sido votada pela Câmara de Deputados em novembro último. Tal legislação estabelece que contribuições ilegais para campanhas políticas não constituem crime, tornando-se apenas "ofensa civil". Dessa forma, os condenados não serão mais presos, devendo tão-só pagar multas.

"A votação no Senado foi uma das poucas demonstrações de unidade da Câmara Alta do Parlamento da Itália" (cfr. "Folha de S. Paulo", 3-12-93). Comunistas e autonomistas da Liga do Norte juntaram-se aos integrantes dos partidos envolvidos nos escândalos de corrupção para a aprovação da lei. "Até hoje, políticos que recebessem contribuições ilegais para campanhas eleitorais poderiam ser condenados até a quatro anos de cadeia. A maioria dos políticos italianos acusados nos recentes escândalos de corrupção – entre eles cinco ex-primeiros-ministros – são suspeitos de terem recebido doações ilegais para suas campanhas eleitorais.

"Segundo o Comitê Judiciário do Senado, as contribuições políticas deixam de ser ilegais, desde que voltadas exclusivamente para o financiamento de campanhas eleitorais. A nova lei é retroativa se beneficiar os réus" (id. ib.).

É lícito financiar candidatos?

Em princípio, pode-se censurar um homem rico, um empresário, que pague uma soma importante para eleger determinado político, defensor de idéias semelhantes às suas?

Daria provas de ser muito sovina um homem que, podendo facilitar, mediante contribuições financeiras, o acesso a cargo público importante a um candidato que apresente um programa capaz de salvar o seu país, não o fizesse.

Em tese, o fato de uma pessoa rica fazer uma doação para a eleição de outra sem posses, não é, em si, ato desonesto. Pode até ser considerado um ato de virtude.

Acordo escuso

Ora, a situação muda de figura quando se observa não ser por afinidade ideológica que determinado empresário ou banqueiro apoia um candidato, por exemplo, à Presidência da República. Se ele financia tal político porque houve um acordo, no sentido de este lhe conceder vantagens na realização de seus negócios, recebendo em compensação pelo dinheiro doado, um contrato comercial vantajoso, a combinação torna-se espúria. E isso implica, muitas vezes, que será contratada para a realização de uma obra pública não a empresa mais eficiente, mas o empresário que facilitou o candidato a obter o cargo público. Um acordo desse tipo transforma um ato de idealismo em negociata, e começa assim a aparecer o lado escuso e espúrio da combinação.

Além disso, o empresário pode cobrar do Estado um preço muito maior do que cobraria outro concorrente que não auxiliou a eleição do candidato. Este ato assume, pois, caráter irrecusavelmente desonesto, porque o empresário cobraria um preço desproporcional pelo serviço prestado.

Corrupção e sistema de governo

Consideradas as coisas em tese, pode-se dizer que este gênero de falseamento da democracia é optativo. Isto é, se as pessoas que entram nesse jogo o quiserem, podem assumir a atitude descrita acima, prejudicando singularmente o Estado e os interesses públicos. Se não o quiserem, contudo, podem agir honestamente. Assim, não se infere daí um argumento contra a forma de governo, nem contra o sistema econômico capitalista. Dessa situação extrai-se apenas uma razão contra o falseamento da forma democrática de governo. Falseamento que pode ocorrer também em outros tipos de governo.

Do ut des; facio ut facias

As considerações precedentes são variações maiores ou menores de um mesmo pensamento central, que se poderia descrever em torno da máxima do Direito Romano: Do ut des; facio ut facias (dou para que tu me dês; faço para que me faças). É uma combinação, um arranjo que pode ser feito de modo desonesto ou honesto, conforme entendimento das partes engajadas no negócio.

O falseamento pode facilmente se dar em qualquer forma de governo vigente no momento, seja democracia, seja monarquia. E também ocorrer tanto no sistema econômico capitalista quanto no comunista. Lembremos que no comunismo os membros do partido – especialmente a cúpula, como a nomenklatura na ex-URSS – constituem uma casta, que obtém todas as vantagens. Isto que já era sabido, tornou-se patente após a queda do Muro de Berlim.

Grau de moralidade pública

O eixo da problemática não se encontra primordialmente, pois, na forma de governo nem no sistema econômico. Ele reside no grau de moralidade pública e, em particular, no comportamento dos homens públicos, numa ou noutra forma de governo, num ou noutro sistema econômico. Onde há pessoas que tomam a sério a existência de Deus, e cumprem, de fato, Sua Lei, tais coisas não acontecem.

Mas, em países onde a população crê na existência de Deus sem seriedade, ou cumpre a sua Lei também de modo não sério, certo número de pessoas pode roubar, beneficiando-se de bens que não são seus.

Não estamos, portanto, em presença de uma questão principalmente econômica, embora tenha algo de econômico; nem tampouco em face de uma questão principalmente política, se bem que tenha algo de político. Estamos diante de uma temática que, apesar de conter reflexos econômicos e políticos, é fundamentalmente religiosa e moral. Onde não há religião nem moral, onde há aniquilamento do valor religioso, da Fé, as coisas necessariamente caminham rumo ao esboroamento completo de toda a ordem econômica, política e social.

E a repressão ao roubo?

