Frase

"A Revolução Francesa começou com a declaração dos direitos do homem, e só terminará com a declaração dos direitos de Deus." (de Bonald).
São Paulo, domingo, 15 de julho de 2012

Ideologia em vez de competência: critério do governo para a importação de médicos cubanos

Autor: Helio Dias Viana   |   08:00   2 comentários


Isolado na América Latina até o advento do Foro de São Paulo – segundo declarou Lula em vídeo-mensagem à 18ª. versão do referido foro, realizado em Caracas (vide abaixo) –, o regime comunista cubano está em vias de “exportar” para o Brasil, entre janeiro de fevereiro de 2013, nada menos que 1.500  médicos, para atender às regiões do interior do País. A escolha dessa data teria sido para não repercutir no resultado das eleições municipais de 2012.

O principal “mercado consumidor” de tais médicos – cuja capacidade para o exercício da profissão é mais do que duvidosa, como se verá, ao passo que sua formação ideológica não deixa lugar a nenhuma dúvida – foi até o momento a Venezuela chavista, onde não se sabe bem até que ponto eles se restringiram a simples atendimentos médicos e com que resultados.

Contudo, nos termos do referido vídeo-mensagem de Lula, no qual ele se jacta da militância hegemônica do PT e de seus aliados cubanos e bolivarianos para a implantação da “democracia” em todo o continente latino-americano (a Alemanha comunista também se chamava República Democrática Alemã – DDR), a pergunta que se depreende é se os tais 1.500 médicos não serão agentes comunistas destinados a colaborar na consecução de tal fim.

Tanto mais quanto ficou patente aos olhos de todos a inconformidade do bloco petista-bolivariano em face do impeachment inteiramente legal do ex-presidente paraguaio Fernando Lugo, a exemplo do que ocorrera em Honduras em relação a Manuel Zelaya, quando o então ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, declarou que era algo inadmissível, porque a direita não podia ter mais vez na América Latina. Que democracia sui generis é essa, que só admite a esquerda?

Existe grande preocupação de que Hugo Chávez não se reeleja pela terceira vez ao cargo (sua nova candidatura foi obtida graças a mudanças arbitrárias feitas por ele na Constituição, sem que a esquerda protestasse – a mesma esquerda que gritou furiosa quando Álvaro Uribe quis fazer o mesmo na Colômbia, só que com fortíssimo respaldo popular) –, e foi para evitá-lo que o internacionalismo petista deslocou para a Venezuela a equipe de marketing de João Santana, sob os protestos da opinião pública, que reclama de interferência externa.

Não se sabe se além do João marqueteiro e de outro João – o “João de Deus”, curandeiro goiano que teria viajado à Venezuela em avião da FAB para tratar de Chávez –, a solidariedade petista enviará também, a exemplo do que ocorreu nas eleições anteriores do período chavista, as urnas eletrônicas brasileiras, as quais, não se sabe bem por que, Hugo Chávez, responsável pelo “excesso de democracia” em vigor na Venezuela, como disse Lula, quis introduzir sorrateiramente em Honduras antes da queda de Zelaya.

Voltando ao tema de Cuba – para cuja sobrevivência o regime chavista foi até aqui imprescindível –, cumpre lembrar que tudo, menos a “exportação” de médicos, poderia ser o resultado imediato da vultosa soma de dinheiro destinada pelo governo da presidente Dilma para a reforma do Porto de Mariel.

Para o leitor aquilatar a qualidade do “produto” a ser importado pelo governo petista, finalizo transcrevendo estes dois trechos de um artigo publicado por “O Estado de S. Paulo” em 3 de janeiro de 2011, sob o título de “Médicos reprovados”:

“Os resultados do projeto-piloto criado pelos Ministérios da Saúde e da Educação para validar diplomas de médicos formados no exterior confirmaram os temores das associações médicas brasileiras. Dos 628 profissionais que se inscreveram para os exames de proficiência e habilitação, 626 foram reprovados e apenas 2 conseguiram autorização para clinicar. A maioria dos candidatos se formou em faculdades argentinas, bolivianas e, principalmente, cubanas.

“[...] As faculdades cubanas – a mais conhecida é a Escola Latino-Americana de Medicina (Elam) de Havana – são estatais e seus alunos são escolhidos não por mérito, mas por afinidade ideológica. Os brasileiros que nelas estudam não se submeteram a um processo seletivo, tendo sido indicados por movimentos sociais, organizações não governamentais e partidos políticos. Dos 160 brasileiros que obtiveram diploma numa faculdade cubana de medicina, entre 1999 e 2007, 26 foram indicados pelo Movimento dos Sem-Terra (MST). Entre 2007 e 2008, organizações indígenas enviaram para lá 36 jovens índios.”

São Paulo, sábado, 14 de julho de 2012

Dados do IBGE atestam queda no número de católicos. As causas? O progressismo dito católico, a Teologia a Libertação, o abandono da tradição e da linguagem firme e corajosa

Autor: Paulo Roberto Campos   |   11:21   2 comentários

O Censo demográfico IBGE/2010 relativo às religiões no Brasil, recentemente divulgado, causou enorme perplexidade. E não é para menos, pois revela uma forte queda no número de católicos.

Tema que não poderíamos deixar passar em branco, pois tem muito a ver com este espaço, destinado a defender a família católica. Portanto, não imitaremos o avestruz, que para não enfrentar o perigo enfia a cabeça na areia, mas vamos encará-lo de frente e com coragem.

Sempre nos deparamos com declarações de senhores bispos sobre uma série de coisas, falando muito mas não dizendo nada; suas palavras não comovem as almas nem convertem os pecadores. Não poderia ser de outro modo, pois eles empregam uma linguagem oca que não repercute no fundo dos corações; uma linguagem “politicamente correta” e, portanto, sem sal; uma linguagem vazia tipo “água com açúcar”, que causa repulsa. Numa palavra: uma linguagem morna que só serve para afastar os católicos. Daí o resultado da pesquisa do IBGE!

Faço uma ressalva sobre as raras declarações de eminentes prelados que ainda usam uma linguagem firme e atraente própria da Igreja Católica como a ensinada por Nosso Senhor Jesus Cristo. Infelizmente, casos cada vez mais raros. E que, sempre que possível, procuramos repercutir neste espaço — como, por exemplo, o post anterior (Entrevista com o Padre Hélio Luciano, da Universidade de Navarra).

Abaixo segue um artigo que bem elucida esse gravíssimo problema da perda de terreno da Igreja Católica para outras religiões e a razão profunda que levou a este desastre: além da falta de firmeza dos bons prelados, o papel dos prelados, auto-demolidores, da linha “Teologia da Libertação”.

