Frase

"A Revolução Francesa começou com a declaração dos direitos do homem, e só terminará com a declaração dos direitos de Deus." (de Bonald).
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São Paulo, quarta-feira, 27 de março de 2013

A Paixão de Cristo revive na Paixão da Igreja

Autor: Paulo Roberto Campos   |   19:26   3 comentários


Plinio Corrêa de Oliveira (*)


A evidência dos fatos deixa patente que a partir do Concílio Vaticano II [foto abaixo] penetrou na Igreja, em proporções impensáveis, a “fumaça de Satanás”de que falou Paulo VI, a qual se foi dilatando dia a dia mais, com a terrível força de expansão dos gases. Para escândalo de incontáveis almas, o Corpo Místico de Nosso Senhor Jesus Cristo entrou no sinistro processo da como que autodemolição, a que aludiu aquele mesmo Pontífice, em Alocução de 7 de dezembro de 1968.
A História narra os inúmeros dramas que a Santa Igreja Católica Apostólica Romana sofreu nos vinte séculos de sua existência. Oposições que germinaram fora d’Ela, e de fora mesmo tentaram destruí-la. Tumores formados dentro d’Ela, extirpados, contudo, pela própria Esposa de Cristo, mas que, já então de fora para dentro, tentaram destruí-la com ferocidade.

Quando, porém, viu a História, antes de nossos dias, uma tentativa de demolição da Igreja, já não mais articulada por um adversário, mas qualificada de como que autodemolição em altíssimo pronunciamento de repercussão mundial?

A atitude normal de um católico vendo a Igreja, sua Mãe, passar por essa crise deve ser antes de tudo de profunda tristeza, porque é lamentável que isso seja assim. É um perigo para incontáveis almas que a Igreja seja afligida por tal crise. E, por essa razão, pode-se ter a certeza de que quando Nosso Senhor, do alto da cruz, viu todos os pecados que haveriam de ser cometidos contra a obra da Redenção que Ele consumava de modo tão profundamente doloroso, sofreu enormemente em vista de tal gênero de pecados, cometidos em nossos dias.

E, evidentemente, todos esses pecados produziram sofrimentos verdadeiramente inenarráveis no Sapiencial e Imaculado Coração de Maria, que pulsava de dor no peito da Santíssima Virgem enquanto Ela estava de pé junto à Cruz.

Considerando quanto Nosso Senhor e sua Santíssima Mãe sofreram por causa do que agora está se passando, é impossível não se ficar consternado, muito mais do que em qualquer Sexta-Feira Santa anterior, porque talvez este seja um dos pontos mais agudos da Paixão, e que se mostra em toda a sua hediondez nas atuais circunstâncias da vida da Igreja.

O homem contemporâneo é um adorador do prazer, do gáudio, da diversão, e tem horror ao sofrimento.

Ora, está-se aqui em presença de um padecimento agudíssimo. Pode-se compreender, pois, embora tal atitude não seja justificável, a posição de tantas almas que evitam pensar nisso e considerar a fundo o que está se passando para não sofrer em união com Nosso Senhor esta situação trágica, como trágica foi a Paixão.
Em face do drama em que se encontra a Santa Igreja, muitas almas procuram, então, assumir uma posição de indiferença, parecida com a de numerosos contemporâneos de Nosso Senhor, que acreditavam que Ele era Homem-Deus. Mas que, vendo-O passar durante a Via Sacra, em vez de se compadecer por seus lancinantes sofrimentos, achavam melhor não considerá-los, e pensar em outras coisas.

E eis a prova: Nosso Senhor pregou maravilhas e fez milagres portentosos que devem ter impressionado pelo menos uma parte considerável do povo que O cercava. Não seria concebível que essa parte, santamente impressionada, tenha se mantido numa atitude tão quieta, inerte, diante do que se passava. E que a única pessoa que fez algo em prol do Redentor, durante a parte inicial da Via Sacra, tenha sido a Verônica com o seu véu, no qual ficou estampada, depois, a face sagrada do Salvador. Verdadeiramente, mais ninguém a não ser ela tomou tal atitude.
As santas mulheres e Nossa Senhora juntaram-se mais adiante a Nosso Senhor e foram até o alto do Calvário. A Virgem Santíssima está acima de todo elogio. As santas mulheres, que A acompanharam, merecem um elogio que participa do louvor a que Nossa Senhora fez jus. Mas, fora disso, inércia.

