Frase

"A Revolução Francesa começou com a declaração dos direitos do homem, e só terminará com a declaração dos direitos de Deus." (de Bonald).
São Paulo, domingo, 5 de novembro de 2006

Umas palavras sobre democracia

Autor: Edson   |   23:01   1 comentário

Fonte: livro "Projeto de Constituinte Angustia o País", Plínio Corrêa de Oliveira

Democracia é a forma de governo em que a direção do Estado cabe ao povo. O pressuposto da democratização política é a igualdade de todos perante a lei.

A situação ideal da democracia é aquela em que a vontade popular é unânime acerca dos assuntos de interesse público. Mas tal situação só muito raras vezes se verifica na prática. E só acerca de questões determinadas. Quando ela ocorre, costuma ser efêmera.

Assim, na democracia se atribui a força decisória não à unanimidade dos cidadãos, mas à vontade da maioria deles.

Nos países de muito pequena população, a democracia se tem exercido pela manifestação direta da vontade de cada cidadão, expressa em reunião plenária, levada geralmente a efeito em logradouro público. A contagem dos votos se faz publicamente e in actu. Tal é a chamada democracia direta.

Esta se exerceu em remotas eras. Por exemplo, nos Estados de dimensões municipais da antigüidade helênica.

Nos países modernos, dado que a amplitude da população e do território tornam impossível tal modo de ser da democracia, esta última se exerce de modo indireto, ou seja, representativo.

Assim, os cidadãos elegem os representantes que votam as leis e dirigem o Estado segundo as inteções do eleitorado. É a democracia representativa.

Sobre a democracia como forma de governo, houveram diversos autores, são eles, entre outros, Thomas Hobbes, John Locke, Jean-Jacques Rossueau, Edmund Burke, Thomas Paine, Benjamim Constant, Stuart Mill, Walter Bagehot.

Quais são os principais obstáculos para o nosso sistema de Democracia Representativa funcionar?

Bem, a relação entre o eleitor e o candidato por ele sufragado, é, em essência, a de uma procuração.

O eleitor confere ao candidato a senador ou deputado de sua preferência um mandato para que exerça o Poder Legislativo segundo o programa que este deve expor normalmente ao conhecimento do eleitorado durante a campanha eleitoral: programa que este se supõe que o eleitor tenha lido previamente, e que ratifica ao dar seu voto ao candidato em questão. Uma vez eleito, o deputado ou senador é assim um mandatário do eleitor.

Segundo a ordem natural das coisas, a normalidade de um ato praticado pelo procurador está condicionada:

1º) à liberdade do mandante no ato de escolha do procurador;

2º) à autenticidade de procuração e a clareza dos poderes e das instruções que a procuração contém;

3º) à expressa aceitação do mandato pelo procurador;

4º) à atuação deste em estrita conformidade com os poderes e as instruções que recebeu.

A faltar alguns destes elementos, a ação do procurador poderá ser tachada de inautêntica.

Sem isto, a democracia não passa de uma fraude.

São Paulo, sábado, 4 de novembro de 2006

Castidade e abstinência freiam a AIDS em Zâmbia

Autor: Edson   |   19:05   Seja o primeiro a comentar

Fonte: www.catolicismo.com.br

Zâmbia alcança sucessos na luta para deter a AIDS, graças à promoção da castidade e da abstinência sexual nas aulas de catecismo, narrou o Pe. Alick Mbanda. E denuncia que “o governo fez muito pouco e tarde demais”. De fato, ONGs financiadas pela ONU e fundações ocidentais promovem a distribuição de preservativos e denigrem a atuação da Igreja. Assim agindo, o governo promove a morte de incontáveis zambianos. O país conta com 1,2 milhão de aidéticos numa população de 11 milhões, e 34% das crianças são órfãs por causa da pandemia.

São Paulo, quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Assim morreu Bayard

Autor: Edson   |   22:48   2 comentários

Fonte: Marcel Brion, "História", nº 329, abril de 1974

Os atiradores eram excelentes. Dois tiros simultâneos: um prostrou por terra mortalmente Jean de Chabannes, senhor de Valdenesse; o outro atingiu Bayard e lhe quebrou a espinha dorsal. "Senhor Jesus!" — bradou, agarrando-se no arção de sua cela para não cair. Aqueles que o rodeavam ouviram-no ainda exclamar: "Senhor Deus, vou morrer!"