É claro que se deve reprimir de modo categórico toda espécie de ilegalidade e de imoralidade. Entretanto, simplesmente punindo os ladrões, nunca se chegará à eliminação do roubo. Porque o número de ladrões tende a crescer, a bem dizer indefinidamente, num país em que a maioria esmagadora da população não cumpre os Dez Mandamentos da Lei de Deus. Caso se prendam cinco ladrões, engana-se quem considerar que seu número diminuiu em cinco. Foram abertas, na verdade, cinco vagas, e para elas surgem cinqüenta candidatos, isto é, cinqüenta novos ladrões. E crescendo o número de ladrões, aumentam os roubos.

O problema é fundamentalmente moral e, a esse título, envolve também um problema religioso.

A ingerência do Estado

As crescentes restrições impostas à propriedade privada conduzem atualmente a uma situação em que, para seu exercício pleno, ela depende de autorização do Estado, segundo a legislação semi-comunista de tantas nações modernas ditas não-comunistas. Dessa forma, por exemplo, a exploração de alguns bens no subsolo – que legitimamente pertencem ao proprietário do solo – só pode se dar com permissão do Estado. Para obtê-la, uma pessoa honesta freqüentemente tem que oferecer um suborno ao funcionário encarregado da autorização, seja para consegui-la ou para que não demore indefinidamente. Quem assim procede, agiu erradamente?

Não. Ele deu dinheiro para obter um direito que legitimamente já era seu. Mais ainda, é o Estado que rouba, ao limitar assim o direito de propriedade injustamente. As irregularidades daí decorrentes criam na máquina política subornos de toda espécie.

Tal procedimento se espalha pela população inteira. Quem paga suborno é tido como pessoa esperta, e quem não o faz, passa por bobo. O esperto ganha dinheiro. O que não suborna fica com um bem que não lhe adianta de nada. Essa é a conseqüência forçosa da ingerência desmesurada do Estado na economia.

Oficialização do roubo

Se até os honestos são obrigados a subornar, que se dirá dos desonestos? O suborno se espalha como uma mancha de azeite sobre um tecido, penetrando em toda a sua contextura.

Em certo momento, quando o número de ladrões torna-se tão grande que é praticamente impossível reprimir o crime sem pôr a nação inteira no cárcere, adota-se a fórmula italiana: declara-se não ser crime o suborno, o qual passa a ser punido apenas mediante multa. Na verdade, duas multas. Uma para o funcionário, outra para o Estado. E a pessoa fica livre para fazer o que quiser. É a oficialização do roubo.

Assim sendo, um vulgar ladrão de galinhas pode ser punido com prisão. Um político, porém, que entra numa negociata eleitoral, não fica desmoralizado e não vai para a prisão. Deve apenas pagar uma multa. E como ele recebe também algum dinheiro, tudo se arranja. Todos ganham dinheiro, todos roubam e o roubo torna-se um costume oficial.

Fim da propriedade privada

Quando se oficializa dessa maneira o roubo, a propriedade privada acaba deixando de existir. Se o roubo se generaliza, multiplica-se não apenas a obtenção de vantagens em negócios públicos, mas todos os negócios tendem a se tornar velhacaria.

Em tal situação, o trabalho perde prestígio e influência, restando apenas como meio de ganhar dinheiro a prática desonesta. O roubo torna-se o rei da sociedade. E o sistema econômico, comunista ou capitalista, afunda na prática do suborno. O país torna-se uma "roubolândia", onde uma minoria de ladrões se locupleta no poder.

A meta é o caos

Esse desfazimento da sociedade conduz a uma adulteração da polêmica comunismo-anticomunismo. Isto é, os comunistas dizem que no regime capitalista o roubo se generaliza. Entretanto, a situação dos países do Leste europeu mostra que, no regime comunista, o roubo e o suborno, na realidade, se instalam de modo generalizado. E as acusações recíprocas de ladrões deixam de ter sentido. E o mundo mergulha na anarquia e no caos.

Caminha-se então para uma ordem de coisas em que a discussão capitalismo-comunismo perde sua razão de ser. Nada é mais nada! Comunismo equivale a capitalismo; capitalismo é comunismo. Todos tornaram-se ladrões e ninguém deixa de ser ladrão, exceto alguns poucos que ainda crêem em Deus.

Essa é a conseqüência da lei recentemente aprovada na Itália. É o primeiro passo para a generalização de um sistema legal mais ou menos parecido como o descrito acima e que atingirá, cedo ou tarde, todas as nações do mundo. Aliás, é o que já ocorreu na França, durante o governo socialista do presidente Mitterrand. Comprovou-se uma corrupção praticada pelo Partido Socialista, e como este possuía, na ocasião, maioria na Câmara de Deputados, votou-se uma lei de auto-anistia. O resultado: perda total da moralidade pública, da compostura política e caminho rumo ao caos.

Que remédio há para isto?

O que falta na sociedade atual são elites. Elites morais, antes de tudo. Mas elites, por excelência, de famílias, nas quais algo se conserva pela recordação de seus maiores, célebres por sua honestidade, e que servem de modelo.

Ora, a democracia, em concreto, arruinou o prestígio das verdadeiras elites. Se não se trabalhar para sua restauração, nada poderá ser feito.

Com o intuito de favorecer as classes mais modestas da sociedade contemporânea, foi sendo dada a esta uma estrutura gradualmente mais igualitária. Daí resultou o esmagamento progressivo das autênticas elites e o desaparecimento paulatino das estruturas e dos valores aos quais a sociedade devia até então a gênese de suas camadas mais cultas e capazes.

A isso se deve a desorientação e a tendência para o caos, cada vez mais acentuadas nos dias que correm.