Por ocasião da Semana Santa, o que mais se deve pedir a Nossa Senhora, é que Ela nos liberte desse estado de espírito, de tal mentalidade.

Se nosso Redentor está sofrendo, devo querer padecer aquilo que O atormenta. E sofrerei isso meditando nas dores d’Ele. Esse é o meu dever, dada a união que Ele condescendeu misericordiosamente em estabelecer entre Si mesmo e mim. E o que não for isso não pode deixar de ser qualificado senão de abominável.

Os dias em que vivemos são de gravidade, de tristeza, mas na última fímbria do horizonte aparece uma alegria incomparavelmente maior do que qualquer gáudio terreno: a promessa de um sol que nascerá — o Reino de Maria, anunciado no ano de 1917 por Nossa Senhora em Fátima.


______________
(*) Artigo do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, distribuído à imprensa em 25-2-1994.

São Paulo, terça-feira, 25 de dezembro de 2012

“Se queres a paz natalina, prepara-te para a guerra”

Autor: Paulo Roberto Campos   |   18:04   1 comentário


Com meus votos de um Feliz e Abençoado Natal e um Novo Ano repleto das mais escolhidas graças da Sagrada Família — Jesus, Maria e José — para todas as famílias que acompanharam nosso Blog ao longo deste tempestuoso ano de 2012, transcrevo abaixo um muito evocativo Conto de Natal sobre uma "prosa" entre a mula e o boi num estábulo muito privilegiado... É de autoria de um colega, Valdis Grinsteins, e foi publicado na revista Catolicismo deste mês.

2012 foi, verdadeiramente, um ano conturbado por muita investida contra a sagrada instituição familiar, mas também de muita luta em sua defesa. Uma árdua luta para que a Paz de Cristo, a verdadeira Paz, possa um dia reinar permanentemente em todos os lares. Mas, se queremos a Paz — como afirma o provérbio latino “Si vis pacem, para bellum” — preparemo-nos para a guerra. A batalha contra aqueles que movem infernos e terra para destruir os valores familiares em nossa Pátria.

O vídeo no final apresenta uma orquestração do Stille Narcht (Noite Feliz), a mais bela e popular canção de Natal de todos os tempos, cantada em todas as línguas e por todos os povos. Ela foi escrita pelo Pe. Joseph Mohr e musicada por Franz Gruber em 1818, ambos austríacos. Uma canção natalina tão paradisíaca e angelical que ficou conhecida também como uma "Canção do Céu"!

Natal de 2012 
Paulo Roberto Campos 
prccampos@terra.com.br



Diálogo entre a mula e o boi


Valdis Grinsteins

Há cerca de dois mil anos, estavam num estábulo uma mula e um boi. Como sempre acontece quando bons amigos estão juntos, comentavam notícias boas e más. Um tema habitual era o tempo, particularmente frio naquele inverno, com as abundantes nevadas — pouco frequentes, mas não anormais — perto de Jerusalém.

Outro tema habitual entre eles era a quantidade de pessoas que afluíam à pequena cidade de Belém. Nunca tinham visto antes tanta gente junta. A explicação era porque de Roma um edito de César Augusto mandara realizar um recenseamento censo, em que as pessoas deveriam apresentar-se em seus lugares de origem. Assim, numerosos judeus haviam se dirigido a este esquecido povoado para ali se inscrever. E embora alguns viessem a pé, outros se transportavam em cavalos ou camelos.

É compreensível que os habitantes do lugar assistissem interessadíssimos a este ir e vir de pessoas. O que é comum num povoado tranquilo, onde nunca ocorre nada. Além do mais, os recém-chegados eram em geral pessoas que viviam ou em Jerusalém ou em outros lugares mais interessantes do que a pequena Belém. E, como era habitual, depois de conversarem com os parentes, as crianças e os jovens se dirigiam aos estábulos para admirar os cavalos, touros, camelos, enfim, todos os animais considerados mais atraentes.