Correram para auxiliá-lo, mas todo socorro humano era impotente. Sentindo que suas forças o abandonavam, Bayard tirou sua espada, que havia tanto tempo o acompanhava em todas as pelejas, e que tão bem lutara pela França. Ergueu-a, contemplou-a, depois osculou a cruz que havia no punho, como se quisesse associar, neste gesto, a devoção pelo Redentor e o amor pela arma do cavaleiro.

"Miserere mei, Deus, secundum magnam misericordiam tuam" — escapa de seus lábios contritos. Repentinamente calou-se. Estava mortalmente pálido e oscilava na sela. Jean Joffrey, seu escudeiro, que havia muito tempo o servia fielmente e o escoltava em todas as suas proezas, ajudou seu senhor a descer do cavalo.


À sombra do carvalho

Bayard reabriu os olhos. Com um gesto mostrou um carvalho que havia por perto, e fez sinal de que queria repousar à sombra da árvore venerável. "Desejo esperar a morte vendo de frente meus inimigos — murmurou —. Eu nunca lhes voltei as costas. Pela honra de cavaleiro católico, não é agora que o farei". Um nobre aliado seu aproximou-se, suplicando a Bayard que se deitasse na maca que os soldados haviam feito com suas lanças; mas ele recusou.

Bayard se aproximava de sua última proeza: o encontro face a face com Deus. Por entre seus últimos esforços, ouviram-se dele estes gemidos: "Em cada movimento sinto as dores da morte que me vem buscar".

Seu escudeiro chorava, ajoelhado junto a seu senhor. Bayard, apesar de seu estado, demonstrando um afeto especial, afagou-lhe a cabeça: "Jacques, amigo, enxuga essas lágrimas. É vontade de Deus que eu deixe este mundo. Por Sua graça eu nele fiquei muito tempo, e recebi bens e honras imerecidos. A única coisa que lamento é não ter cumprido meu dever tão bem quanto deveria. Se tivesse mais tempo, corrigiria as faltas passadas; mas se Ele me quer chamar agora, suplico que Ele tenha piedade de mim, pela sua imensa misericórdia. Confio que, pela intercessão de sua Mãe Santíssima, ele olhará para sua misericórdia, e não para meus pecados, que pediriam Sua Justiça punitiva".

Os inimigos assomam ao longe, dirigindo-se em carga de cavalaria a Bayard e seus companheiros. Querendo poupar sacrifícios a seus pares e súditos, Bayard logo pediu que o deixassem, mas eles com galhardia não acederam.

Então o nobre cavaleiro pediu a seu escudeiro que o ouvisse em confissão, pois ali não havia sacerdote que pudesse escutar suas faltas e lhe dar a absolvição. Ao preboste de Paris, Sr. d’Alègre, ele confiou seus últimos desejos.


Despedida dos seus

Depois disso ele suavemente afastou de si os que o rodeavam: "Senhores, eu vos suplico, ide-vos. Do contrário, caireis nas mãos dos inimigos, e isto não me será de nenhum proveito, porque me sentirei culpado. Adeus, meus bons senhores e amigos. Recomendo às vossas orações minha alma pecadora. Eu vos suplico, senhor d’Alègre, que saudeis por mim o rei, nosso senhor. Dizei-lhe quanto lamento não ter podido servi-lo por mais tempo e como eu muito gostaria. Saudai também os senhores príncipes, todos os meus companheiros e todos os gentis-homens da doce França, quando os virdes".

Eles insistiram em ficar, segurando mesmo suas vestes, mas ele os repeliu com uma afetuosa insistência; e como quisessem resistir, fez um gesto: "Eu ordeno!" Docilmente eles se despediram. Entre lágrimas, beijaram-lhes as mãos, enquanto crescia o grupo de cavaleiros inimigos. Via-se o brilho dos capacetes e o movimento dos estandartes.

Joffrey era o único junto dele. Bayard, exausto, fechara os olhos. O vento agitava os ramos do carvalho.


O inimigo espanhol

Quando Bayard, com dificuldade, reabriu os olhos, um cavaleiro coberto de esplêndida armadura, refulgente de sedas e penachos, estava diante dele. Bayard sorriu. Era um adversário digno dele, um bravo guerreiro: o marquês de Pescara. O general espanhol estava admirado de ver um homem reclinado num tronco, junto ao qual chorava o escudeiro. Quando reconheceu o "cavaleiro sem medo e sem mácula", o marquês desmontou rapidamente e se aproximou, cheio de respeito e compaixão.

