Frase

"A Revolução Francesa começou com a declaração dos direitos do homem, e só terminará com a declaração dos direitos de Deus." (de Bonald).
São Paulo, segunda-feira, 20 de setembro de 2010

STJ: Começa discussão sobre comando da organização católica TFP

Autor: Edson   |   14:24   6 comentários

 Min. João Otávio de Noronha

O título acima pertence a matéria divulgada hoje no site do Superior Tribunal de Justiça. Detalhe, no final do texto do site do STJ, pode-se ver a quantidade de vezes que ela foi vizualizada. Segue a notícia.

Começa discussão sobre comando da organização católica TFP

O julgamento que vai decidir sobre o controle da Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP) começou com vantagem para os fundadores da entidade. O ministro João Otávio de Noronha, relator do caso na Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), deu voto favorável à pretensão do grupo de fundadores, que disputa o comando da TFP com uma ala dissidente majoritária.

Após o voto do relator, o julgamento foi interrompido por pedido de vista do ministro Luis Felipe Salomão. Ainda não há data prevista para que a questão seja retomada.

Criada nos anos 60 sob a liderança de Plinio Corrêa de Oliveira, a TFP teve destacada atuação na propaganda contra o comunismo durante o regime militar. Após a morte do líder, em 1995, passou a viver disputas internas que culminaram na chegada ao poder de um grupo que se opunha à diretoria, dominada até então pelos sócios-fundadores – os únicos que detinham poder de voto, segundo o estatuto original da entidade.

Os dissidentes – ligados a outra organização católica tradicionalista, a Arautos do Evangelho – entraram na Justiça, em 1997, pedindo a declaração de nulidade do estatuto da TFP, para que o direito de voto fosse estendido a não fundadores. Perderam na primeira instância, mas ganharam no Tribunal de Justiça de São Paulo, em 2001. O processo se arrastou de recurso em recurso, até que, em 2003, os dissidentes obtiveram da Justiça a execução provisória da decisão que lhes era favorável.

Com o apoio de associados mais jovens, a ala dissidente promoveu alterações estatutárias e conseguiu dominar a TFP. Os antigos dirigentes recorreram ao STJ. Além do uso do nome e dos símbolos da TFP, a disputa envolve o controle das contribuições financeiras que ela recebe de seus colaboradores.

Nulidade

Segundo o ministro João Otávio de Noronha, todo o processo – com mais de 7.400 páginas, sem contar os 24 volumes de apensos – poderia ser anulado, porque a controvérsia atinge interesses pessoais dos fundadores e eles não foram citados desde o início, só entrando na ação mais tarde, como assistentes litisconsorciais – as partes, até então, eram apenas a TFP, pessoa jurídica, e o grupo dissidente.

No entanto, o relator afirmou que deixaria de declarar a nulidade do processo porque isso iria prejudicar a parte que, no mérito, segundo seu entendimento, é a que tem razão. Após discorrer por três horas sobre as questões jurídicas levantadas, inclusive sobre a liberdade de organização, o ministro concluiu que “o direito de voto não é direito essencial dos associados, de modo que é possível atribuí-lo a apenas uma ou algumas categorias de associados”.

“A interferência dos poderes públicos na economia interna das associações de fins ideológicos”, continuou o ministro, “deve ser o mais restrita possível. Não vejo razão jurídica para negar-lhes a liberdade de estipular os direitos e deveres de associados na forma que melhor atenda aos fins ideológicos que perseguem, facultando ao estatuto estabelecer vantagens especiais para alguns dos seus membros e mesmo classe ou classes de associados sem direito a voto.”


Coordenadoria de Editoria e Imprensa

São Paulo, quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Denúncie ao Cardeal Scherer o lançamento de um livro abortista na PUC-SP

Autor: Edson   |   13:25   5 comentários


A Campanha Nascer é um Direito escreveu uma carta que será enviada ao Cardeal Dom Odilo Scherer denunciando o lançamento do livro A criminalização do aborto em questão que ocorrerá na sede da APROPUC, no campus Perdizes da PUC em comemoração da semana "latino-americana de luta pela descriminalização do aborto".

A carta também mostra a presença de professores militantes pró-aborto nos quadros da PUC e sua perplexidade diante do fato de contrariarem explicitamente as normas canônicas e pontifícias que regem uma universidade que se pretende católica.