Mas esse entrar e sair de crianças e jovens ocorria no estábulo ao lado, e não naquele onde se encontravam a mula e o boi. Ninguém vinha vê-los, salvo excepcionalmente alguém para dar-lhes de comer e levá-los ao trabalho. E ambos suportavam tudo isso sem ressentimentos nem complexos. Simplesmente lhes parecia que o mundo era assim. “Claro — dizia o boi —, o que é que as crianças querem ver? Elas gostam da força, que tantas pessoas elogiam. Mas a força aliada à brutalidade. Por isso preferem ver os touros, que com sua agressividade chamam a atenção daqueles que imaginam que tudo se resolve pela força. Entretanto, não as atrai o trabalho, contínuo, regular e monótono de arar os campos, que eu realizo. E como, além do mais, os bois são engordados para serem sacrificados, isso é ainda menos atraente. Ninguém quer saber de sacrifícios, de vida dura, de trabalho incessante”.

“É assim mesmo” — completava a mula. “Os cavalos, indômitos, que correm, que dão coices, que dominam pela velocidade e chamam a atenção por sua beleza, estão no centro das atenções. O mundo os admira. Mas o trabalho que eu realizo, como o de tirar água dos poços ou levar cargas, quem o admira? Quando me elogiam é porque tenho algumas qualidades que possuem os cavalos, como o vigor, a força ou o valor. Ou a sobriedade, a paciência, a resistência e o passo seguro dos burros. Mas a ideia que associam a mim é a de uma vida dura, mansa e dedicada aos demais. Exatamente aquilo do que as pessoas não querem nem ouvir falar”.

Quando a noite terminava e eles já se dispunham a dormir, o boi e a mula viram entrar no estábulo um senhor e uma jovem em avançado estado de gravidez. Com muita distinção ela se sentou num canto do estábulo, enquanto ele se dedicava a arrumar com máximo desvelo um pouco de palha para que ela descansasse melhor. Os animais ficaram com pena vendo-os em lugar tão pobre, mas o augusto casal não se queixava nem murmurava. Certamente ele havia pedido para pousar na casa de algum dos parentes que tinham no povoado, mas por serem pobres, apesar do parentesco e de sua alta dignidade, não lhes fora concedida hospedagem. É verdade que as casas desses parentes possivelmente estivessem cheias, mas caso se tratasse de parentes ricos, sem dúvida lhes teriam fornecido hospedagem. E não tendo aonde ir, tinham vindo a este estábulo, o menos visitado. E, por isso mesmo, o único que oferecia certa privacidade. A mula e o boi fizeram apenas o que podiam, ou seja, afastarem-se para dar-lhes um pouco mais de espaço. E foram dormir.

À meia-noite, despertou-os um som inusual. Era o choro de uma criança. A jovem Senhora havia dado à luz um filho. O recém-nascido chorava de frio. “Pobrezinho” — exclamaram a mula e o boi. “Ele está numa situação bem pior do que a nossa. Afinal de contas, Deus nos deu uma pele grossa e pelos para nos proteger do frio, e estamos bem alimentados, mas este pobre menino nasce em um lugar inóspito para tanta debilidade. Façamos a única coisa que podemos para ajudá-lo”. E, aproximando-se, passaram a respirar fortemente, para que a sua respiração e o calor de seus corpos dessem ao recém-chegado um pouquinho de aquecimento.

Aos poucos o Menino deixou de chorar, e sentindo o frio afastar-se, moveu as mãozinhas, colocando-as carinhosamente sobre a cabeça do boi e da mula, para lhes agradecer por sua por boa vontade. A mula e o boi se retiraram, para deixar o Menino dormir. E o Senhor que cuidava da jovem Senhora e do Menino deu aos animais um pouco de erva para que comessem, e de água para que bebessem.

Os dois animais imaginaram que poderiam ir dormir, mas em pouco tempo começou a chegar todo tipo de pessoas. Primeiro eram uns pastores, que já de longe vinham cantando. Admirados eles rodearam o Menino, e O ficaram contemplando longamente. Depois vieram outros pastores, depois outros e mais outros. Apareceram também pessoas simples, mas de fé robusta, que foram saudar o Menino.