Mas antes de passar ao referido artigo, não resisto em narrar um fato histórico — que cada leitor poderá fazer a aplicação e o comentário que bem desejar — que aplico aos pequenos lamentos de que tomei conhecimento de alguns dos senhores bispos representantes da CNBB.

Em 1492 os Reis Católicos (Isabel de Castela e Fernando de Aragão) conquistaram a cidade de Granada, expulsando finalmente os mouros invasores da Espanha. O rei Boabdil foi obrigado a abandonar o que ele chamava de “Paraíso Terrestre” — o fabuloso palácio do Alhambra — e voltar para a África. Em sua fuga para o mar, teve que passar por uma montanha de onde se tem uma espetacular visão da cidade de Granada e do Alhambra (foto abaixo).

Registra a história que o mouro Boabdil aí parou para dar uma última olhada de despedida da magnífica cidade que perdera. Com aquela visão deslumbrante... começou a chorar... A Sultana Aixa, sua mãe, o repreendeu com estas duras palavras: “Llora como mujer lo que no has sabido defender como un hombre!” Chora como mulher o que não soubestes defender como um homem...


Os amargos frutos da Teologia da Libertação: esvaziamento da Igreja Católica no Brasil 

Luis Solimeo 

“Católicos passam de 93,1% para 64,6% da população em 50 anos — Entre 1960 e 2010, o Brasil viu a parcela de sua população que se declara católica cair de 93,1% para 64,6%”.(1)

“Em uma década, católicos perdem mais espaço para os evangélicos. — Entre 2000 e 2010, fatia de católicos cai 12% no total da população brasileira; parcela dos evangélicos cresce 43% e de pessoas sem religião sobe 10%”.(2)

Notícias alarmantes, que, entretanto, parece não terem alarmado os Srs. Bispos do Brasil, como veremos.

Essa queda não é algo que aconteceu da noite para o dia, a ponto de pegar os Bispos brasileiros de surpresa; nem algo imprevisível, mas resultado de um processo longo, embora se tenha acelerado nas últimas décadas.

Detenhamo-nos um pouco na análise dos números, para depois investigar as causas desse declínio.

“A maior nação Católica do mundo”

O Brasil foi descoberto e colonizado por Portugal, uma nação católica. Os primeiros missionários foram os Padres Jesuítas ainda cheios do zelo inicial de sua fundação. O catolicismo marcou toda a vida do País, fazendo dele a maior nação Católica do mundo, não só em números absolutos, como também em termos percentuais, em relação às demais religiões.

O crescimento do protestantismo, do espiritismo, de religiões orientais ou afro-brasileiras, bem como do número de pessoas sem religião, foi lento no País até algumas décadas atrás. Em cem anos, segundo os dados do primeiro censo realizado no Brasil em 1872, até os dados do censo de 1970, verifica-se que a proporção de católicos variou apenas 7,9 pontos percentuais, reduzindo de 99,7%, em 1872, para 91,8% em 1970.(3) E ainda assim, segundo sugerem estudos acadêmicos, pelo menos parte desse aumento de não-católicos se deveu à imigração.(4)

A partir dessa última data (1970), o crescimento das demais religiões e a diminuição do numero de católicos acelerou-se de modo acentuado e o último censo que acaba de ser divulgado, correspondente a 2010, revela que a porcentagem dos católicos caiu para 64,6%. Portanto, nos últimos 40 anos, a Igreja teve uma perda de fiéis de quase 30% (precisamente, 27,2%).

Acresce a esse quadro que o número de católicos praticantes nesse mesmo período oscilou entre 5 e 10%.(5)

Ao mesmo tempo, o protestantes passaram de 6,6% em 1980 para 22,2%, sendo que o maior crescimento foi o do Pentecostalismo.

Embora se apresentem razões sociológicas para explicar tal mudança no quadro religioso do Brasil (migrações maciças da zona rural para as periferias urbanas e maior facilidade nos últimos anos de formação de núcleos pentecostais para acolher os desenraizados), tais explicações são superficiais e não pegam o fundo do problema. Tanto mais quanto o aumento protestante pentecostal deu-se também nas zonas rurais do País: em termos percentuais, a maior concentração protestante se verificou em Rondônia (33,8%), um Estado do noroeste do país, tipicamente rural.

Teologia da Libertação: simples coincidência?

É bem evidente que as razões mais profundas que explicam a perda de fiéis pela Igreja Católica são de caráter religioso e devem ser procuradas na crise que abala a Igreja no Brasil (como por quase todo o mundo).

Não é simples coincidência que a aceleração da perda dos fiéis pela Igreja, na década de 1970, se tenha dado ao mesmo tempo em que se disseminavam entre o clero e o episcopado os princípios da Teologia da Libertação. Como essa “teologia” confunde a libertação espiritual com a libertação política, e o estabelecimento do “Reino de Deus” na Terra com a implantação uma sociedade socialista e igualitária, os sermões nas igrejas, em sua maioria, assim como os temas das Campanhas da Fraternidade promovidas pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), referem-se mais a luta de classes e reformas político-sociais e econômicas do que ao Evangelho.

Tomemos um exemplo concreto. O boletim da Conferência Episcopal assim descreve a Campanha da Fraternidade de 2010 :

“Lema: Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro (Mt 6,24) Tema: Economia e Vida Objetivo Geral: Colaborar na promoção de uma economia a serviço da vida, fundamentada no ideal da cultura da paz, a partir do esforço conjunto das Igrejas Cristãs e de pessoas de boa vontade, para que todos contribuam na construção do bem comum em vista de uma sociedade sem exclusão”.(6)

Como se vê, não se encontram referências à vida eterna, à salvação das almas, ao pecado, Céu e Inferno. É um linguajar puramente político, de luta de classes, que espanta os fiéis desejosos de ouvir falar das verdades eternas. A referência a “uma sociedade sem exclusão” baseia-se no conceito marxista de que a riqueza dos ricos é constituída mediante a exclusão ou opressão dos pobres. (Sem querermos nos aprofundar, notemos de passagem o caráter “ecumênico” dessas campanhas, que colocam a Igreja Católica não como a única Igreja de Cristo, mas apenas como uma das “Igrejas Cristãs”, entre outras. Isso não facilita o proselitismo das seitas protestantes?).

O hino da Campanha dos Bispos para este ano tem a seguinte estrofe:

“Levem a todos meu chamado à liberdade (Cf. Gl 5,13) Onde a ganância gera irmãos escravizados. Quero a mensagem que humaniza a sociedade Falada às claras, publicada nos telhados. (Cf. Mt 10,27).”(7)

Em suma, a Teologia da Libertação é um veículo religioso a serviço da revolução, conforme a apresentava o Pe. Gustavo Gutierrez, considerado o “pai” dessa corrente, em seu livro Teologia da Libertação, de 1971:

“O homem latino-americano [...] na luta revolucionária liberta-se de algum modo da tutela de uma religião alienante que tende à conservação da ordem.”(8)

Considerando a Santa Igreja uma “religião alienante” (conceito marxista: “A religião é ópio do povo”, na frase de Marx), os teólogos da libertação e seus seguidores procuram construir uma igreja “desalienada”, que tende, não “à conservação da ordem” mas à sua subversão.