Vale a pena dar uma lida no texto de apresentação e na respeitosa carta ao cardeal, a qual convido meus leitores a assinarem também a missiva através do site da campanha:

http://www.fundadores.org.br/AbortoNao/principal.asp?IdTexto=1263&pag=1&categ=1

São Paulo, quinta-feira, 2 de setembro de 2010

As três grandes mentiras de Hollywood

Autor: Edson   |   17:19   5 comentários

Encontrei no site Ética na TV um interessante artigo, traduzido por Edda Frost, de um critico de cinema do New York Post, Michael Medved, intitulado “As três grandes mentiras de Hollywood”.

Ele nos conta algo que qualquer um que conhece um pouco os EUA é capaz de perceber: o divórcio do cinema americano com o estilo de vida da nação. Os filmes dão uma idéia falsa do que é os EUA profundo e fazem com que seus espectadores do mundo todo confundam Nova Iorque com o resto do país ou mesmo em pensar que qualquer moça do Kansas se comporta como uma Britney Spears.

Esse fenômeno hollywoodinano é o que faz imaginar aqui no Brasil, mais especialmente nos ambientes de superficialidade intelectual dos centros acadêmicos, que o Partido Republicano seja representante de uma minoria nos EUA e que só ganha eleições comprando votos ou sabotando as urnas eleitorais (vide charge esquerdista ao lado). Se os filmes espelham a realidade norte-americana, então realmente não há outra explicação para o fato dos Democratas não se tornarem o partido único do país.

Como escreveu Medved:
Os produtores de filmes parecem ter prazer em assaltar os valores básicos da família e da decência pelos quais a maioria das pessoas continuam ter muito apreço. Não é surpresa que pesquisas recentes revelam que a esmagadora maioria dos americanos sente que Hollywood não tem idéia do que são seus valores pessoais.
Quando a indústria de entretenimento é coloca contra a parede, sua justificativa se baseia em três grandes mentiras que o critico norte-americano refuta com conhecimento de causa.

Mentira número 1: “É só entretenimento e não influência ninguém”

Aqui Medved conta que participou de um fórum de discussão com representantes dos três maiores estúdios de Hollywood onde se passou a seguinte cena:
Quando eu critiquei o comportamento irresponsável da indústria cinematográfica, um dos participantes respondeu furioso que Hollywood é sempre acusada pelo mal que faz, mas nunca lhe é dado credito por seu impacto positivo. “Você tem de concordar que o filme “Lethal Weapon” salvou milhares de vidas.

Eu não consegui lembrar de alguma mensagem salvadora naquele sangrento “thriller”, então perguntei o que ele queria dizer.

“Bem” ele respondeu: “Naquele filme, pouco antes da cena da grande perseguição, houve um intenso “close-up” de três segundos mostrando Mel Gibson e Danny Glover atando o cinto de segurança.”
É dos tais argumentos que até um simples silêncio refuta. Michael Medved aponta com precisão a contradição desse raciocínio:
Ele estava sugerindo que as pessoas imediatamente imitariam o que viram por três segundos, mas os restantes super violentos 118 minutos do filme, não teriam qualquer influência. Não é esta uma contradição ilógica e absurda?
Jack Valenti, presidente da “Motion Picture Association of America”, afirmou, então, que seus filhos, quando jovens, viram muitas cenas de violência na TV e conseguiram preservar seus valores.
Nós todos já ouvimos alguma versão deste argumento, mas o alvo está errado. Só por que a mídia não influência todos, não significa que não influencie ninguém. Quando um anúncio ou comercial aparece na TV ninguém espera que o produto vá ser vendido para todos. Se um comercial influenciar uma pessoa em 1000 é considerado um sucesso. Do mesmo modo, se a TV e o cinema influenciarem uma pessoa em 1000 a se comportar do modo irresponsável e destrutivo que é freqüentemente glorificado pela media, então essas imagens terão profundo impacto na sociedade.
Michael Medved se refere ainda que há mais de 60 estudos organizados por grandes universidades provando que longas exposições a imagens violentas na TV são capazes de alterar o comportamento das pessoas, tornando-as mais agressivas. O mesmo, digo eu, pode-se aplicar à cenas de imoralidade sexual.

Mentira número 2: “Nós só refletimos a realidade. Não nos culpe; culpe a sociedade”

Com a palavra, Michael Medved:
Se isto fosse verdade, então por que tão poucas pessoas testemunham assassinatos na vida real, mas todos nós os vemos na TV e nos filmes? O mais violento gueto não está em South Central Los Angeles, nem em Southeast Washington D.C.; está na TV.