Mais tarde chegou uma rica e importante caravana de reis e súditos montados em camelos belamente ajaezados. Vinham oferecer ouro, incenso e mirra ao Menino. E enquanto executavam a cerimônia de entrega dos presentes, admirados a mula e o boi contemplavam o espetáculo, escutando as músicas que cantavam em honra do recém-nascido. Mas chegaram também a seus ouvidos as reclamações de outros animais. Acostumados a ser o centro das atenções, sentiam-se contrariados por terem sido preteridos. E diziam que o boi e a mula eram um par de arrivistas que estavam ali por pura sorte, que se tivessem um pouco de conhecimento do mundo deveriam sair e deixar-lhes o lugar, pois obviamente eles estavam mais capacitados para ocupá-lo. Em suma, pura inveja. A mula e o boi não se preocuparam com esses comentários, e continuaram a cumprir seu discreto e eficaz papel de, na ausência de visitas, acercarem-se do Menino para ajudar a aquecê-lo.

Por fim, certo dia, o Senhor, a Senhora e o encantador Menino preparavam-se para sair. Mas antes, voltando-se para a mula e o boi, disse-lhes a bela Senhora: “Como vocês foram bons e generosos para com o meu filho, faço-lhes uma promessa. Até o fim do mundo, sempre que se representar uma cena de seu nascimento, vocês estarão presentes. Porque Ele veio para dar exemplo de luta contra o mal, mas também exemplo de bondade. Veio para ajudar os homens de boa vontade a vencerem os homens de má vontade, que não querem a glória de Deus”.

Esta promessa vem se cumprindo até os presentes dias, e assim continuará enquanto o mundo existir. Muitas vezes, adornamos com ovelhas, pastores, camelos e reis os presépios que montamos. Contudo, por mais pobres que eles sejam, sempre há uma mula e um boi. Porque ambos estavam ali quando nasceu o Redentor, Aquele Divino Infante louvado pelos anjos na Noite Feliz com o cântico narrado por São Lucas: “Glória a Deus no mais alto dos Céus, e paz na Terra aos homens de boa vontade!”.

E-mail para o autor: catolicismo@terra.com.br



São Paulo, segunda-feira, 5 de novembro de 2012

O furacão Sandy — tudo derrubado por terra, exceto a Imagem de nossa Santíssima Mãe

Autor: Paulo Roberto Campos   |   13:56   Seja o primeiro a comentar



Primeira página do “The Wall Street Journal” (periódico de maior circulação dos EUA), do dia 31 de outubro último, mostra a Imagem de Nossa Senhora intacta em meio à devastação provocada pelo furacão Sandy. Muitos afirmam que só um milagre poderia operar este prodígio. Foto: Natalie Keyssar/WSJ.

Certamente todos viram cenas pavorosas provocadas pela recente passagem do furacão SANDYpela costa Leste dos Estados Unidos, mas talvez não tenham ainda visto as cenas mostradas noslinks abaixo. Recomendo-lhes assistir o vídeo e clicar nos links indicados no final.

Poderão ver, por exemplo, outras cenas como desta foto IM-PRES-SI-O-NAN-TÍS-SI-MA (acima). Em Nova York (no Queens), os fortes ventos e a super-tempestade destruíram tudo. Tudo desmoronado! Ademais, um incêndio reduziu tudo a cinzas. Tudo? — Tudo, EXCETO... esta linda imagem de Nossa Senhora das Graças!

Nem a fúria dos ventos, nem a apocalíptica tempestade, derrubaram a imagem da Santíssima Virgem! Nem o incêndio a consumiu!

Copiei esta Imagem para guardar comigo, e lhes aconselho a fazer o mesmo. Ela serve-nos para lembrar uma admirável lição de confiança na Providência Divina: poderemos pessoalmente, ou em nossas famílias, passar por provações pavorosas, por tempestades interiores, por grandes aflições, mas tenhamos a certeza de que Nossa Senhora é nossa Mãe, que constantemente estará de pé ao nosso lado. Tudo poderá estar destruído; Ela JAMAIS será abatida; SEMPRE irá nos amparar como uma Mãe bondosíssima.