A experiência brasileira mostra, por exemplo, toda a extensão do perigo e dos prejuízos a que o minguamento das elites pode conduzir uma nação.

A única solução de fundo

Poder-se-ia argumentar: muitos que vêem, a justo título, na falta de religião a raiz de todo o mal, começariam a praticá-la, o que iria eliminando a corrupção. Na verdade, porém, muitas pessoas que admitem estar a irreligiosidade na origem de todo mal, não desejam absolutamente propagar a religião, de maneira a criar um ambiente de austeridade, de severidade moral. Pois isso as obrigaria a mudar seu modo de viver.

A posição assumida por tais pessoas torna-se mais compreensível, se a compararmos com a atitude de certo tipo de jogadores: não se encontra um único adepto do jogo ilícito que sustente ser este honesto, bem como trazer ele vantagens para sua pátria. Assim, embora tal jogo não convenha ao país, convém a ele, enquanto jogador.

A graça divina

Para debelar tal situação é preciso exercer-se um apostolado de caráter essencialmente religioso, que atraia a graça divina. E, com o auxílio desta, um apostolado que toque as almas, as inteligências, as vontades realmente, de maneira a alcançar verdadeiras conversões. E a partir dessas, alguma coisa pode ser feito. Ora, tais conversões são evidentemente dificílimas de se obter em épocas de imoralidade generalizada, pois as pessoas estão muito afeiçoadas às vantagens que esta lhes traz. E, portanto, estarão pouco propensas a abandonar a má vida.

Apóstolos autênticos

Para se descer aos aspectos mais recônditos do problema com vistas à sua plena solução, é necessária a presença de apóstolos como aqueles recomendados por Dom Chautard em sua famosa obra "A alma de todo apostolado". Apóstolos dotados de vida interior verdadeira, desejosos do Reino de Deus antes de todas as coisas, e da realização da vontade e dos desígnios divinos, assim na Terra como no Céu. Apóstolos que arrastem pelo exemplo, e movam pela palavra a população, elaborando as leis do Estado conforme as de Deus. E, assim, consigam alterar o procedimento das pessoas. Em suma, surgindo autênticos apóstolos, poderão estes com sua atuação tocar verdadeiramente as almas, as quais, correspondendo à graça, converter-se-ão.

E para se converter, o homem contemporâneo deverá ser dócil à recomendação de Nossa Senhora de Fátima à humanidade, em 1917, a saber: penitência e oração.


(*) Este artigo baseia-se em conferência pronunciada, a sócios e cooperadores da TFP, em 4-12-1993. Sem revisão do conferencista.

São Paulo, segunda-feira, 4 de março de 2013

Tendo em vista o “Processo de Autodemolição” e a “Fumaça de Satanás”, os católicos desejam uma coisa: CLAREZA

Autor: Paulo Roberto Campos   |   10:28   3 comentários

Raio atinge a cúpula da Basílica de São Pedro, em Roma, poucas horas após a renúncia de Bento XVI. Foto: Alessandro di Meo/AFP
A revista Catolicismo deste mês (edição nº 747), em cuja capa está estampada a foto acima, publica um luminoso artigo de Plinio Corrêa de Oliveira (1908-1995) que — como o leitor certamente perceberá — está impressionantemente vinculado aos acontecimentos da época atual de Sé Vacante[1]. Como se sabe, é o interregno iniciado no dia 28 último, com a renúncia de Bento XVI, e que se encerrará quando for escolhido seu sucessor. Apesar de ser um artigo que veio a lume há 35 anos (publicado na “Folha de S. Paulo” em 16-8-78), o autor, como afirma a revista, às vésperas de um novo Conclave[2], “poderia levantar em linhas gerais as mesmas perguntas nele formuladas, para as quais todos os católicos desejariam respostas claras”.

A seguir transcrevemos tal matéria, que o eminente líder e pensador católico escreveu às vésperas do Conclave de agosto de 1978, que elegeu o Papa João Paulo I.

___________

[1] Sé Vacante — do latim “Trono Vazio”.
[2] Conclave — do latim cum clave, que significa com chave. É a reunião fechada dos Cardeais na Capela Sistina para a eleição do Romano Pontífice.

Clareza 

• Plinio Corrêa de Oliveira
Nesta época em que o público tem tanta influência até mesmo nos círculos mais reservados — nesta época em que tanta gente confunde público com publicidade, e imagina candidamente que a face da publicidade exprime sempre a do público — nesta época, enfim, em que tantas vezes um público átono, adormecido, deixa correr os acontecimentos sem entender o clamor publicitário, nem a conduta dos homens públicos, frequentemente hipersensíveis a tal clamor, pergunto: será real que as multidões veem e sentem as coisas como as apresentam tantos dos chamados meios de comunicação social?

No tocante ao Brasil, como à Igreja, sou levado a responder pela negativa. Deixo aqui de lado o Brasil, pois assim o manda o amor à brevidade. E passo a falar da Igreja. Da Igreja, sim, nestas vésperas de Conclave.

* * *

Diante do caudal de nomes de candidatos ao Papado que lhe vão sendo apresentados, o povo não quer saber tanto qual o lugar de origem, a idade e a carreira eclesiástica, nem qual a fisionomia deles (fisionomia que cabe, o mais das vezes, em uma das variantes em curso: jovial-risonha, caridosa-tristonha, desgrenhada-frenética, esta última ainda não em voga para cardeais).