Quando se trata de mostrar comportamento sexual há uma descontinuidade semelhante. Uma pesquisa da “Planned Parenthood” (Paternidade Planejada, [organização abortista]) mostra que todos os anos, no horário nobre da TV há 65.000 referências sexuais. No entanto, um estudo do “Center for Media and Public Affairs”, mostrou que 7 em 8 encontros sexuais na TV envolvem relações extra maritais.

(...) O sociólogo da UCLA James Q. Wilson apontou um fato curioso: em ruas de cidades com vidros quebrados e não repostos, a criminalidade aumenta muito. A janela quebrada anuncia ao público: “Aqui não há autoridade, os valores estão quebrados, não há conseqüência. Hoje, televisão e cinema se tornaram gigantescas janelas quebradas para o mundo. Um retrato da vida sem padrões, sem disciplina, sem conseqüência, mandando a mensagem de que reina o caos.
Mentira número 3: Nós damos ao público o que ele quer. Se as pessoas não gostam, podem desligar.

(...) A última parte da mentira que diz: “Se você não gosta, desligue” tem a mesma lógica que “Se você não gosta da poluição pare de respirar”. Você pode não ouvir a cantora Madona. Você nunca escolheu colocar Madonna na sua mente, mas certamente você sabe quem ela é, e por que razão ela é famosa. Cultura popular esta por toda parte, é como o ar que respiramos. Por isso é que a mensagem da cultura pop é uma questão de meio ambiente.

(...) O acumulo desse material tem tremendo impacto em nossas vidas. Por isto é que nestes tempos em que demandamos que as empresas sejam responsabilizadas por poluir o ar e as águas, em que banimos fumar em lugares públicos e temos tido resultados, é apropriado pedir que as empresas de entretenimento mostrem responsabilidade por poluir a atmosfera cultural que todos respiramos.

São Paulo, terça-feira, 17 de agosto de 2010

O "novo amanhecer" na Colômbia - Revolução Tribalista manifesta suas intenções

Autor: Edson   |   17:19   11 comentários

 (Foto: O novo presidente da Colômbia Juan Manuel Santos, um dia antes de sua posse no cargo, recebe, em cerimônia indígena, uma investidura “espiritual”)

Começo observando que nem todo amanhecer é ensolarado, florido e com pássaros cantando. Muitas vezes o dia se inicia com um céu cinzento e com nuvens escuras no horizonte que nos dá a incerteza do que há de vir. Sair de casa tomando a prudência de levar um guarda-chuva não é má ideia.

E é com um guarda-chuva que acompanho os fatos decorrentes da vitória eleitoral do novo presidente da Colômbia.

Vamos a eles.

Em 7 de agosto, um dia antes da posse de Juan Manuel Santos, sob o título Un milagro político, a revista Semana que pertence ao jornal El Tiempo, trata da mudança de governo em seu país.

O artigo resume em duas linhas uma dessas nuvens escuras que preocupam a qualquer um: a mudança de atitude da mídia. Durante a corrida eleitoral, as pesquisas de opinião e os jornais indicavam que Santos perderia logo no primeiro turno para o seu principal oponente Antanas Mockus que tinha todo o ambiente midiático a seu favor.

Manuel Santos era mostrado ao público como um "hombre sin escrúpulos" e "obsesionado con el poder a cualquier costo". Mas bastou Santos vencer as eleições que tudo mudou.

Transcreverei trechos da notícia intercalando comentários deste blog.
“Si un extranjero que hubiera venido a Colombia antes de la primera vuelta [primeiro turno] y hubiera leído la prensa regresara ahora y leyera esos mismos medios, no podría creer que se estuviera hablando de la misma persona. (...)

“Hoy, viendo la televisión y leyendo esa misma prensa, Santos parecería ser el hombre que no comete un solo error.”
Ou seja, a mídia recebeu uma espécie de ordem para dar a impressão contrária. A tal ponto que deixa no ar a ideia de que Santos não comete um só erro.

O problema é que se olharmos atentamente no horizonte, veremos que não é somente essa nuvem que nos causa apreensões. Infelizmente há outras muito mais carregadas.
“En cuanto a la polarización que vivía el país tanto a nivel nacional como internacional, esta parece haber desparecido de la noche a la mañana el 7 de agosto. (O negrito é meu)
As esperanças de dias ensolarados que o governo de Uribe prometia e cumpriu em grande parte na luta contra a guerrilha parece ter deixado de existir na véspera da mudança governamental.