A consequência é que os fiéis, cansados dessa “religião desalienada”, revolucionária e materialista, centrada em questões econômicas e sociais, acaba muitas vezes apostatando tragicamente, da única e verdadeira Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. Vão procurar alhures as palavras de conforto da religião e de guia para sua vida moral: “A quem iremos, Senhor, só tu tens palavras de vida eterna” (Jo 6,68).

Acordarão, por fim, os Senhores Bispos brasileiros e se darão conta de que a missão precípua da Igreja não é oferecer solução para os problemas econônicos e sociais, menos ainda procurar estabelecer uma sociedade igualitária, mas sim salvar as almas? Ou continuarão eles enfeitiçados pela miragem utópica da Teologia da Libertação?

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Notas:

1. Denise Menchen-Fabio Brisolla, “Católicos passam de 93,1% para 64,6% da população em 50 anos, aponta IBGE” in Folha de S. Paulo, 29/06/2012 edição on line. http://www1.folha.uol.com.br/poder/1112382-catolicos-passam-de-931-para-646-da-populacao-em-50-anos-aponta-ibge.shtml

2. Artigo “A fé dos brasileiros” In O Estado de São Paulo, 26 maio 2012, edição online. http://estadaodados.com/html/religiao/

3. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Censo 2010: número de católicos cai e aumenta o de evangélicos, espíritas e sem religião, http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=2170&id_pagina=1.

4. Ver, p. ex., Narcizo Makchwell Coimbra ((Universidade Federal de Goiás)), O protestantismo de imigração no Brasil: “Um dos principais fatores que contribuiu para a propagação da ideologia protestante no país foi o surto de imigração no século XIX .... Constatamos que uma das conseqüências mais importantes do protestantismo de imigração é o fato de que esse ajudou a criar condições que facilitaram a introdução do protestantismo missionário no Brasil.” www.congressohistoriajatai.org/anais2007/doc%20(35).pdf

5. “Censo revela que católicos permanecem maioria no Brasil”, O SÃO PAULO, 03 Julho 2012, http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/?q=node/142144. (Note-se, de passagaem, o tom ainda otimista do órgão da Arquidiocese de São Paulo. )

6. “Campanha da Fraternidade 2010 – Ecumênica”, http://www.cnbb.org.br/site/campanhas/fraternidade/2173-historico-das-cfs.

7. http://cnbb.org.br/site/images/stories/Hinocf2013.pdf. 8. G. Gutiérrez, Teologia da Libertação, Edição brasileira, Vozes, Petrópolis, 1975, p. 67.

São Paulo, domingo, 8 de julho de 2012

Solene inauguração dos cursos do Instituto Europeu de Ciências Sociais

Autor: Edson   |   14:31   Seja o primeiro a comentar



Nelson R. Fragelli

A Federação Pro Europa Cristã coordena esforços de várias associações europeias em prol da salvaguarda dos princípios cristãos na Europa. Sua atuação pública desenvolve-se particularmente em Bruxelas, onde ela mantém junto a membros do Parlamento Europeu um serviço de informação e documentação, além de ativa cooperação pelo reconhecimento institucional dos princípios morais e sociais de inspiração cristã.

Dentro de suas atribuições, a Federaçãoestabelece relações e organiza intercâmbios com associações afins de outros continentes que buscam análogas finalidades. Entre esses objetivos está a formação de jovens.

Com essa finalidade, em 2011 foi fundado na “Villa La Clairière”, sede francesa da Federação,localizada em Creutzwald, na região da Mosela, oInstituto Europeu de Ciências Sociais (IESS em francês). O Instituto já vem promovendo cursos de formação e ensino em diversos campos: cultural, artístico, histórico, jurídico, sociológico, filosófico e mais especificamente ciências humanas e sociais.

“La Clairière” dispõe de ambiente propício aos estudos e à reflexão. Localizada à orla de uma floresta histórica, a casa foi construída há pouco mais de um século para ser a residência do diretor das minas de carvão circunvizinhas. Suas salas de aula e acomodações criam condições favoráveis ao estudo. O silêncio e a distância da agitação das cidades modernas favorecem a reflexão. As minas cessaram todo funcionamento há décadas. A casa do diretor foi abandonada. Quando a Federação a comprou, em 2003, seu estado era desolador. E a pequena cidade de Creutzwald, que lamentava a transformação em ruína de uma casa outrora imponente, alegrou-se com sua renovação. Desde então, em boa parte, acorre satisfeita às conferências, reuniões e visitações, promovidas pela Federação nesse local.

* * *

O Cardeal Walter Brandmüller dirige a palavra aos presentes
No dia 20 de abril p.p. deu-se a inauguração oficial do Instituto [www.iess-eu.org] com a presença de seus diretores e professores. A data foi escolhida em função da passagem pela sede do Instituto do Cardeal de Cúria Walter Brandmüller, a caminho de Trier (Alemanha), onde presidiria a grande peregrinação à Santa Túnica de Nosso Senhor Jesus Cristo, especialmente exposta neste ano. A Aula Inaugural do curso foi proferida pelo Prof. Charles Zorgbibe, docente da Universidade da Sorbonne (Paris), especialista em relações internacionais. O tema de sua Aula foi Talleyrand e o congresso de Viena. Igualmente aplaudido foi o discurso do prefeito de Creutzwald, Jean-Luc Wozniak.

Bávaro como Bento XVI, a quem conhece de longa data, o Cardeal Brandmüller vive em Roma, tendo sido diretor do Pontifício Comitê de Ciências Históricas e se especializado em história dos concílios. Sua longa amizade com diretores de associações componentes da Federação levou-o a aceitar o convite para presidir a inauguração do Instituto. Não só isso, Sua Eminência declarou-se próximo das finalidades do Instituto, entre as quais está o propósito de “dar alma a uma Europa em contínua descristianização”. Sua presença atraiu autoridades, sacerdotes e personalidades locais bem como o público da região desejoso de estar com um Cardeal da Santa Igreja. A maioria aproximava-se de um Cardeal pela primeira vez.

O público se interessava pelas matérias a serem ministradas nos cursos. A classificação dos temas obedece a critérios que os tornam adequados ao nível de formação dos alunos — o qual varia segundo o país de origem, a idade e ao interesse demonstrado. O currículo é exposto em três ciclos hierarquizados: 1– contato com a informação; 2– interpretação objetiva dos conhecimentos adquiridos; 3– aplicação prática dos dados informativos adquiridos.