O que o povo quer saber se reduz a esta pergunta principal: Paulo VI anunciou que a Igreja estava sendo vítima de um misterioso “processo de autodemolição” (Alocução de 7-12-68) e que nela penetrara a “fumaça de Satanás” (Alocução de 29-6-72). O falecido Pontífice — ante cujos restos mortais me inclino aqui com a devida veneração — partiu, pois, para a eternidade com a autodemolição em curso, e a fumaça de Satanás em expansão. 

O que pensará seu sucessor sobre a autodemolição e a fumaça? Como se conduzirá ante uma e outra? Mil outras questões poderiam ser formuladas acerca do novo Papa. Mas as que acabo de considerar primam sobre as demais. Pois quem navega numa barca em meio à pior fumaça, e em companhia de passageiros que vão desconjuntando o madeirame, se interessa de imediato e principalmente em saber o que vai ser feito a respeito da fumaça e dos demolidores da barca. Ora, a Santa Igreja de Deus é a admirável, a nobilíssima, eu quase diria, a adorável Barca de Pedro. É natural que tais perguntas, se as formulem, nestes dias, também os passageiros desta Barca.

São incontáveis os católicos segundo os quais a fumaça e a autodemolição se identificam, a justo título, com duas grandes tendências existentes na Igreja de nossos dias. Uma destas tendências se desenvolve no plano teológico, filosófico e moral. É o progressismo. 

A outra tendência se desenvolve no tríplice plano diplomático, social e econômico. Ela se chama, segundo o ângulo em que é considerada, aproximação com o Leste, aproximação com o socialismo e aproximação com o comunismo.

Se considerarmos que o progressismo é, por sua vez, uma aproximação com os mil aspectos do que se convencionou chamar “mentalidade moderna” (a qual é, até certo ponto, uma ficção a que poucos homens aderem inteiramente, muitos só aderem com restrições e em proporções acentuadamente variáveis, e que não poucos rejeitam), chegamos à conclusão de que o futuro Papa terá seu pontificado essencialmente marcado pela atitude que tomar diante disto que podemos qualificar de dupla aproximação: a) a mundano-publicitária-progressista; b) a socialo-comunista.

Desculpe-me o leitor os neologismos. Talvez conviesse compô-los de outra maneira. Apresentam-se-me ao correr da pena, e me servem para exprimir fácil e rapidamente o que quero dizer. Poupam, assim, o tempo do leitor, como o meu. Em nossa época, a pressa obtém indulgência para muitas deselegâncias...

O que pensam dessas aproximações os múltiplos cardeais cujos nomes vão sendo lançados como “papabili”? Como vê cada um deles as correntes rumo às quais esses movimentos de aproximação os convidam? Como hidras que é preciso abater desde logo com o gládio de fogo do Espírito? Como adversárias inteligentes, dúcteis, e talvez um pouco bobas, com as quais é possível conduzir lentas, cômodas e quiçá até cordiais negociações? Como parceiras em uma coexistência, ou mesmo colaboração perfeitamente aceitável, e por alguns lados até simpática? Estas são, entre mil, as perguntas que a maioria dos passageiros da sacrossanta Barca de Pedro gostariam de fazer a cada “papabile”.

E para estas perguntas, que pairam no ar, o mais das vezes não vejo em torno de mim senão fragmentos de respostas, opacos, viscosos, totalmente insatisfatórios.

Ora, queiram ou não queiram, quando do alto da loggia de São Pedro [foto] for proclamado o nome do novo Papa, e o consueto clamor de alegria se levantar da imensa praça circundada pelas colunatas berninianas, ao mesmo tempo uma muda mas ansiosa interrogação se apresentará aos espíritos. Será o novo sucessor de São Pedro, ante os promotores das aproximações, um batalhador, um negociador, ou um ajeitador? 

E ele, em quem residirá o excelso poder das chaves, cujas decisões são soberanamente independentes dos juízos dos homens, mas cuja missão pastoral não o poderá deixar indiferente às aspirações e necessidades das ovelhas, se perguntará, na hora solene da sua aclamação: qual das três atitudes espera de mim este povo imenso?

Enquanto aguardamos, na prece ininterrupta, submissa e confiante, esse momento ápice do primeiro encontro estuante de júbilo e carregado de preocupações, resta-nos perguntar: o que deseja a grei fiel?


Vários, é bem claro, têm sua preferência definida por um papa que tome inteiramente esta ou aquela das atitudes, ante a dúplice aproximação. Classifico-me, todos o sabem, entre os que exultariam com a escolha de um papa combativo como São Gregório VII [pintura acima] ou São Pio X [foto acima]. Outros preferem nitidamente um papa “aproximacionista”, como foi em seu tempo Pio VII [pintura abaixo]. E assim por diante.

Mas a imensa maioria dos fiéis, o que desejará ela?

À primeira vista, parece apática. Tal apatia será desinteresse? Não o creio.

O que será então? A meu ver, é a expressão do concerto respeitoso, e por isso mesmo silencioso, de quem não entende, não concorda e nem ousa discordar.

Essa imensa maioria, em cujo silêncio me parece discernir traços óbvios de fadiga, angústia e desânimo, deseja de imediato, e antes de tudo, clareza. 

Sim, ela deseja, num silêncio que se vai tornando enfaticamente perplexo, saber sobretudo o que é esta fumaça, quais são os rótulos ideológicos e os instrumentos humanos que servem a Satanás como sprays de tal fumaça, no que consiste a demolição, e como explicar que esta demolição seja, estranhamente, uma autodemolição? 

