Frase

"A Revolução Francesa começou com a declaração dos direitos do homem, e só terminará com a declaração dos direitos de Deus." (de Bonald).
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São Paulo, sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Documento do PT pretende fechar senado: autogestão, um requinte do comunismo

Autor: Edson   |   19:18   9 comentários

Neste final de semana o PT estará realizando seu 4º Congresso Nacional e, segundo informa o site Último Segundo (1/9/2011), estará nas mãos de 1.350 delegados do partido votar pela aprovação de um documento com as resoluções políticas que propugna, entre outros itens, a extinção do Senado, cuja existência, afirma o texto, fere o princípio de soberania.

Isso tudo me faz pensar. Imagine, por exemplo, um rebanho de ovelhas de uma fazenda qualquer. Imagine que nessa fazenda há uns cachorros moleirões que vigiam molemente contra a presença de lobos. Não seria uma boa jogada dos lobos tentar convencer as ovelhas de que aqueles cachorros que vivem dormindo e comendo são um empecilho para a soberania das ovelhas que poderiam elas mesmas organizarem núcleos de autogestão do pasto e assim se protegerem melhor dos perigos?

São Paulo, terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Anarquistas e comunistas: a autogestão integral

Autor: Edson   |   22:43   2 comentários

Anarquista (an, em grego privado de, e arché, governo) é um indivíduo que luta pelo fim de toda autoridade, mesmo quanto legítima, e para isso alguns se utilizam dos crimes praticados pelas ditaduras comunistas para suprimir toda e qualquer superioridade. Exemplo:

O erro desses anarquistas é supor que o marxismo não seja também tão tolo quanto eles anarquista.

Sim, é verdade, houve açougues humanos ditaduras comunistas onde a autoridade foi utilizada de forma completamente errada (Nuremberg para os comunistas, já!), mas os próprios marxistas consideravam esse período ditatorial como uma transição necessária para impor a igualdade. Quando a liberdade não mais gerasse desigualdades, então eles acabariam com uma das últimas desigualdades, o próprio Estado, pois a simples existência dele supõe que uns mandam e outros obedecem. Aí teríamos, dizem os comunistas, uma sociedade autogestionária.

Essa tal sociedade autogestionária "transportará toda a máquina do Estado para onde, desde então, o corresponde ter seu posto: o museu de antiguidades".(Cfr. Frederich ENGELS, Origem da Família - A propriedade e o Estado, pp. 217)

Um porta-voz dos grupos anarquista congregados na CNT - Confederação Nacional do Trabalho, fundado na Espanha por anarco-sindicalistas -, diz : "Por qual tipo de sociedade lutamos? Por uma sociedade sem classes, igualitária, onde necessáriamente os meios de produção estarão socializados (não estatizados), autogestionados pelos próprios trabalhadores (...). A isto é o que chamamos comunismo libertário: uma sociedade autogestionada federal e igualitária".

Na mesma declaração, acrescenta mais adiante: "Não pensamos que haja muitas diferenças entre a concepção da sociedade final a que aspiramos socialistas, comunistas e libertários. Haveriam diferenças nos meios e nas etapas precedentes" (Cfr. Sergio FANJUL, Modelos de transición ao socialismo, pp. 131-132 e 136).
 

Gorbachev, em seu livro “Perestroika – Novas idéias para o meu país e o mundo” (Ed. Best Seller, São Paulo, 1987, p. 35), escreve: “A finalidade desta reforma é garantir .... a transição de um sistema de direção excessivamente centralizado e dependente de ordens superiores para um sistema democrático baseado na combinação de centralismo democrático e autogestão”.

A autogestão era “o objetivo supremo do Estado soviético”, segundo estabelecia a própria Constituição da ex-URSS em seu Preâmbulo.

A diferença entre um mundo anarquista e um autogestionário é apenas o rótulo. Suas rivalidades dizem respeito somente aos métodos para atingir o mesmo fim.

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São Paulo, quarta-feira, 21 de maio de 2008

Walesa e a autogestão

Autor: Edson   |   16:20   Seja o primeiro a comentar

Para quem não acredita que Walesa (foto ao lado) chegou a propugnar por uma forma autogestionária de governo (vide post anterior), por um socialismo com "face humana", segue um trecho de uma notícia da época.

Segundo "O Globo", de 14 de novembro de 1981, "Walesa assegurou que a crise atual na Polônia pode ser resol­vida através da autogestão bem organizada dos trabalhadores. ... A principal tarefa agora é criar uma forte autogestão operária".

Quando Walesa foi recebido com honras de chefe de Estado, em 1981, por João Paulo II, o jornal L'Unità - o órgão oficial do Partido Comunista Italiano – qualificou o fato de "verdadeira e genuína investidura" (16.1.1981).

Embora houvesse no movimento Solidariedade um "cerne duro" autenticamente anticomunista, o professor Plinio Corrêa de Oliveira, em sua coluna no jornal Folha de São Paulo, exprimia sua desconfiança em relação ao líder sindical Lech Walesa:
"Como explicar que esse movi­mento, para o qual se pleiteia o direito de ain­da ser impreciso, esteja despertando em setores ideologicamente muito precisos do Ocidente es­peranças precisas?" (31.12.1980).
Para informações mais detalhadas, consulte:
Um homem, uma obra, uma gesta – Homenagem das TFPs a Plinio Corrêa de Oliveira