"Prouvesse a Deus, senhor de Bayard, que eu vos fizesse prisioneiro, mesmo que para isso derramasse a quarta parte do meu sangue. Nesse embate que teríamos, conheceríeis o grande apreço que tenho por vossas qualidades. Desde que empunhei armas, não ouvi falar de cavaleiro que, em virtudes, se aproximasse de vós!" Assim falava ele por causa da grande fama que Bayard tinha adquirido, pela sua vida de valor e devotamento, o que obrigava seus próprios inimigos a admirá-lo, respeitá-lo e temê-lo.

"Eu deveria estar bem aliviado de vos ver assim — disse ainda o marquês — sabendo bem que nas guerras o Imperador, meu senhor, não tem maior nem mais feroz inimigo. Entretanto, quando considero a enorme perda que hoje sofre a Cavalaria, Deus é testemunha de que eu preferiria dar a metade do que possuo, para que tal não acontecesse. Mas como para a morte não há remédio, peço Àquele que nos criou à Sua Imagem que se digne levar vossa alma para junto d’Ele".

Em seguida insistiu para que o deixasse levá-lo a seu castelo, assegurando-lhe que seus cirurgiões o curariam. Jamais um cavalheiro usou convites tão amáveis e insistentes para atrair a seu castelo um nobre hóspede. Bayard sabia que Pescara era sincero, e que seria tratado como cavaleiro por esse inimigo honrado. Pressentindo que a morte lhe era certa, Bayard, apesar de seus ferimentos, declinou honrosamente o convite: "Prefiro a simplicidade do campo de batalha, pois desejo morrer como o guerreiro que sempre fui".

Pescara acedeu. Para atender aos desejos do Cavaleiro, ele fez armar sua própria tenda ao redor da árvore, arrumou um leito e nele colocou, com suas próprias mãos, o inimigo ferido. Então, ali já não estavam dois guerreiros inimigos servindo causas opostas, mas dois cavaleiros, fraternalmente unidos pelo espírito da Cavalaria, animados do mesmo ideal, que as circunstâncias tinham colocado em campos opostos, embora nutrissem mutuamente uma admiração varonil.

Bayard não quis receber os médicos que se apresentaram para tratá-lo. Acolheu devotamente o capelão do marquês, ao qual renovou sua confissão feita minutos antes a Joffrey, seu escudeiro. Depois pediu que o deixassem sozinho.

Enquanto ele se recolhia, Pescara organizou seu exército em ordem de desfile. As ordens de comando ressoavam de uma extremidade a outra do esquadrão; ouvia-se o galope dos cavalos, o rufar dos tambores, o soar das trombetas. Todos esses sons familiares flutuavam ao redor do agonizante.

Irrompeu o som marcial de uma grande fanfarra, acompanhando o passo cadenciado dos cavalos e a marcha pesada dos inimigos de Bayard. O exército espanhol desfilava ante o Cavaleiro moribundo, inclinando seus estandartes no momento em que passavam pelo carvalho. Assim era o último adeus de Pescara, a última homenagem de um bravo prestada a outro bravo. "A França tem uma perda irreparável neste nobre Cavaleiro, dizia François d’Avalos, antes de se despedir dele".

A noite caía. O rumor do exército em marcha se extinguia ao longe. Novamente a calma do crepúsculo e o silêncio rodeavam o carvalho. Bayard rezava.

Último encontro

Uma voz familiar o arrancou de sua meditação: "Ah! Senhor de Bayard, que sempre estimei por vossa bravura e lealdade, muito lamento ver-vos neste estado!"

O rosto de Bayard tornou-se grave e hostil. Por que ser perturbado por tal homem, em tal momento? O condestável de Bourbon estava à sua frente, e em seu olhar havia uma sincera compaixão e também uma admiração sincera; talvez remorso.

O momento não era para explicações. Bayard não queria saber as razões que haviam levado esse homem a combater num exército estrangeiro e contra seu rei. Sem dúvida, Bourbon viera para se justificar, para explicar, mas Bayard não queria ouvi-lo, não queria conhecer as explicações de um homem que havia cometido uma felonia em relação ao seu rei.

Bourbon esperava uma palavra: um julgamento ou um perdão. Queria partir absolvido por este homem de honra, mas Bayard desdenhou discutir. "Senhor, eu vos agradeço. Não tenhais piedade de mim, que morro como homem de bem, servindo meu rei. Mas ai de vós, que empunhais armas contra vosso príncipe, vossa pátria e vossa Fé".