A Santa Túnica de Nosso Senhor Jesus Cristo

Quase todas as pessoas que compareceram à inauguração doInstituto na “Villa La Clairière” tomaram seus ônibus, no dia seguinte, dirigindo-se à cidade de Trier (Alemanha), onde formariam um grupo de peregrinos a fim de venerar uma das mais preciosas relíquias da Cristandade — a Túnica inconsútil de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Segundo o Evangelho de São João, as vestes de Nosso Senhor foram distribuídas entre os soldados romanos após a crucificação. Elas constavam de quatro peças. A túnica que o Salvador usava por baixo das outras peças do vestuário não foi cortada, mas dada a um dos soldados após sorteio: eles a estenderam no solo e lançaram sorte sobre ela. Não quiseram cortá-la, pois viram que ela era inconsútil, isto é, tecida de um extremo a outro sem costuras: “Quando crucificaram Jesus, os soldados repartiram as suas vestes em quatro partes, uma parte para cada soldado. Deixaram de lado a túnica. Era uma túnica sem costura, feita de uma peça única, de alto a baixo” (Jo 19,23-24). O Evangelho de São João narra expressamente este fato enquanto cumprimento de profecia feita no Antigo Testamento (Cfr. Salmo 22, 19).

Peregrinos venerando a santa relíquia

De acordo com a Tradição, deve-se a Santa Helena a vinda da Santa Túnica para Trier. A santa era mãe do imperador romano Constantino, o Grande. O fato é comprovado por fontes históricas do século XII que narram acontecimentos eclesiásticos medievais da cidade de Trier.

A Santa Túnica foi mencionada pela primeira vez em documento datado de 1º de maio de 1196, quando o arcebispo D. Johann I consagrou o altar-mor da catedral de Trier, nele encerrando essa preciosa relíquia. Com a conservação dessa relíquia o bispado de Trier superava o renome da abadia de Prüm, possuidora em seu tesouro, desde o ano de 752, das sandálias de Nosso Senhor Jesus Cristo, oferecidas pelo rei Pepino, o Breve.

Quando o Imperador alemão Maximiliano I veio a Trier, por ocasião da Dieta de 1512, pediu para venerar a Santa Túnica. O arcebispo D. Richard de Greiffenklau procedeu então à abertura do altar em presença do imperador, como também de muitos bispos e prelados. Depois da Santa Missa, celebrada em memória da falecida esposa do imperador, os cidadãos clamaram, ruidosamente, solicitando que a Santa Túnica fosse exposta à veneração pública. O capítulo da catedral preparou uma sacada, na fachada ocidental do templo, na qual várias exposições foram feitas aos habitantes e peregrinos. Estas exposições são atestadas por vários quadros daquela época, em madeira entalhada.

Até 1517 as peregrinações se sucediam anualmente. Por disposição do Papa Leão X, elas passaram a realizar-se de acordo com as determinações do Centro de Peregrinações de Aachen (capital do império carolíngio). Assim, o Centro estabeleceu os anos das peregrinações seguintes: 1524, 1531, 1538 e 1545. Por causa de confrontações bélicas e as tropelias desencadeadas pela eclosão do Protestantismo, a sucessão regular das peregrinações foi perturbada.

Por medida de segurança, a Santa Túnica foi conservada durante mais de 140 anos entre — 1628 e 1794, com algumas interrupções — na fortaleza de Ehrenbreitstein, perto de Coblença. Nessa mesma fortaleza, em 4 de maio de 1765, o bispo D. Johann IX Philipp de Walderdorff permitiu sua exposição solene, a qual recebeu numerosos peregrinos. O último arcebispo de Trier, D. Clemens Wenzeslaus, levou a relíquia para Augsburg, e de lá ela só voltou novamente para Trier em 1810.

Antiga menção literária da Santa Túnica pode ser encontrada no drama Orendel, narrado em versos, escrito por volta de 1190.

As condições da relíquia são hoje difíceis de determinar. O tecido atual está recoberto de camadas de diferentes materiais. Essas camadas são o resultado de precauções, as quais as autoridades eclesiásticas se viram obrigadas a permitir, a fim de melhor proteger a Túnica no momento das exposições. Os materiais são de idades diferentes e parcialmente danificados, fragmentados ou remendados. A parte central da peça é constituída de um tecido cuja forma e tessitura são imprecisas e perfuradas.

Uma comissão eclesiástica de inquérito – à qual pertenceram como peritos os clérigos Alexander Schnütgen e Stephan Beißel – qualificou o material castanho da preciosa relíquia como "linho ou algodão".

A diocese Trier descreve em seu Website, neste ano, a condição em que se encontra a relíquia, apoiando-se num relatório de estudos têxtil-históricos, nos seguintes termos: “A parte da frente da Túnica, tal como ela hoje se apresenta, é constituída de seda acetinada, de tule castanho e de tafetá esverdeado. Neste tafetá encontra-se uma camada de antigos fragmentos de tecidos interligados por cola vegetal. A parte de trás é constituída de tecido de seda acetinada, de tule castanho, de uma fina camada de gaze, de tafetá sedoso esverdeado, de uma camada de feltro e de outra camada suplementar de feltro e de gaze de seda. Supõe-se que fibras de lã constituem hoje, em parte desfeitas, o núcleo do tecido principal. A datação não pode mais ser precisamente determinada”.

No Website da diocese constava, em 2006, esta afirmação taxativa que melhor reflete a autenticidade da Santa Túnica: “Independentemente da questão da ‘autenticidade material’ da Santa Túnica, pode conter a verdade histórica desta o fato de os Cristãos venerarem há 800 anos a Túnica de Cristo como sinal da presença do Deus feito Homem na pessoa de Jesus de Nazaré. Isto é incontestável e esta ‘autenticidade espiritual’ é certamente mais importante do que qualquer resposta à pergunta: ‘A Túnica é propriamente autêntica?’”

Fonte: Revista Catolicismo

São Paulo, sábado, 7 de julho de 2012

Dilma, você não é simpática

Autor: Edson   |   12:28   Seja o primeiro a comentar



Na foto acima, a presidente Dilma aparece ao lado de Sérgio Cabral e Eduardo Paes, durante a entrega de uma unidade habitacional no Rio de Janeiro. (Foto: Fernando Souza / Agência O Dia)

Além do aspecto ideológico de seu governo, alheio ao verdadeiro rumo que o Brasil deveria seguir, ao ver diversas fotos e discursos da Dilma, tenho vontade de repetir uma frase de um amigo mineiro: "Dilma, você não é simpática".