Não é o que o senhor gostaria de saber, leitor? A senhora, leitora? Pois eu também. E como nós, milhares, milhões, centenas de milhões de católicos.

E o que há de mais justo, de mais lógico, de mais filial e de mais nobre do que pedirem os filhos da luz, àquele a quem foi dito: “Tu és pedra, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”, pedirem-lhe clareza?


São Paulo, segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Criminalidade e direitos humanos

Autor: Edson   |   10:36   Seja o primeiro a comentar


O banditismo foi um dos ingredientes da revolução comunista russa de 1917

A criminalidade e a violência se espalham pelo Brasil, especialmente na mais populosa de suas cidades, São Paulo. Elas são em grande parte praticadas por menores, que permanecem inimputáveis. Enquanto os “direitos humanos” dos criminosos são protegidos, restam às vítimas o choque, a perda de bens, a invalidez ou o cemitério.

Vejamos algumas breves e recentes notícias, colhidas no período de 22-6 a 3-7, portanto em apenas 11 dias, nos diários “O Globo”, “Folha de S. Paulo” e “Estado de S. Paulo”:

  • Seis policiais mortos nos últimos dias [todos estavam de folga e em trajes civis]. O comandante-geral da PM, coronel Roberval Ferreira França, criticou as entidades de direitos humanos e a Defensoria Pública do Estado, sobre as quais disse sentir falta de apoio por conta das recentes mortes de PMs.
  • Já são 27 crimes dessa modalidade [arrastões a restaurantes] neste ano na capital paulista. Em praticamente todos os arrastões em São Paulo neste ano, segundo as vítimas e a polícia, os ladrões eram jovens.
  • O Brasil ostenta um recorde de homicídios superior à Índia, que tem cinco vezes mais o número de nossa população, sem considerar que a Inglaterra elucida 90% dos seus crimes, os Estados Unidos 65%, a França 80% e o Brasil 6%.
  • O quartel da Polícia Militar em Jacareacanga, município do oeste do Pará, foi invadido, saqueado e queimado por 50 índios Munduruku.
  • Bandidos usam olheiro para achar e executar PM de folga.
  • Mais seis ônibus foram queimados na capital paulista, entre a noite de anteontem e a noite de ontem. Criminosos queimam nove ônibus em 13 dias.
  • São Paulo tem a terceira chacina em quatro dias.
  • Suicídio é a segunda maior causa de morte entre jovens no mundo. É a primeira causa de morte entre meninas de 15 a 19 anos.
  • Foi enterrado ontem em São Joaquim de Bicas, na região Metropolitana de Belo Horizonte, o corpo de Fabíola Santos Correia, de 12 anos, que foi assassinada e teve o coração arrancado por duas amigas de infância de 13 anos. Além de ter o coração arrancado, a jovem, que foi morta com golpes de faca, ainda teve a garganta cortada e o rosto desfigurado pelas adolescentes.

* * *

Essa onda de criminalidade faz lembrar uma previsão antiga, mas atualíssima, de Plinio Corrêa de Oliveira, publicada na “Folha de S. Paulo” em 16-11-1983, na qual um personagem imaginado por ele diz:

"Um governo consciente de suas obrigações tem por dever desmantelar a repressão e deixar avançar a criminalidade. Pois esta não é senão a revolução social em marcha. Todo assassino, todo ladrão, todo estuprador não é senão um arauto do furor popular. E por isto, farei constar ao mundo inteiro que a explosão criminal no Brasil está sendo caluniada por reacionários ignóbeis. A criminalidade é a expressão deste furor justamente vindicativo das massas.

"Farei entrar armas no Brasil. Quando os burgueses apavorados estiverem bem persuadidos de que não há saída para mais nada, suscitarei dentre os que você chama ‘criminosos’, um ou alguns líderes, que saberei camuflar de carismáticos. E farei algum bispo anunciar que, para evitar mal maior, é preciso que os burgueses se resignem a tratar com aqueles que têm um grau de banditismo menor”.

Não é sugestivo, caro leitor!

Fonte: Instituto Plinio Corrêa de Oliveira

São Paulo, sábado, 11 de agosto de 2012

Livro "Atualidade de Revolução e Contra-Revolução"

Autor: Edson   |   14:36   Seja o primeiro a comentar


Revolução e Contra-Revolução é considerado um dos livros de metodologia histórico-filosófica mais importantes publicados na segunda metade do século XX.

Sobre essa obra, meu estimado amigo Ivanaldo Santos, professor de filosofia da UERN, lançou recentemente pela editora ArtPress o livro Atualidade de Revolução e Contra-Revolução (R$18,00) que analisa a obra central de Plinio Corrêa de Oliveira.

Atualidade de Revolução e Contra-Revolução é dividida em quatro capítulos:

1º Como nasceu a providencial obra Revolução e Contra-Revolução.

2º A atualidade de Revolução e Contra-Revolução.

3º O método histórico-filosófico em Revolução e Contra-Revolução.

4º O tomismo militante: o discurso-ação de Plinio Corrêa de Oliveira.

Clique aqui para adquirir o livro no site da LivrariaPetrus (na seção Lançamentos).