PS: Para ver mais a respeito do tema deste post, click em:

The Wall Street Journal
Fotos Online

Em Defesa da Honra da Santíssima Virgem

Autor: Marcos Luiz Garcia   |   01:31   Seja o primeiro a comentar

Até o momento em que escrevo, não tive notícia da retirada do quadro blasfemo pintado por Richa Hamilton e exposto na National Gallery de Londres.

O quadro distorce completamente uma das obras mais conhecidas do bem-aventurado Fra Angélico, a Anunciação, na qual o arcanjo São Gabriel anuncia a Nossa Senhora que Ela seria a Mãe do Messias.
Conservando o cenário original da obra, Richard Hamilton pintou uma mulher alada completamente nua representando o arcanjo, e no lugar da Santíssima Virgem também outra mulher nua, deturpando assim sacrilegamente o sentido do quadro.

Durante a Paixão, Nosso Senhor Jesus Cristo suportou todas as ofensas feitas contra a Sua divina pessoa, mas em nenhum momento permitiu que tocassem em Sua Santíssima Mãe. Entretanto não hesitou em tecer duas vezes os chicotes com os quais expulsou, cheio de cólera, os vendilhões do templo. Mal posso imaginar o que teria ocorrido ao artista Richard Hamilton se Nosso Senhor, naquele período, o flagrasse pintando o seu amaldiçoado quadro.

É indignante para qualquer católico autêntico, e de modo especial para os consagrados como escravos de amor a Nossa Senhora segundo o método de São Luiz Maria Grignion de Montfort, ver a Mãe de Deus e nossa sendo ofendida de tal maneira a propósito do acontecimento que é o fundamento da Redenção, quando Sua Honra brilhou de maneira inexcedível.

Ademais, a Anunciação é considerada a festa dos escravos de Nossa Senhora, pois foi a ocasião em que com profunda humildade Ela proferiu a frase: “Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a sua palavra”.

Outro aspecto que deve encher de indignação o coração dos católicos é a insinuação impura colocada por Richard Hamilton em seu quadro. Sabemos que Nossa Senhora, ao ser convidada para ser a Mãe do Messias, perguntou como isso daria, uma vez que Ela estava na determinação de não violar a Sua virgindade. E só aceitou depois de o Anjo afirmar que seria por obra e graça do Espírito Santo. Existe, portanto, um abismo insondável e intransponível entre a Virgem Puríssima e a mulher despudorada do pintor blasfemo.

Onde este encontrou a inspiração para tão infeliz composição? Por que tisnar aos olhos de quantos contemplem o quadro, a altíssima elevação com a qual a Anunciação brilha para os católicos? É o primeiro mistério do Santo Rosário!

Seria ele um obcecado sexual, um sexomaníaco, um sexolatra, dessa espécie de gente incapaz de ver qualquer coisa por outro prisma que não o sexual?

Além do mais é desonesto, por deformar, usando elementos idênticos, uma obra de arte de um Bem-Aventurado que a compôs com intenção absolutamente contrária.

Nenhum católico pode desejar que alguém vá para o inferno. Mas porventura não poderá ter sido este o destino do infeliz artista?

Ficaríamos alegres em saber que ele teve uma conversão profunda e se salvou – o que não é impossível, mas muito pouco provável. Neste caso, que se dirija ao Beato Fra Angélico e lhe peça perdão pelo efeito post histórico de seu quadro, e implore a Nossa Senhora que ponha fim a tal exposição e à péssima obra que produziu.

Mas caso ele tiver recusado todas as instâncias da misericórdia de Deus e morrido ímpio, a justiça de Deus há de aumentar-lhe consideravelmente os sofrimentos como paga por tão nefando quadro contra a Santíssima Virgem.

São Paulo, quarta-feira, 24 de outubro de 2012

De Deus não se zomba impunemente!

Autor: Paulo Roberto Campos   |   17:27   3 comentários

“A Coroação da Virgem”, obra de Fra Angélico (1434), que se encontra na Galeria Degli Uffizi, em Florença (Itália).