São Paulo, sexta-feira, 6 de julho de 2012

ACI - Governo falta com a palavra e promove o aborto, alertam pró-vidas de São Paulo

Autor: Edson   |   17:18   Seja o primeiro a comentar



SÃO PAULO, 06 Jul. 12 / 04:15 pm (ACI).- Em um texto aprovado em reunião extraordinária de 23 de junho o presidente da comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1, Dom Benedito Simão, bispo de Assis (SP), assinou um texto denunciando que, ao contrário das promessas feitas pela então candidata Dilma Rousseff de não promover o aborto no Brasil, o governo brasileiro vem aprovando medidas que poderiam resultar, na prática, na sua aprovação irrestrita.

Segundo recorda o texto da Comissão: “No dia 16 de outubro de 2010, a então candidata a Presidente da República, Dilma Rousseff, assinou uma carta de compromisso na qual afirmava: “Sou pessoalmente contra o aborto e defendo a manutenção da legislação atual sobre o assunto. Eleita Presidente da República, não tomarei a iniciativa de propor alterações de pontos que tratem da legislação do aborto e de outros temas concernentes à família”.

Entretanto, no mesmo mês de outubro de 2010, o Diário Oficial da União publicava a prorrogação, até fevereiro de 2011, do termo de cooperação Nº 137/2009, assinado alguns dias antes pelo governo Lula, criando no Ministério da Saúde um grupo de “estudo e pesquisa para despenalizar o aborto no Brasil e fortalecer o SUS”. Um novo termo de cooperação Nº 217/2010 foi publicado no Diário Oficial do dia 23/12/10 para criar um “grupo de estudo e pesquisa para estudar o aborto no Brasil e fortalecer o SUS”. Do nome do grupo foi retirado o termo “despenalizar”, mas os demais nomes e detalhes são os mesmos que favorecem a agenda abortista.

Este novo termo de cooperação foi prorrogado através de nova publicação no Diário Oficial de 22/12/11 e novamente prorrogado com publicação no Diário Oficial de 09/01/12 para vigorar até 30/08/12, já durante o governo Rousseff.

“Se a Presidente Dilma fosse coerente com o que escreveu na carta de 16 de outubro, logo eleita, acabaria com este grupo de estudo e pesquisa. Mas não foi isto que ela fez”, denuncia o texto.

A escolha de Eleonora Menicucci para o gabinete da Presidente Dilma também foi criticada.

“Em fevereiro deste ano, a Presidente Dilma designou a socióloga Eleonora Menicucci para Ministra da Secretaria de Políticas das Mulheres. A nova Ministra, que também integra o grupo de estudo sobre o aborto, fez apologia do mesmo, relatou ter-se submetido pessoalmente duas vezes a esta prática e afirmou que levaria para o governo sua militância pelos “direitos sexuais e reprodutivos das mulheres” como afirmou o Jornal A Folha de São Paulo em sua edição de 7-2-2012.

“As decisões e os atos de uma pessoa falam mais alto do que as palavras faladas ou escritas. Com a designação de Eleonora Menicucci como Ministra das Políticas para as Mulheres, a Presidente Dilma rasgou a carta de 16 de outubro de 2010, pois entrou em contradição com o compromisso assumido naquele documento”, assevera o texto da comissão em defesa da vida do regional Sul 1 que corresponde ao estado de São Paulo.

Talvez a denúncia mais grave do texto seria o fato que o governo brasileiro “estaria implantando, através do Ministério da Saúde, uma nova estratégia, desenvolvida pelos promotores internacionais do aborto, para difundir esta prática, burlando a lei sem, por enquanto, modificá-la”. Segundo esta estratégia, “o sistema de saúde passará a acolher as mulheres que desejam fazer aborto e as orientará sobre como usar corretamente os abortivos químicos, garantindo em seguida o atendimento hospitalar, e serão criados centros de aconselhamento para isso”.

Segundo declarações da Ministra Menicucci à imprensa orientar as mulheres às clínicas de aborto não constitui um delito, Para a ministra, “somente é crime praticar o próprio aborto”, “não é crime orientar uma mulher sobre como praticar o aborto”.

“Como coroamento de todo este trabalho de difusão da prática do aborto, mesmo deixando as leis como estão, o Correio Braziliense, do dia 9 de junho, noticia a possibilidade por parte do Ministério da Saúde de liberar para o público a venda de drogas abortivos, atualmente em uso somente nos hospitais”, denuncia ainda o texto assinado pelo bispo de Assis (SP).

“De fato, esta é a política da Presidente Dilma: incentivar e difundir o aborto, favorecendo os interesses de organismos internacionais que querem impor o controle demográfico aos países em desenvolvimento, mesmo se isto leva a Presidente a desrespeitar a vontade da maioria do povo brasileiro, que é contrária ao aborto, e a infringir as mais elementares regras da democracia”.

“Não queremos que a Presidente Dilma faça pronunciamentos por palavras ou por escrito, queremos fatos:
1. A demissão imediata da Ministra Eleonora Menicucci da Secretaria das Políticas para as Mulheres.
2. A demissão imediata do Secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães, que está coordenando a implantação das novas medidas a serem tomadas por esse Ministério.
3. O rompimento imediato dos convênios do Ministério da Saúde com o grupo de estudo e pesquisa sobre o aborto no Brasil”.

Assim conclui o texto da Comissão liderada por Dom Benedito Simão, quem na ocasião do 4º encontro das comissões diocesanas em defesa da vida do seu Regional, no dia 16 de junho deste ano, encorajou os presentes a seguirem lutando contra o aborto, já que toda vida nascente é a vida de um filho de Deus, “e Deus jamais nos aborta”.

São Paulo, quinta-feira, 5 de julho de 2012

Refutação dos mitos ecológicos

Autor: Edson   |   16:34   Seja o primeiro a comentar


Sobre o Ambientalismo…

Você sabia que:

Segundo estudo da Embrapa ilustrado no mapa ao lado, dos 8,5 milhões de km2 do território brasileiro, apenas 2,1 milhões são utilizados por áreas urbanas e industriais, estruturas viárias e exploração agropecuária, silvícola e extrativa em geral. Isto representa apenas 25% do território nacional.

Está nos desígnios de Deus que os recursos naturais estão aí para serem racionalmente explorados. As Sagradas Escrituras afirmam no Gênesis: “Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Então Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra. Disse-lhes mais: Eis que vos tenho dado todas as ervas que produzem semente, as quais se acham sobre a face de toda a terra, bem como todas as árvores em que há fruto, que dê semente; ser-vos-ão para mantimento” (Gênesis, 1, 27-29).

Está nos desígnios de Deus que os recursos naturais estão aí para serem racionalmente explorados. O território brasileiro não é um jardim botânico nem um jardim zoológico. Precisa ser desenvolvido e sabiamente explorado,compatibilizando o desenvolvimento da agropecuário com a preservação do meio ambiente.