São Paulo, quinta-feira, 21 de junho de 2012

Os inseparáveis público e privado

Autor: Helio Dias Viana   |   12:23   1 comentário

Em nossos dias em que o liberalismo levado às suas últimas consequências desfechou – como não poderia deixar de ser – na mais completa libertinagem, um dos argumentos utilizados para se chegar a tal paroxismo foi o de que a vida privada dos indivíduos nada tem que ver com a sua vida pública. Como se aos homens fosse possível “pintar e bordar” individualmente e depois serem bons chefes de famílias ou de empresas, ou administradores públicos exemplares!

Pensar assim seria ignorar a natureza humana, a qual constitui um só todo inseparável, e, portanto, o que se diz aqui dos chefes ou dos administradores vale para qualquer outra atividade ou profissão. Ninguém consegue, ainda que o tente de todos os modos, observar uma conduta externa que não seja uma projeção de sua vida privada.

Um líder, por exemplo, que queira permanecer fiel aos seus princípios e não andar ao sabor da moda e das ideias extravagantes, só conseguirá fazê-lo se na sua vida privada ele for correto. Vale aqui lembrar a sentença de Paul Claudel, citada por Plinio Corrêa de Oliveira em seu célebre ensaio Revolução e Contra-Revolução: “Cumpre viver como se pensa, sob pena de mais cedo ou mais tarde acabar por pensar como se viveu”.


À vista disso, é toda a organização social que se ressente, pois quando os que a compõem não agem segundo esses princípios, ela marcha para a destruição. Quem pode negar, por exemplo, que uma empresa cujo diretor seja chefe de uma família bem constituída, tenha maior possibilidade de êxito do que a de outro que não viva nessas condições? Simplesmente porque o primeiro terá mais condições psicológicas e apoio colateral para levar a bom termo as suas atividades do que o segundo. Situação que depois se transmitirá aos filhos. Nesse sentido, não se pode negar que a indissolubilidade matrimonial contribui eficazmente para o progresso econômico da sociedade e das nações.

O que dizer então dos chefes de Estado, de quem a nação inteira tem o direito de esperar o bom exemplo e aos quais incumbe o dever de dá-lo? O que sobraria hoje de instituições altamente respeitáveis, de cujo seio eram outrora excluídos os que não tivessem boa conduta? Lucraram tais instituições ao abolirem essas normas? Lucraram sequer os seus membros, que se viam assim protegidos? Lucrou a sociedade? 

Não passa, portanto, de uma falácia pensar que seja possível separar a conduta pública da privada sem provocar grandes tragédias. Que o digam os dias em que vivemos!

São Paulo, sexta-feira, 30 de março de 2012

STJ: Grupo de fundadores perde a batalha pelo comando da TFP

Autor: Edson   |   11:51   Seja o primeiro a comentar



DECISÃO
Grupo de fundadores perde a batalha pelo comando da TFP
Superior Tribunal de Justiça

Os fundadores da Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP), um dos mais famosos símbolos do pensamento conservador do país, perderam a batalha judicial pelo comando da entidade – do qual já estavam afastados desde 2003. Nesta terça-feira (27), a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou decisão da Justiça de São Paulo que havia reconhecido o direito de voto nas assembleias da TFP aos sócios não fundadores, fato que permitiu a uma ala dissidente tomar o controle da entidade após uma série de disputas internas.
Por maioria, a Quarta Turma decidiu que todos os sócios efetivos da TFP devem ser considerados como sócios que, além de possuir direito a voto, têm também o de convocar, comparecer e participar efetivamente das assembleias gerais ordinárias e extraordinárias, devendo, para tal fim, delas ter ciência prévia.

O julgamento do recurso – interposto no STJ pelo grupo de fundadores – estava interrompido por pedido de vista do ministro Luis Felipe Salomão. Na sessão de 20 de março, ao trazer o seu voto, o ministro divergiu do entendimento do ministro João Otávio de Noronha, relator do processo, que havia votado favoravelmente à pretensão dos sócios fundadores.

O ministro Raul Araújo acompanhou o voto divergente e a ministra Isabel Gallotti votou com o relator. Nesta terça-feira, concluiu-se o julgamento com o voto desempate do ministro Antonio Carlos Ferreira, acompanhando a divergência inaugurada por Salomão.

Segundo Noronha, o direito de voto não é direito essencial dos associados, de modo que é possível atribuí-lo a apenas uma ou algumas categorias de associados.

“A interferência dos poderes públicos na economia interna das associações de fins ideológicos”, afirmou o relator, “deve ser o mais restrita possível. Não vejo razão jurídica para negar-lhes a liberdade de estipular os direitos e deveres de associados na forma que melhor atenda aos fins ideológicos que perseguem, facultando ao estatuto estabelecer vantagens especiais para alguns dos seus membros e mesmo classe ou classes de associados sem direito a voto.”

Manutenção oligárquica

Entretanto, para o ministro Salomão, “verifica-se no estatuto a existência de um feixe de normas tendentes ao mesmo fim, qual seja, a manutenção oligárquica do poder de comando da sociedade nas mãos dos sócios fundadores”.

“As regras estatutárias não convivem bem com os tempos modernos. Com efeito, todas as cláusulas estatutárias objeto da demanda mostram-se nulas de pleno direito, uma vez que violam frontalmente o artigo 1.394 do Código Civil”, concluiu Salomão.

Assim, o ministro acolheu o pedido de nulidade da cláusula restritiva do direito de voto e das demais dela decorrentes, determinando a invalidação de todas as assembleias realizadas desde dezembro de 1997, início da ação.