Enviei o e-mail abaixo [Anexo 1] com meu protesto contra o National Gallery de Londres, devido ao quadro blasfemo de Richard Hamilton lá exposto, que ofende gravemente a Imaculada Conceição e, na pessoa d´Ela, todos seus filhos. (Vide post Contra a Santíssima Virgem, ultraje que clama a Deus por vingança! ).

Um dos responsáveis por tal museu londrino respondeu-me — assim como a vários de meus colegas — com uma mensagem padrão, talvez automática (segue mais abaixo — Anexo 2).

Tal tentativa de réplica não responde absolutamente nada, mas revela a hipocrisia dos responsáveis. Seria bem o caso de perguntar se eles teriam o atrevimento — para citar um exemplo bem próximo deles — de expor um quadro da Rainha da Inglaterra inteiramente despida. Claro que JAMAIS fariam isso. Se atrevessem, seriam severamente punidos. Ora, por mais que a Rainha Elizabeth II seja uma pessoa admirabilíssima e de suma respeitabilidade, o que é ela em comparação com a Rainha do Céu e da Terra, dos anjos e dos homens, a Santa Mãe de Deus? — Uma simples gotinha d´água comparada ao Oceano.

Como diz São João Crisóstomo: “Se o delito de ofensa ao chefe de Estado [no caso, aplicado à rainha dos ingleses] merece uma pena, com mais razão o delito de ofensa ao Soberano Senhor”. — Sim, a blasfema exposição é um “delito de ofensa ao Soberano Senhor”, pois trata-se de uma gravíssima ofensa à Sua Mãe.

Assim como aconselho aos amigos, trepliquei ao National Galley, mas apenas enviando-lhes a seguinte sentença de São Paulo Apóstolo: “Não vos enganeis; de Deus não se zomba” (Epístola aos Gálatas, 6, 7).


Certamente, diante desta afirmação do grande Apóstolo, os responsáveis pela imoralíssima exposição não responderão mais nada. Também não vão atender nosso pedido para que se retire imediatamente aquela abominável e sacrílega “obra” — que de arte não tem nada e que só serve para manifestar o ódio demoníaco contra nossa Rainha Imaculada, Aquela que — segundo as Sagradas Escrituras — esmagará para sempre a cabeça da serpente infernal.

________________
[anexo 1]  

Prezados Senhores

Em minha cidade, São Paulo, esta causando — e JUSTIFICADAMENTE — muita indignação e exposição no NATIONAL GALLERY de um quadro sacrílego de autoria de Richard Hamilton. Este autor blasfemo e pornográfico teve a ousadia de deturpar COMPLETAMENTE uma verdadeira obra de arte, admirada no mundo inteiro: ANUNCIAÇÃO. Obra espetacular do genial pintor Fra Angélico. Incomparavelmente pior que deturpar a obra (magnífica) de Fra Angélico é atentar contra a Santíssima Virgem Maria. Uma INFÂMIA imperdoável o que Richard Hamilton fez e o mesmo se pode dizer pelo fato de o museu londrino acolher em seu recinto tal quadro blasfemo. UMA VERDADEIRA PROFANAÇÃO que ultraja Maria Santíssima, afronta nossa Fé e agride violentamente a moral.

Só uma mente doentia, pervertida e pornográfica (como a de Richard Hamilton) conceberia um tal sacrilégio contra a Santa Mãe de Deus e nossa também. Aquela que amamos de coração e em defesa de Sua honra estamos dispostos a dar nossa própria vida, se necessário. 

Senhores! Pelo amor de Deus, retirem imediatamente tal monstruosidade do “National Gallery” e serão abençoados por Deus. Se não o fizerem, é de se temer uma severa punição Divina para os responsáveis.
Se atenderem nosso pedido serão recompensados e agradeceremos de todo coração. E o próprio museu também “agradeceria”, pois tão horripilante quadro não poderia ficar sujando as paredes de um tão prestigioso museu — um quadro que bem merece duas coisas: a lata de lixo e o fogo!