Falso dilema: Agropecuária X meio-ambiente

Você sabia que …

…O Brasil é um dos países ecologicamente mais bem preservados do mundo e que mantém ainda 69% de sua vegetação natural e 28,3% das florestas originais do planeta.

…. A Amazônia tem 86% de vegetação nativa preservada. O Pantanal 80%.

… O Brasil possui a maior área protegida do mundo.Entre parques, reservas e terras indígenas, as áreas protegidas ocupam hoje 30% do território nacional, quando a média mundial é de 10%.

… O mundo emitiu 31,5 bilhões de toneladas de gás de origem fóssil em 2008. A China respondeu por 21% das emissões mundiais (6,5 bilhões de toneladas), seguida pelos EUA (19%), Rússia (5,5%), Índia (4,8%) e Japão (3,9%). Esses cinco países somam 53,4% das emissões planetárias.E o Brasil – quinto maior país do mundo –emitiu apenas 1,4%.

… A agricultura exerce um papel gigantesco na preservação ambiental. Ela é capaz de apresentar soluções para conservação da água e da biodiversidade. Além de alimentos e fibras, ela garante uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo. 47,3% da energia brasileira provém de fontes renováveis (cana-de-açúcar, hidrelétricas, lenha, biodiesel, etc.), em comparação com a média mundial de 18,6%.

… A produção de grãos aumentou 273% no Brasil enquanto a área plantada cresceu apenas 27%, (entre 1976 e 2010). Em um mesmo hectare o agricultor produz, em média, duas vezes e meia mais milho, trigo, arroz, soja e feijão.

….Em 1970, um agricultor brasileiro produzia alimentos para 73 pessoas, e, em 2010, o número saltou para 155 pessoas.

… A sustentabilidade é uma questão técnica, e não de crença ou boa vontade.Em 30 anos, o país deixou a posição de importador de alimentos para tornar-se um dos maiores exportadores mundiais de produtos agrícolas, graças aos ganhos constantes de produtividade.

E portanto, opor a agropecuária ao meio-ambiente é um falso dilema. A preservação do meio-ambiente não somente é compatível com o desenvolvimento agropecuário,mas este último vem tendo um papel insubstituível nesta tarefa.

Momento histórico da agropecuária

Você sabia que …

… Nosso produtor rural é um herói? Apesar de todas as perseguições ideológicas, ele projetou a agropecuária brasileira para o mundo como grande celeiro do futuro.

… Ele alimenta nossa população com comida farta e cada vez mais barata. Além disso, produz um excedente tornando o nosso país o segundo maior exportador de grãos do mundo.

… Ele produz 75% de todo o suco de laranja comercializado no mundo e 40% de todo o café; ele é o maior exportador de soja e de 40% de todo o açúcar exportado no mundo; produz o equivalente a 500 mil barris de etanol por dia.

… Ele possui o maior rebanho bovino comercial do mundo, é o maior exportador de carne bovina, o segundo e o terceiro maior exportador de frangos e suínos.

… Ele emprega cerca de 17 milhões de pessoas e deverá gerar mais 6 milhões de ocupações, ou seja, 34% dos empregos que serão gerados em toda a economia de 2010 a 2022.

… Ele garantiu o superávit da balança comercial de mais de 400 bilhões de dólares em 10 anos. Graças à agropecuária, o Brasil pagou o FMI, fez uma reserva de 300 bilhões de dólares e ainda vem superando sem maiores percalços a crise econômica que assola o resto do mundo.

… Segundo a FAO, o Brasil é o país com maior potencial de crescimento agrícola do mundo. E que o país com melhores condições para suprir as necessidades mundiais de alimentos nos próximos 40 anos.

… O valor da cesta de alimentos caiu mais de 5% ao ano na cidade de São Paulo, em termos reais, entre 1975 e 2005. Antes, uma família brasileira gastava 48% de sua renda com alimentos, e hoje gasta cerca de 20%. Isso tudo graças ao progresso científico no campo agropecuário e sua aplicação prática pelos agropecuaristas brasileiros.

… Ele é o responsável pela ascensão da classe baixa para a média. Há 30 anos, um salário mínimo comprava 70% de uma cesta básica, e atualmente o mesmo salário compra duas cestas. Em decorrência disso, as classes de renda média e baixa não apenas puderam consumir mais e melhores alimentos, como elevaram seu poder de compra de produtos industriais.

… Diante disso, é inaceitável que o Brasil abra mão da sua capacidade produtiva, deixando assim de contribuir para a redução da pobreza, já tendo a maior área de preservação do mundo.

Então, queremos saber qual a razão de tanta insistência em perseguir os produtores rurais?

Você sabe?

Os mitos do “ambientalismo”

Você sabia que …

…O aquecimento global é um mito sem fundamento científico.E que os mais renomados cientistas o contestam. As mudanças climáticas históricas desmentem o aquecimento causado pelo CO2.

… O CO2 é o gás da vida. Não produz poluição nem o falso efeito estufa. Ele é um gás natural responsável pelo crescimento das plantas. Se eliminarmos o CO2 da atmosfera, a vida cessaria na Terra.

… Os vulcões, com duas erupções no século XX, lançaram mais dióxido de enxofre do que toda a Revolução Industrial do século XIX até hoje.

…A gélida Groenlândia ganhou esse nome porque já foi “terra verde” durante o benéfico aquecimento medieval chamado “período quente medieval” (MWP). E que lá floresciam plantações e pastagens. E que as temperaturas na Europa já foram maiores que as atuais. Cultivavam-se uvas no norte da Inglaterra.

…Nas geleiras da Sibéria encontraram um Mamute congelado de pé e que tinha ainda restos de capim entre os dentes.

… James Lovelock, o pai da ‘hipótese Gaia’, se retratatou. Além de fazer o mea culpa, ele reconhece o falso alarmismo dos ecologistas. Lovelock chegou a afirmar, em 2006, que antes do fim do século bilhões de homens teriam morrido e os poucos que sobrevivessem ficariam no Ártico, onde o clima ainda seria tolerável. E que agora ele reconhece ter extrapolado demais. Para ele “o problema é que não sabemos o que o clima vai fazer. Há 20 anos nós achávamos que sabíamos. Isso nos levou a escrever alguns livros alarmistas – o meu inclusive – porque parecia evidente, porém não aconteceu”.

… O livro The Population Bomb do ecologista Paul Ehrlich de 1968, quando a população mundial era de 3,5 bilhões, previa que, como resultado da superpopulação, centenas de milhões de pessoas morreriam de fome nas décadas seguintes.

… Revelou-se falsa a previsão de Paul Ehrlichem 1971: “até o ano de 2000, o Reino Unido será simplesmente um pequeno grupo de ilhas empobrecidas, habitadas por cerca de 70 milhões de famintos”.