Por quê?
“La seguridad democrática (...) dejó de ser prioritária para dar paso a la solución de los problemas sociales y económicos, cuyo rezago fue el costo de las victorias militares de la era Uribe."
Traduzindo, o combate as FARCs e ao narcotráfico não é mais prioridade. O que explica a atual aproximação de Santos com Hugo Chávez.
“Desde el mismo día de su elección, Santos empezó a soltar, gota a gota, señales de cambio."
A frase acima se encaixa perfeitamente no texto deste blog. Santos evitou falar das nunves escuras que traria consigo, deixou os eleitores pensarem que ele seria uma espécie de continuidade de Uribe. Mas, "gota a gota", foi soltando seus propósitos. Se a maioria das pessoas acham que garoa não molha, quanto mais uma gota.
“Su discurso de posesión mostró un talante de liberalismo tradicional muy distante del de centro-derecha que caracterizó al gobierno de Uribe y con el cual se identificaba al nuevo Presidente.”
Detalhe importante: Identificava - verbo conjugado tempo passado e não no presente.
"Colombia se prepara, por lo tanto, para lo que Juan Manuel Santos denominó en su discurso "un nuevo amanecer".
Realmente, trata-se de um novo amanhecer. Só não estou conseguindo encontrar o sol nesse panorama cinzento.

Vamos, agora, ver como começou esse "novo amanhecer" de Manuel Santos.

Na Cristandade os reis eram coroados por um bispo, indicando que seu poder vinha de Deus. E é mais ou menos nessas cenas de coroação que nossa imaginação se volta quando alguém nos fala da posse de algum chefe de estado onde este seja ligado oficialmente a religião. A Inglaterra, por exemplo.

Como vivemos em épocas conturbadas em que tentam nos passar a idéia panteísta de que a natureza é uma espécie de deus, Santos nada melhor achou para começar seu "novo amanhecer" do que pedir o consentimento de índios do norte da Colômbia para receber uma investidura “espiritual” um dia antes de sua posse como presidente.

O pedido de Manuel Santos foi aceito com restrições (vide notícia logo abaixo). Na cerimônia indígena, ele recebeu um bastão de mando como símbolo de sua autoridade e quatro pedras que significam seu compromisso com a natureza. (Cfr: AFP, 7/8/2010)

A conseqüência disso é que transparece que seu poder de mando como presidente da Colômbia não abarcaria aos índios caso eles não aceitassem.

Acha essa afirmação um exagero meu? Então leia alguns trechos do que escreveu um líder indígena na revista Semana um dia depois da posse – não “espiritual, mas oficial – de Santos (os negritos são meus):
09 de agosto de 2010
¿Le cumplirá Santos a los pueblos Indígenas de Colombia?
Rodolfo Adán Vega Luquez

“Lo acogimos en nuestra casa, en el corazón del mundo. Le brindamos la sabiduría de nuestros líderes espirituales, en sitio sagrado. Le entregamos nuestros símbolos, revistiéndolo de investidura para el buen gobierno.

“La propuesta de 'Prosperidad económica' de Santos, si no tiene el consentimiento previo, libre e informado de las autoridades Indígenas y los mismos líderes espirituales que lo posesionaron ayer en la sierra, será tan nefasta y depredadora como el legado que deja su antecesor.

El acto de posesión fue consultado, a lo que nuestros mamos luego de una reflexión y consulta interna accedieron al consentimiento. Ojalá, así como este acto simbólico de posesión fue consulto, esperamos que todas las leyes y megaproyectos que atenten contra nuestros territorios y el medio ambiente, no se lleven a cabo sin el consentimiento de nuestras autoridades.

Ya que ni Marx, ni Lenin, ni Rosa Luxemburgo o Antonio Gramsci, tuvieron en cuenta que existían indígenas para su llamada revolución. De esta manera, tanto la izquierda como la derecha y su lucha por el poder y la acumulación, difieren del pensamiento indígena del buen vivir, de la cosmovisión sobre la tierra y la lucha histórica por los procesos autonómicos"
Por aí se percebe o tom da situação que, no mínimo, Manuel Santos favoreceu. A luta pela fragmentação do território colombiano que as Farc´s não conseguiram levar a cabo, agora é a vez dos índios revolucionários tentarem.