Cordialmente, Paulo Roberto Campos
________________ 

[anexo 2] 


Caros senhores,

Muito obrigado pelo seu e-mail. Sentimos muito em saber que os senhores acharam desrespeitosa a obra de Richard Hamilton The Passage of the angel to the virgin. No entanto, a Galeria não se coloca no papel de censor dos trabalhos exibidos na exposição. Richard Hamilton é um dos artistas que como Ana Maria Pacheco and Paula Rego exploram o diálogo entre contemporaneidade e a tradição iconográfica refletida em nossa coleção de maneira controversa e instigante. De todas as formas, agradecemos por entrar em contato conosco e dividir sua opinião sobre a exposição.

Sinceramente, Chris Morton

São Paulo, quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Proteste: Blasfêmia contra Nossa Senhora na National Gallery de Londres

Autor: Edson   |   14:58   3 comentários



Você talvez já tenha recebido um cartão de Natal ou um santinho com a bela imagem acima.

Trata-se da Anunciação do anjo São Gabriel a Nossa Senhora, um dos quadros mais famosos do Beato Angélico.

O quadro representa uma cena central na história da Redencao, porque ”o Verbo de Deus se fez carne e habitou entre nós” no mesmo instante em que Maria respondeu à saudação do Anjo dizendo: “eis a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra”.

O talento e a santidade de Fra Angelico souberam reproduzir na tela toda a sacralidade da cena, de molde a despertar nos milhões de fiéis que a tem visto e a guardam na memória a devida veneração por este mistério central da Fé católica.

Imagine que um tarado obcecado por pornografia deturpasse a cena e, preservando o fundo de quadro para trazer de volta à imaginação a pintura original, substituísse Nossa Senhora por uma mulher descabelada e totalmente despida. E o Anjo por outra mulher com asas, também inteiramente nua.

Você não consideraria essa adulteração blasfema do quadro como uma imensa agressão psicológica à sua Fé católica e à sua devoção Nosso Senhor Jesus Cristo e a Nossa Senhora?

E não ficaria ainda mais horrorizado se soubesse que o móvel dessa agressão contra suas convicções religiosas está sendo exibido na prestigiosa National Gallery de Londres?

Trata-se de uma das obras do artista-pop Richard Hamilton (1922-2011), incluída numa exibição póstuma que apresenta outros quadros com cenas lúbricas de nu total dessas mesmas mulheres.

Consideramos a exposição e a mencionada obra uma blasfêmia contra a honra da Mãe de Deus e de seu Filho, bem como uma agressão brutal à consciência de todo católico.

Porém, tanto quanto sabemos, NINGUÉM está fazendo qualquer crítica ou urgindo medidas – pacíficas, é claro – contra essa exposição.

Se você souber de algum padre, de algum bispo, ou cardeal que tenha se manifestado, por favor nos informe. Nós vamos cumprimentá-lo por isso.

É de esperar que altos dignitários da Hierarquia católica se pronuncie a respeito com a necessára energia. Tanto mais quanto há algumas semanas inúmeras personalidades do clero e do mundo católico vieram a público reclamar contra um filme que os muçulmanos consideraram ofensivo a Maomé.

Vamos explicar melhor o que houve…

Na Internet foi colocada a sinopse de um filme caricaturesco sobre a vida de Maomé que os muçulmanos acharam blasfema. Em uníssono os seguidores do islamismo protestaram contra a zombaria, inclusive de forma violenta, provocando distúrbios por todo o mundo árabe, que culminaram no assassinato do Embaixador dos Estados Unidos na Líbia.

Muitas autoridades religiosas católicas uniram-se à condenação do filme acusando-o de será causa dos atos de violência, alguns até apoiando uma ação legal internacional contra os seus autores (veja aqui um exemplo).

Contrariamente ao Corão, o Evangelho não prega a violência. Mas há meios eficazes de reagir sem violência, que um católico pode empregar. É portanto incompreensível que uma ofensa gravíssima contra Àquela que é a Mãe de Deus, o Vaso de Pureza, não ocasione um protesto veemente dos católicos, especialmente das autoridades eclesiásticas.

E nós, enquanto devotos de Nossa Senhora, ficaremos inertes? Será que amamos verdadeiramente a Mãe de Deus a ponto de defendê-La contra uma blasfêmia como a exposta acima?