Histórico

Criada nos anos 60 sob a liderança de Plinio Corrêa de Oliveira, a TFP teve destacada atuação na propaganda contra o comunismo durante o regime militar. Após a morte do líder, em 1995, passou a viver disputas internas que culminaram na chegada ao poder de um grupo que se opunha à diretoria, dominada até então pelos sócios fundadores – os únicos que detinham poder de voto, segundo o estatuto original da entidade.

Os dissidentes – ligados a outra organização católica tradicionalista, a Arautos do Evangelho – entraram na Justiça, em 1997, pedindo a declaração de nulidade do estatuto da TFP, para que o direito de voto fosse estendido a não fundadores. Perderam na primeira instância, mas ganharam no Tribunal de Justiça de São Paulo, em 2001. O processo se arrastou de recurso em recurso, até que, em 2003, os dissidentes obtiveram da Justiça a execução provisória da decisão que lhes era favorável.

Com o apoio de associados mais jovens, a ala dissidente promoveu alterações estatutárias e conseguiu dominar a TFP. Os antigos dirigentes recorreram ao STJ. Além do uso do nome e dos símbolos da TFP, a disputa envolve o controle do patrimônio e das contribuições financeiras que ela recebe de seus colaboradores.

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Artigo extraído do site do STJ.

São Paulo, quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O Cristo Redentor do Corcovado — 80 anos (1931 – 2011)

Autor: Paulo Roberto Campos   |   10:17   Seja o primeiro a comentar

Cristo Redentor, 80 anos, Rio de Janeiro, 12 de Outubro, 2011, Corcovado

Uma vez que no dia de hoje (12 de outubro de 2011) comemoramos o octogésimo aniversário da monumental imagem do Cristo Redentor, fazemos uma exceção publicando matéria que aparentemente não diz respeito ao leitmotiv deste espaço. Assim, o Blog da Família deseja prestar sua homenagem no transcurso dos 80 anos da inauguração do Cristo Redentor.

Supliquemos a Ele que reine em todas as famílias e que estas — procurando acima de tudo “o reino de Deus e sua Justiça” e recebendo todos os outros bens por acréscimo — sejam particularmente abençoadas e protegidas dos fatores de desagregação que ameaçam a instituição familiar em nosso século.

São Paulo, sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Documento do PT pretende fechar senado: autogestão, um requinte do comunismo

Autor: Edson   |   19:18   9 comentários

Neste final de semana o PT estará realizando seu 4º Congresso Nacional e, segundo informa o site Último Segundo (1/9/2011), estará nas mãos de 1.350 delegados do partido votar pela aprovação de um documento com as resoluções políticas que propugna, entre outros itens, a extinção do Senado, cuja existência, afirma o texto, fere o princípio de soberania.

Isso tudo me faz pensar. Imagine, por exemplo, um rebanho de ovelhas de uma fazenda qualquer. Imagine que nessa fazenda há uns cachorros moleirões que vigiam molemente contra a presença de lobos. Não seria uma boa jogada dos lobos tentar convencer as ovelhas de que aqueles cachorros que vivem dormindo e comendo são um empecilho para a soberania das ovelhas que poderiam elas mesmas organizarem núcleos de autogestão do pasto e assim se protegerem melhor dos perigos?

São Paulo, quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Armando Valladares lançará nova edição de seu livro "Contra Toda Esperança"

Autor: Edson   |   00:04   1 comentário

O escritor cubano Armando Valladares (foto ao lado) passou 22 anos nos cárceres políticos de Fidel Castro. Em seu exílio, recebeu de Ronald Reagan a Medalha Presidencial de Cidadão e foi nomeado embaixador dos EUA ante a Comissão de Direitos Humanos da ONU, em Genebra.

Em seu livro Contra Toda Esperança, Valladares narra todo o horror das torturas nas masmorras do regime comunista cubano.

São Paulo, sábado, 13 de agosto de 2011

Liberdade ou libertinagem?

Autor: Paulo Roberto Campos   |   12:50   3 comentários


Com referência ao que aqui publicamos sobre a questão das drogas, quando procuramos desmistificar a utopia de que maconha é “apenas” uma droga “leve” (utopia pregada por certa mídia e até por certos figurões da política nacional), além de congratulações — que agradeço de coração — recebi três e-mails objetando nossa posição. Eis as afirmações principais de cada um dos signatários:

São Paulo, sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Entrevista para o Jornal do Commercio de Pernambuco

Autor: Edson   |   17:05   5 comentários



No dia 9 de junho p.p., este blog concedeu à Fabiana Moraes uma entrevista para o Jornal do Commercio de Pernambuco, o maior diário do Nordeste brasileiro. A jornalista estava preparando uma matéria sobre movimentos políticos antagonistas no País, especialmente por causa do pronunciamento do senador Demóstenes Torres (DEM/GO), na revista Veja daquela semana, sobre como a direita no Brasil tem vergonha de se assumir.

Segue abaixo a íntegra da entrevista e no próximo post publicaremos o artigo de Fabiana Moraes que saiu na edição do dia 3 de julho último no Jornal do Commercio.

São Paulo, sábado, 6 de agosto de 2011

Conferência sobre Cristofobia surpreende o público pela extensão inaudita da perseguição aos cristãos

Autor: Edson   |   12:43   Seja o primeiro a comentar

Da esq. à dir.: Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil e diretor do 
Movimento Paz no Campo; Dr. Adolpho Lindenberg, presidente do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira; 
Dr. Alexandre del Valle, conferencista, e Dr. Caio Vidigal Xavier da Silveira.