Isso tudo bem lembra a terceira parte do livro Revolução e Contra-Revolução, onde o professor Plinio Corrêa de Oliveira descreve a 4º Revolução Tribalista. Vale a pena dar uma lida, clique aqui.

Rezemos a Nossa Senhora de Chiquinquirá, padroeira da Colômbia, para que proteja essa nossa nação irmã e atrapalhe os planos da Revolução.

São Paulo, segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Quando a despenalização vira direito – O caso da Colômbia: caça aos anti-abortistas

Autor: Edson   |   21:52   12 comentários

Transcrito no site Nascer é um Direito

A Corte Constitucional da Colômbia, em 2006, despenalizou a prática do aborto em casos de estupro, riscos à saúde da mulher e de crianças com anencefalia. Para gestantes menores de idade, ficou apenas como obstáculo a necessidade de uma “permissão judicial”.

Tal despenalização foi logo entendida como um direito. E a corte passou a exigir, em 2009, que os Ministérios da Educação e Proteção Social promovessem programas educacionais para expor os assim chamados “direitos sexuais e reprodutivos”.

A sentença solicitou que se assegurasse que todas as entidades prestadoras de serviços de saúde “respeitem o direito das mulheres a abortar”. E aboliram a necessidade da “permissão judicial” para a prática do aborto em menores devido ao de fato de vários juízes, alegando o direito à objeção de consciência, se negarem outorgá-lo.

A Corte também buscou cercear o direito à objeção de Consciência nos centros médicos ao mandar o Tribunal Nacional de Ética Médica abrir investigações nos casos em que a realização do aborto seja negada.

Tais medidas foram tomadas por pressão da ONU que em 2007 pediu à representação colombiana para que liberalize ainda mais o aborto e desenvolva campanhas favoráveis a tal prática; enfim, uma maior aplicação do protocolo da “Convenção para a Eliminação de toda forma de Discriminação contra a Mulher” (CEDAW). (Cfr. Rádio Vaticano, 3/2/2007).

Despenalização e direito
 
Como bem observou Justo Aznar, diretor do Observatório de Bioética da Universidade Católica de Valência San Vicente Mártir, em entrevista à Zenit, “não é a mesma coisa descriminalizar um delito e exercer um direito”, pois, “tudo que é legal também é moral”. E a conseqüência disso, alerta Aznar, é que “certamente será ampliada no nosso país a ideia de que o aborto é um ato moralmente aceitável”.

Transformar tal prática em um direito é a meta do movimento pró-aborto. Primeiro os abortistas costumam sensibilizar as pessoas dizendo que também são contra o aborto, mas que a penalidade legislativa imposta não ajuda em nada, apenas coloca as mulheres na ilegalidade e dificulta qualquer possível ajuda às mesmas. “Ninguém é favorável ao aborto”, dizem eles.

Mas é só despenalizar o aborto que o discurso muda, passando, então, a ser abordado como um direito da mulher. Como se bastasse o roubo de carteiras ser despenalizado para se transformar em um direito dos trombadinhas.

Aquilo que era defendido como um mal menor, transforma-se em uma necessidade ontológica feminina de direito natural que deve ser reconhecida por todas as constituições e, muito além disso, por todas as consciências.

Considerando o aborto um “direito sexual e reprodutivo” que uma mulher pode praticar livremente sem coerção externa em nenhum sentido, compreende-se a guerra que o movimento pró-aborto desenvolve no mundo inteiro contra a objeção de consciência.

É o caso do Dr. Germán Arango Rojas que perdeu, em 2008, o direito de exercer a medicina após se negar a realizar um aborto em uma menor de idade, a pedido dos pais. A penalidade foi imposta pelo Tribunal de Ética Médica Nacional ao médico colombiano que, sem direito à defesa, foi ainda obrigado a indenizar a menor.

Liberdade para o homem enquanto "revolucionário"
 
E assim a inversão de valores do mundo atual chega ao seu extremo colocando na ilegalidade os que lutam pela vida indefesa.

Em seu livro Revolução e Contra-Revolução, o professor Plinio Corrêa de Oliveira expõe com precisão essa característica do liberalismo moral mais exacerbado:

“Percebe-se que o liberalismo pouco se importa com a liberdade para o bem. Só lhe interessa a liberdade para o mal. Quando no poder, ele facilmente, e até alegremente, tolhe ao bem a liberdade, em toda a medida do possível. Mas protege, favorece, prestigia, de muitas maneiras, a liberdade para o mal. No que se mostra oposto à civilização católica, que dá ao bem todo o apoio e toda a liberdade, e cerceia quanto possível o mal.