… A população mundial dobrou e as previsões alarmistas de Malthus e Ehrlich jamais se concretizaram. Pelo contrário, o percentual de subnutridos nos países em desenvolvimento, em relação ao total da população, vem apresentando uma firme tendência declinante há quatro décadas, tendo baixado de 33% em 1970 para 16% em 2004. Isso, graças às novas tecnologias e ao crescimento exponencial da produtividade,

… O gelo do Ártico já derreteu entre 1920–1945, quando o homem lançava na atmosfera menos de 10% do carbono que lança hoje. Não se pode negar que a temperatura global, nos últimos 100 anos, teve aumento cíclico da ordem de 0,7°C. Porém isso aconteceu por processos naturais, e não antrópicos – isto é provocado pela ação do homem – sobre a vegetação e pela queima de combustíveis fósseis.

… “Na verdade o aquecimento global parou e está começando um resfriamento. Nenhum modelo de clima previu esse resfriamento da Terra, muito pelo contrário. Isto significa que as projeções de clima futuro não são dignas de confiança”. (Prof. Henrik Svensmark)

Então queremos saber que mistério há por detrás desse pânico ecológico que, além de custar bilhões de dólares ameaça paralisar o futuro do Brasil e travar o enriquecimento dos povos?

Ambientalismo: uma “nova religião”?

… A Carta da Terra pretende substituir os Dez Mandamentos. Como um novo Moisés, Gorbachev (ex-primeiro ministro soviético) anunciou a Carta da Terra: “O manifesto de uma nova ética para o novo mundo: o Decálogo da Nova Era. É a base de um novo código universal de conduta, que deve reger o mundo a partir de 2000. Esses novos conceitos devem ser aplicados a todo o sistema de ideias, moral e ética e proporcionar uma nova forma de vida. O mecanismo que usaremos será a substituição dos Dez Mandamentos pelos princípios contidos na presente Carta ou Constituição da Terra”.

… Divinizar a natureza é a meta dos ambientalistas “panteístas”. O Sr. José Lutzemberg, ex-Secretário do Meio Ambiente e um dos líderes desse grupo explica essa concepção no artigo “Gaia, O planeta vivo”: “A diferença entre os biólogos convencionais, apenas científicos, e os ecologistas está na veneração. Para o ecologista a natureza não é simples objeto de estudo e manipulação, é muito mais, ela é algo de divino; não tenham medo desta palavra, é sagrada. E nós humanos somos apenas parte dela”.

… E que ambientalistas notórios revelam seus objetivos: socialismo, igualitarismo, miserabilismo, catastrofismo e totalitarismo.

Hugo Chávez, presidente da Venezuela (Declarações na COP-16, em Cancún): “Os países capitalistas são os maiores assassinos do clima”.

Evo Morales, presidente da Bolívia (Entrevista coletiva na COP-15, em Copenhague): “Se quisermos salvar a Terra e a humanidade, não temos alternativa a não ser acabar com o sistema capitalista”.

Carlos Walter Porto-Gonçalves, geógrafo: “A questão ecológica é fundamental no debate sobre Reforma Agrária. O aquecimento global acaba criando uma oportunidade fantástica. O campesinato, assim como as populações indígenas, passam a adquirir papel central no debate sobre o futuro da humanidade. Os males que nós estamos vivendo derivam todos do capitalismo”.

Leonardo Boff, ex-frade, teólogo da libertação (Uma Silva sucessora de um Silva? – Agência Adital): “A roda do aquecimento global não pode mais ser parada. A Terra como conjunto de ecossistemas já se tornou insustentável, porque o consumo humano, especialmente dos ricos que esbanjam, já passou em 40% de sua capacidade de reposição. Esta conjuntura pode levar a uma tragédia ecológico-humanitária de proporções inimagináveis e, até pelo final do século, ao desaparecimento da espécie humana”.

As fontes das citações desse folheto encontram-se no livro AMBIENTALISMO – Preservação da Natureza ou Cavalo de Troia? Considerações sobre o Código Florestal

Você vai se deixar enganar por este Cavalo de Troia?

O enorme cavalo de madeira – deixado como presente pelos gregos aos troianos, com quem guerreavam – entrou para a legenda como cavalo de Troia. Em vez de presente, tratava-se na verdade de uma armadilha. Os guerreiros escondidos no bojo do artefato, uma vez dentro da cidade inimiga, “apearam” durante a noite e abriram as portas da praça forte para os combatentes gregos.

Hoje, a ecologia radical – que se revela como uma inquietante “religião ecológica”– desencadeou uma psicose ambientalista que espera enganar a todos. Sob o pretexto de salvar a natureza, ela espalha mentiras, ameaça o bem estar e o enriquecimento legitimo do povo brasileiro. Assim como compromete a missão de nossa pátria de suprir alimentos para o mundo.

E ademais,o que é mais grave, viola o direito de possuir os frutos do próprio trabalho, ou seja viola o direito de propriedade.

Você sabe o que se esconde atrás dessas ONGs e da paranóia ambientalista? O que se oculta no bojo desse cavalo de Troia? Você sabe quais são os meios empregados para subverter a sociedade e destruir o que ainda resta da Civilização Cristã?

Não se deixe enganar pela nova “religião ecológica”. Leia o livro:

Ambientalismo – Preservação da Natureza ou Cavalo de Troia?

Considerações sobre o Código Florestal

Participe dessa Campanha Paz no Campo, juntamente com o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira.

São Paulo, segunda-feira, 2 de julho de 2012

Enquanto as FARC rearticuladas atacam, seus opositores militares purgam na cadeia!

Autor: Helio Dias Viana   |   18:28   2 comentários



A Colômbia sob o governo de Álvaro Uribe era o único país latino-americano que vinha tomando uma atitude firme e coerente em face da subversão comunista coadjuvada pelo bloco bolivariano, travando contra as FARC uma vitoriosa guerra, em visível contraste com a política entreguista e concessiva dos governos anteriores.

Contudo, colaboradores da narcoguerrilha aninhados em movimentos de direitos humanos e Ongs da mesma orientação, prevalecendo-se de uma brecha deixada por Uribe – a transferência do foro militar para a alçada civil – vêm obtendo das instâncias judiciais a prisão de milhares de militares, acusando-os da prática de crimes diversos.

Entre eles encontra-se a elite das Forças Armadas, cujos membros são detentores de uma inigualável folha de serviços prestados à Colômbia e, por consequência, ao continente. Assim, nada menos que seis generais, trinta coronéis, centenas de oficiais e suboficiais figuram entre os 2.420 militares atualmente presos.