Trazendo a cena para o dia a dia:

- Você aceitaria que fizessem uma caricatura de sua mãe, de sua irmã ou de sua esposa, apresentada inteiramente nua?

Imagino que você ficaria indignado e faria de tudo para impedir que essa caricatura fosse dada a público.

Então, façamos o mesmo por nossa Mãe do Céu.

Veja o que você pode fazer para parar a exibição dessa obra blasfema:

  • Faça manifestações e protestos pacíficos. Os católicos são cidadãos ordeiros, respeitosos do Estado de Direito e que não fazem justiça pelas próprias mãos;
  • Mostre esta notícia para o Padre da Paróquia que você frequenta. E peça a ele que mostre ao Bispo com quem tem contato;
  • Envie uma mensagem à National Gallery, onde o quadro está sendo exposto, pelo e-mail: information@ng-london.org.uk
 Sugestão de texto:
Assunto: Suspendam imediatamente a blasfêmia contra a Virgem Maria.
Texto:
Prezado Dr.  Nicholas Penny,
Sou do Brasil e venho através deste e-mail fazer meu ato de protesto contra a infame exposição “The Late Works”, de Richard Hamilton. A razão de meu protesto é a inclusão de um quadro que deturpa a cena da Anunciação, zombando dos meus sentimentos religiosos cristãos.
Isso é inadmissível não apenas para os católicos brasileiros, como para qualquer país que nasceu das raízes cristãs, como a Inglaterra.
Exijo que sejam tomadas providências imediatas para que tal blasfêmia seja removida da exposição e farei de tudo para multiplicar este protesto por toda a Internet.
Atenciosamente,
Seu nome
  • Se você tiver algum contato no Vaticano, envie este post para que leiam e façam alguma coisa;
  • Caso você tenha um blog ou site, publique esta notícia e faça seu ato de protesto;
  • Compartilhe este post nas redes sociais e peça que os verdadeiros católicos se manifestem contra este ato radical de cristianofobia.
Esta blasfêmia não pode ficar sem protesto.

Ou não somos filhos de Maria Santíssima…

Como você vê há várias formas de protestar que não requerem um grande esforço. VOCÊ PODE FAZER A MAIORIA DELAS SENTADO EM FRENTE AO SEU COMPUTADOR.

Demonstre que você ama Nossa Senhora. Defenda-A destes insultos. O mundo precisa ver que não somos católicos apenas da boca pra fora, nós amamos a Igreja e a defendemos – pacificamente – de todo e qualquer ataque.

(Não publicamos aqui a foto da blasfêmia, pois não estaria de acordo com o que a moral, o pudor e o respeito à Nossa Senhora exigem. Limitamo-nos apenas a descrevê-la e dar as informações que permitem a qualquer um encontrar o original na Internet, coisa que, entretanto, não recomendamos).

Fonte: Devotos de Fátima

São Paulo, sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A Sucuri, o Sansão e a Rainha invencível!

Autor: Marcos Luiz Garcia   |   16:56   1 comentário

Mais de dois milhões de católicos à procissão anual do Círio de Nazaré


A mídia repetiu, no dia 9 deste mês, notícias da afluência superior a dois milhões de católicos à procissão anual do Círio de Nazaré. Fato semelhante aconteceu, em número certamente maior, embora de forma não concentrada, nas comemorações de Nossa Senhora Aparecida, dia 12, em numerosos rincões do Brasil.

Ficou mais uma vez confirmada a verdade dolorosa aos inimigos da Igreja de que, apesar de toda a decadência atual, os católicos ainda são a maior força do Brasil. Não é dizer pouco!

São Paulo, domingo, 11 de setembro de 2011

A igreja matriz e uma imagem de Nossa Senhora de Lourdes foram alvos de profanações em São Fidélis

Autor: Edson   |   11:20   10 comentários

As atenções da população de São Fidélis, no interior do Rio de Janeiro, se voltavam para apenas um tema na manhã de domingo do dia 4 de setembro último. A imagem de Nossa Senhora de Lourdes, instalada em uma gruta no pátio externo da igreja matriz, estava toda coberta de tinta e ovos (foto ao lado). Ao lado, via-se a porta lateral da igreja arrombada e toda a igreja pichada internamente.