“Ora, essa liberdade para o mal é precisamente a liberdade para o homem enquanto ‘revolucionário’ em seu interior.” (Parte I, Cap VII, pág 68, Art Press, 1998)

São Paulo, sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Governador mexicano é multado em 2 mil dólares por haver mencionado nome de Deus em campanha eleitoral

Autor: Edson   |   22:11   5 comentários

No passado, considerava-se delito blasfemar contra o nome de Deus, agora é crime mencioná-lo. Esse foi o caso do atual governador de Sinaloa, México, Mario López Valdez (foto acima) que venceu as recentes eleições para o governador e foi multado por ter, durante sua campanha eleitoral, pronunciado o nome de Deus.

O Tribunal Eleitoral do Poder Judiciário da Federação, órgão máximo na matéria no México, alegou a laicidade do estado e a proibição constitucional que proíbe o uso de expressões religiosas em disputa eleitoral, para justificar a punição.

Os Partidos derrotados ainda se acharam no dever de denunciar ao tribunal que Mario López invocou a proteção de Deus em outras ocasiões.

Como bem alertou o Professor Plinio Corrêa de Oliveira, em seu livro Revolução e Contra-Revolução, “o laicismo é uma forma de ateísmo. (...) Ele afirma a impossibilidade de se ter certeza da existência de Deus. De onde, na esfera temporal, o homem deve agir como se Deus não existisse. Ou seja, como pessoa que destronou a Deus.” (Parte I, Cap VII, pág 63, Art Press, 1998)

São Paulo, quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Superficialidade, mau gosto e libertinagem

Autor: Edson   |   21:57   9 comentários

O homem de hoje vive depressivo, cansado e sem tempo. Nada lhe sacia. Para ele a felicidade é o prazer constante. Chega a imaginar que se uma pessoa pudesse sentir a cada momento uma sensação sensível, aprazível, este seria feliz.

Nesta perspectiva, a menor das dores é considerada, pelo homem de hoje, a desgraça suprema.

Dor. Palavra proibida. Excluída do vocabulário do dia-a-dia. Pronunciá-la traz má sorte. Falar em mortes, doenças ou desastres tornou-se politicamente incorreto. Todo mundo precisa sorrir para tudo e para todos.

Fugir do sofrimento é o ideal de nossos contemporâneos. E por não conseguirem escapar dessa pena imposta por Deus como castigo do Pecado Original, vivem sofrendo. E sofrem por não se livrar da dor. Preferem se deixar iludir pela promessa de um mundo utópico sem ela do que aceitá-la como meio de santificação.

E por recusarem a lógica da dor, sem lógica são suas ações dolorosamente ilógicas.

O homem de hoje despreza o tradicional e durável. Ele gosta da novidade, do superficial e do descartável. O que compra hoje, não tem valor amanhã. Mas se ufana em possuir na sociedade moderna direitos de consumidor para reclamar pela má qualidade dos produtos.

O homem de hoje abandonou o bom gosto dos ambientes do passado e o valor de uma boa conversa para passar grande parte de sua vida diante da TV, sentado num puff, com uma lata de refrigerante - Light, é claro - na mão e comendo qualquer coisa "sem gordura trans". O auge de suas relações sociais se limitam a rodas de piadas, fofocas e deboches dos defeitos de amigos que não estão presentes.

O homem de hoje pouco se importa com normas morais. Luta com toda fibra por mais e mais liberdade, não suporta a menor repreensão, mas se espanta com o aumento da criminalidade, do narcotráfico, da pedofilia e da maternidade precoce.

O homem de hoje, em favor da agitação e do barulho, abandonou a temperança, o recolhimento e o remanso; e encontrou a depressão, o cansaço e a falta de tempo. Por uma vida de piadas e gargalhadas, desprezou a seriedade e a serenidade e obteve em troca a tristeza e estupidez no trato. Quis liberdade e se indignou por sua filha de 15 anos estar grávida e não saber dizer quem é o progenitor.

O homem de hoje colocou a tradição, o bom gosto e a moralidade no banco dos réus. Ele via na superficialidade, no grotesco e na libertinagem um caminho para fugir da dor. Pensava que se entregando ao instintivo e ao espontâneo chegaria, enfim, ao reino da felicidade terrena repleta de prazeres.