Estão, por exemplo, nessa situação, o general Del Río e o coronel Plazas, ambos da reserva. O primeiro foi o mais destacado comandante militar colombiano na luta contra a subversão, tendo sido destituído pelo governo claudicante do ex-presidente Andrés Pastrana por imposição das FARC. E o segundo ficou imortalizado pela sensacional invasão e resgate, em 1985, do Palácio de Justiça (foto acima), ocupado por terroristas do M-19. Enquanto o general Del Río aguarda na prisão há cinco anos por julgamento, o coronel Plazas foi recentemente sentenciado a pagar 30 anos de reclusão por conta de uma acusação cujo autor se desconhece...

Figuram ainda, entre os presos, um coronel que foi um dos militares mais condecorados, considerado um dos maiores oficiais colombianos de todos os tempos (na prisão há cinco anos aguardando julgamento), e o major responsável pela organização e execução da espetacular Operación Jaque (xeque-mate), em decorrência da qual foram libertados, sem necessidade de um só tiro, Ingrid Bettancourt e diversos reféns da narcoguerrilha farcista.

Enquanto defensores da Pátria são assim jogados inexoravelmente nas prisões, ex-guerrilheiros ocupam cada vez mais posições de destaque no cenário político, chegando alguns deles à desfaçatez de propor o desarmamento das pessoas honestas. E os ataques terroristas crescem ao mesmo tempo em todo o país, um dos quais foi perpetrado recentemente em movimentada artéria de Bogotá, ceifando a vida de dois guarda-costas do ex-ministro da Justiça, Fernando Londoño, ferindo a este e diversas pessoas do público.

A ofensiva contra as Forças Armadas adquiriu tal proporção que “El Tiempo”, o principal jornal colombiano, noticiou em sua edição de 25 de junho de 2012, que dos 2.420 militares atualmente presos, somente 16% foram julgados. E que outros cinco mil encontram-se sob investigação. Mas que os atualmente presos que assinarem um termo de aceitação prévia de culpa – de acordo com o referido jornal, 2.200 já o fizeram – terão suas penas mitigadas.

Segundo o jornal, essa clamorosa situação levou o presidente da Associação Colombiana de Oficiais da Reserva, general Jaime Ruiz, a declarar: “Os militares não estão combatendo. Como o país se encontra hoje e com as garantias que está dando a seus soldados, não vale a pena defendê-lo”. A esta declaração – que ele diz traduzir o pensamento dos oficiais da ativa que não podem falar – soma-se uma dura carta enviada pelos militares da reserva ao presidente Juan Manuel Santos, na qual a certa altura dizem: “A Colômbia é o único país do mundo que enfrenta um conflito armado com legislação de paz e sem foro militar”.

“El Tiempo” conclui: “O certo é que muitos dos militares que ontem foram heróis públicos hoje estão na iminência de passar a metade de suas vidas na cadeia”.

Nossa conclusão é que, em nome dos “direitos humanos”, está sendo sacrificada a liberdade não só de valorosos militares injustamente punidos por terem ousado punir a subversão em defesa da Pátria ameaçada, mas a de 45 milhões de colombianos agredidos pelas FARC e que consideram suas Forças Armadas como a instituição de maior credibilidade do País.

São Paulo, quinta-feira, 28 de junho de 2012

ATENÇÃO RECIFE! Inscreva-se para o Fórum “As ameaças do Programa Nacional dos Direitos Humanos-3 continuam”

Autor: Edson   |   20:03   Seja o primeiro a comentar

Segue abaixo notícia importante extraída do site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira.

No dia 04 de julho de 2012, a capital de Pernambuco, Recife, irá receber nomes respeitados no cenário nacional para tratar de um assunto muito sério e que poderá mudar – para pior – o futuro do Brasil.


Se você é de Recife e arredores, não pode deixar de participar do Fórum:


Os conferencistas irão tratar de temas que estão inclusos no PNDH-3 e são verdadeiras barbaridades corrosivas para o Brasil.
  • Príncipe Imperial do Brasil D. Bertrand de Orleans e BragançaA corrosão do direito de propriedade no PNDH-3.
  • Prof. Eduardo Barreto CampelloAs inconstitucionalidades no PNDH-3.
  • Cel. PMESP Jairo Paes de LiraO PNDH no Congresso Nacional. Aborto, “casamento homossexual” e desarmamento.
Faça aqui sua inscrição.

Ou se preferir, ligue para (81) 3222-4816

Contamos com sua participação

São Paulo, quinta-feira, 21 de junho de 2012

Os inseparáveis público e privado

Autor: Helio Dias Viana   |   12:23   1 comentário

Em nossos dias em que o liberalismo levado às suas últimas consequências desfechou – como não poderia deixar de ser – na mais completa libertinagem, um dos argumentos utilizados para se chegar a tal paroxismo foi o de que a vida privada dos indivíduos nada tem que ver com a sua vida pública. Como se aos homens fosse possível “pintar e bordar” individualmente e depois serem bons chefes de famílias ou de empresas, ou administradores públicos exemplares!

Pensar assim seria ignorar a natureza humana, a qual constitui um só todo inseparável, e, portanto, o que se diz aqui dos chefes ou dos administradores vale para qualquer outra atividade ou profissão. Ninguém consegue, ainda que o tente de todos os modos, observar uma conduta externa que não seja uma projeção de sua vida privada.

Um líder, por exemplo, que queira permanecer fiel aos seus princípios e não andar ao sabor da moda e das ideias extravagantes, só conseguirá fazê-lo se na sua vida privada ele for correto. Vale aqui lembrar a sentença de Paul Claudel, citada por Plinio Corrêa de Oliveira em seu célebre ensaio Revolução e Contra-Revolução: “Cumpre viver como se pensa, sob pena de mais cedo ou mais tarde acabar por pensar como se viveu”.


À vista disso, é toda a organização social que se ressente, pois quando os que a compõem não agem segundo esses princípios, ela marcha para a destruição. Quem pode negar, por exemplo, que uma empresa cujo diretor seja chefe de uma família bem constituída, tenha maior possibilidade de êxito do que a de outro que não viva nessas condições? Simplesmente porque o primeiro terá mais condições psicológicas e apoio colateral para levar a bom termo as suas atividades do que o segundo. Situação que depois se transmitirá aos filhos. Nesse sentido, não se pode negar que a indissolubilidade matrimonial contribui eficazmente para o progresso econômico da sociedade e das nações.

O que dizer então dos chefes de Estado, de quem a nação inteira tem o direito de esperar o bom exemplo e aos quais incumbe o dever de dá-lo? O que sobraria hoje de instituições altamente respeitáveis, de cujo seio eram outrora excluídos os que não tivessem boa conduta? Lucraram tais instituições ao abolirem essas normas? Lucraram sequer os seus membros, que se viam assim protegidos? Lucrou a sociedade? 

Não passa, portanto, de uma falácia pensar que seja possível separar a conduta pública da privada sem provocar grandes tragédias. Que o digam os dias em que vivemos!