Sob o tema “Cristofobia: Por que são mortos e perseguidos os cristãos de hoje?”, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira promoveu, na noite de 4 de agosto último, mais uma importante palestra na capital paulista. O auditório do Mosteiro de São Bento voltou a estar lotado, desta vez para ouvir um relato da perseguição que, aberta ou veladamente, o Cristianismo tem sofrido nos dias atuais.

A conferência foi proferida pelo especialista na matéria, Prof. Alexandre del Valle, professor de Relações Internacionais na Universidade de Metz, França, e consultor de Geopolítica em diversas importantes instituições europeias, com vários livros publicados.

São Paulo, segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Consultor do Parlamento Europeu fará uma palestra em São Paulo sobre a cristofobia

Autor: Edson   |   10:08   Seja o primeiro a comentar


A cada 5 minutos um Cristão é morto por causa de sua Fé, sem contar as vítimas de guerra civil ou de guerras entre as nações.

Em outros termos, todo ano 105 mil pessoas são assassinadas pelo fato de serem Cristãos.

Dr. Alexandre de Valle
Esses dados são alarmantes. Por que a imprensa brasileira não os divulga? Ou ainda: por que a mídia divulga amplamente qualquer caso, por vezes insignificante, do que chamam de “homofobia”, e escondem os dados, tão mais reais e espantosos, da perseguição religiosa? Dois pesos e duas medidas?

Para tratar desse assunto que a cada ano afeta mais e mais não só a Europa e a Ásia, mas toda a América, e em particular o Brasil, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira convidou um especialista no assunto, o Dr. Alexandre de Valle.

O eminente doutor em geopolítica, consultor do Parlamento Europeu, fará uma conferência no dia 4 de Agosto, no auditório do Colégio e Faculdade São Bento, no centro de São Paulo.

Cristofobia: Por que são mortos e perseguidos os cristãos de hoje?

Faça aqui sua inscrição

Todos os que se preocupam com a defesa da fé na vida pública terão na conferência subsídios essenciais para fazer frente a essa investida que procura banir o cristianismo do mundo.

O Dr. Alexandre de Valle possui um vastíssimo currículo, incluindo vários livros publicados sobre a questão do Islã, da perseguição religiosa e do terrorismo; é professor de relações internacionais na Universidade de Metz, na França; é consultor de geopolítica para várias importantes instituições europeias e famoso articulista na área.


O evento começará às 19h. Após a palestra será servido um cocktail para que os participantes possam se conhecer, conversar e trocar idéias sobre como fazer frente a essa “cristofobia”.

São Paulo, quinta-feira, 23 de junho de 2011

Mais de 300 pessoas na conferência de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini contra o aborto, promovida pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira

Autor: Edson   |   09:49   7 comentários


O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira promoveu, na noite do último dia 20 de junho, a conferência de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo de Guarulhos (SP), sobre o tema “A cultura da vida contra a cultura da morte”.

O evento contou com a presença de diversos padres, religiosos, seminaristas, líderes de movimentos pró-vida, cientistas e professores, numa plateia composta por mais de 300 pessoas no auditório do Colégio e Faculdade São Bento, centro da capital paulista. A conferência teve transmissão ao vivo pela internet e o vídeo, já disponível, foi assistido por mais de 700 pessoas.

São Paulo, segunda-feira, 20 de junho de 2011

Ao vivo: Palestra de Dom Luiz Bergonzini, em defesa da família e da vida humana inocente

Autor: Edson   |   09:43   Seja o primeiro a comentar

Para aqueles que não poderão comparecer pessoalmente, hoje, na palestra de Dom Bergonzini sobre “A cultura da vida contra a cultura da morte”, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira informa que a transmitirá ao vivo, através da internet, a partir das 19:30h. Segue abaixo o link e demais informações sobre o evento:

São Paulo, quinta-feira, 9 de junho de 2011

Ideologia do gênero: O termo pai e mãe é substituído no Canadá por “Fornecedores de forças genéticas”

Autor: Edson   |   15:53   3 comentários


O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira acabou de publicar uma importante matéria escrita por Atílio Faoro sobre a implantação do ensino da ideologia do gênero nas escolas francesas (Cfr.: Ideologia do gênero inspira os manuais escolares franceses. Opinião católica reage, 9/6/2011).

O artigo explica que a ideologia do gênero é "baseada na doutrina marxista da luta de classes. No caso, seria uma luta entre o homem e a mulher, uma luta entre os sexos masculino e feminino. Assim, abre-se o caminho para livrar a sociedade das normas heterossexuais e para a aceitação das condutas homossexuais".

São Paulo, sábado, 21 de maio de 2011

Criminalidade: Fruto amargo da crise religiosa

Autor: Helio Dias Viana   |   08:43   Seja o primeiro a comentar

Estudo publicado por um órgão da OEA informa que só em 2010 houve 130 mil assassinatos nas Américas – um a cada três minutos! Este assombroso índice é reflexo da crise social, a qual por sua vez decorre da crise da família, célula mater da sociedade.

Mas qual é a origem da presente crise da família, contra a qual o Congresso está preparando neste momento em Brasília um novo e terrível golpe colocando-a em pé de igualdade com as uniões estáveis?