O homem de hoje baniu da sociedade o que havia de bom no passado, construiu um presente sombrio e deixará como herança um futuro onde só se vislumbram catástrofes no horizonte.

Só nos resta uma esperança.

“Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará!” (Nossa Senhora de Fátima, 1917)

São Paulo, segunda-feira, 9 de agosto de 2010

PNDH-3 em debate, não perca!

Autor: Edson   |   14:49   14 comentários

Participe do Fórum:

As ameaças do 
Programa Nacional dos Direitos Humanos–3 
continuam!

Em 22 de dezembro de 2009, por decreto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pôs em vigor o Plano Nacional de Direitos Humanos-3 (PNDH-3), texto agressivo, totalitário e coletivista, que traumatizou a Nação. O diploma legal, saudado com entusiasmo pelas esquerdas, não teve condições políticas de sustentação. Quase cinco meses depois, premido pelo clamor da inconformidade popular e por conveniências eleitorais, o governo finalmente alterou em pontos fundamentais o PNDH-3. Foi verdade ou show? Você precisa saber para ficar atualizado.
  • O que pensar deste programa da coligação governista, que procura enfiar o Brasil nos moldes de sua utopia de destruição?

  • O governo, ao ajustar pontos do programa que traumatizaram a Nação, ferindo-a em seus sentimentos de religião, nacionalidade e autonomia pessoal, recuou como foi noticiado por certa imprensa? Ou fez retirada momentânea sem abandono a objetivos programáticos irrenunciáveis para revolucionários, hoje no governo, obcecados por seus ideais de demolição?
Estas e outras perguntas de enorme atualidade serão respondidas por especialistas na matéria, com grande experiência da vida pública brasileira.

Dia 26 de agosto de 2010

Local: GOLDEN TULIP– Paulista Plaza

Endereço: Alameda Santos, 85 – Jardins – São Paulo

Acesse o site da Pela Legítima Defesa e confirme gratuitamente logo sua presença, as vagas são limitadas.

Conferencistas

Prof. Ives Gandra da Silva Martins
As inconstitucionalidades no PNDH-3.

Príncipe D. Bertrand de Orleans e Bragança
A corrosão do direito de propriedade no PNDH-3.
Reforma agrária, quilombolas, questão indígena.

Deputado Federal Jairo Paes de Lira
O PNDH no Congresso Nacional.
Aborto, “casamento homossexual” e desarmamento.

Dr. Paulo Uebel, Diretor executivo do Instituto Millenium
Aspectos econômicos do PNDH-3
– A prosperidade e o desenvolvimento humano

Programação

19:30 hs Recepção e welcome coffee
20:00 hs Início do fórum
22:00 hs Considerações finais e Encerramento

Realização e Patrocínio:

Acesse o site da Pela Legítima Defesa e confirme gratuitamente logo sua presença, as vagas são limitadas.

São Paulo, quinta-feira, 22 de julho de 2010

Qual a ligação entre o movimento homossexual e o MST?

Autor: Edson   |   21:21   7 comentários


Quer saber que ligação há entre o movimento homossexual e o MST?

Então pergunte para a presidente do conselho do movimento homossexual de Ribeirão Preto. Pois foi a ajuda deles que ela clamou - quando percebeu a insuficiência numérica de seus colegas sodomitas - para fazer "uma revolução" contra a caravana Terra de Santa Cruz que estava no centro da cidade alertando a população contra os malefícios do PNDH 3.

Clique aqui e veja a foto que o site da UOL divulgou sobre o ocorrido, na frente, aparecem três homossexuais que atrapalharam a campanha. Na verdade, ajudaram, pois o radicalismo e a intolerância deles despertaram os transeuntes para a verdadeira perseguição que haverá no Brasil com a aprovação de leis que favoreçam essa minoria.

Nota-se que o site da UOL destacou na foto os homossexuais, como se eles tivessem prevalecido perante a campanha dos jovens caravanistas.

Mas bem outra foi a realidade.

Para confirmar isto, assista ao vídeo em que coordenador da caravana, Daniel Martins, explica com detalhes e imagens a luta vitoriosa, pela Opinião Pública, dos caravanistas em Ribeirão Preto.


Leia a reportagem da Agência Bom Dia (Transcrita no Diário de São Paulo):

http://bomdiasorocaba.com.br/Noticias/Dia-a-dia/25315/Religiosos+contra+o+casamento+gay