
Em 2010, durante o
VII Congresso Conservador realizado em Cracóvia, o pesquisador chileno José Antonio Ureta (
foto ao lado), um dos conferencistas daquele evento, tratou sobre um assunto de grande atualidade: a “Ditadura da Tolerância”.
Para deixar nossos leitores a par do tema, o Sr. Ureta foi muito solicito em nos conceder uma entrevista.
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- O que podemos entender por “Ditadura da Tolerância”? Não são palavras contraditórias?
José Antonio Ureta - Em teoria, são contraditórias; na prática, não. É uma outra maneira de exprimir aquilo o que o Papa Bento XVI denuncia como a "ditadura do relativismo".
Se por tolerância se entende que não há verdade nem êrro, nem bem nem mal, e que cada um pode pensar, querer e agir como bem entende, então deixa de haver valores absolutos e limites objetivos que se impõem a todos.
O resultado é que a maioria (ou até uma minoria que se julga "esclarecida") pode impor ditatorialmente aos demais aberrações contrarias à ordem natural.
Por exemplo, obrigar os médicos a praticar o aborto ou aos pais de família a aceitarem babás homossexuais para seus filhos.