Dito isto, calou-se. Já estava acima de vãs querelas humanas, de ambição e de interesse; de guerras absurdas, de intrigas mesquinhas, de matanças inúteis. Bayard pertencia agora a Deus, e para Ele dirigia seus últimos pensamentos. À medida que se afastava da terra, ele se aproximava da pura luz da suprema Verdade, das certezas definitivas. Rezava.

"Meu Deus, Vós que dissestes, eu o sei, que aquele que se voltasse para Vós, embora pecador, estaríeis sempre pronto a recebê-lo e perdoá-lo. Ah!, meu Deus, Criador e Redentor, eu vos ofendi gravemente durante minha vida. Peço-vos perdão, com o coração contrito. Reconheço que, se me retirasse por mil anos no deserto, vivendo a pão e água, isso ainda não seria bastante para entrar em vosso reino, se, por vossa grande e infinita bondade não vos dignásseis ali me receber, porque ninguém pode merecer neste mundo tão alta recompensa. Meu Pai e Salvador, eu vos suplico que não considereis as faltas que cometi. Julgai-me segundo vossa grande misericórdia, e não segundo os rigores de vossa justiça".

O sol desaparecera. A noite caíra. A oração de Bayard interrompeu-se. O Cavaleiro estava na presença de Deus.

São Paulo, domingo, 29 de outubro de 2006

Luta pelo centro exige recuo da esquerda

Autor: Edson   |   17:43   1 comentário

Rafael Corrêa, candidato à presidência do Equador, esquerdista e muito ligado a Chávez no primeiro turno das eleições, numa entrevista à emissora de TV Teleamazonas declarou que romperá com Chávez se este se intrometer em assuntos internos do país.

Chávez apoiou formalmente os candidatos a presidente Ollanta Humala (Peru) e Andrés Manuel López Obrador (México) causando a derrota eleitoral de ambos. Rafael Corrêa, tido como favorito das eleições equatorianas, teve também seu apoio. Resultado: perdeu no primeiro turno (detalhe: dias antes as pesquisas davam a ele uma vantagem de 20% sobre o segundo colocado).

Agora, no segundo turno, Rafael Corrêa corre para buscar o eleitorado centrista chocado com o apoio de Chávez. O interessante do fato é que para ficar bem diante do público centrista – a maioria – o candidato teve que se afastar do rótulo “comunista” e se declarar “católico praticante”, além de falar que gosta muito dos EUA.

A impopularidade do comunismo perante a opinião pública, não somente a equatoriana, mas a mundial, é tão palpável que se aproximar desta ideologia é não querer vencer eleições; considerar-se comunista – ou pró-Chavez – é o mesmo que praticar suicídio eleitoral. Lula mesmo quando perguntado se era marxista respondeu: “sou torneiro mecânico” e mais recentemente disse ainda – acredite quem quiser – que nunca foi esquerdista.

São Paulo, sábado, 28 de outubro de 2006

Janer Cristaldo, o “André Petry” do MSM!

Autor: Edson   |   23:00   3 comentários

Esses dias, ao abrir o site do Mídia Sem Máscara, MSM, (www.midiasemmascara.com.br) me deparei com o artigo Ad usum Delphini do Sr. Janer Cristaldo. Fiquei espantado com o que lia e pensando se não errei ao digitar o domínio do site, pois me via diante de um artigo que a Veja – em especial André Petry - bem poderia publicar sem nenhum escrúpulo, visto ser ela uma revista anticlerical. Quando André Petry se aposentar acredito que Janer Cristaldo será uma opção para a Revista Veja não deixar aquela tediosa coluna vazia.

Gostaria de ter tempo para escrever o que penso sobre esse artigo; na falta dele me satisfaço em transcrever alguns comentários que o Sr. Marcelo Moura Coelho, colunista do MSM, escreveu na comunidade do Orkut do mesmo [MSM].

Eis os comentários:

“O principal artifício do Janer, quando criticado, é se fazer de vítima, falar que estão querendo censurá-lo, que querem a volta da Inquisição etc. Infelizmente alguns caem e acreditam nisso.

“Ninguém pediu a censura do Janer, mas simplesmente que seus artigos não sejam publicados no MSM. E parem de inventar, porque isso não é censura. Qualquer jornal ou revista tem uma linha editorial e seus articulistas seguem essa linha. Por acaso é censura a Caros Amigos ou a Carta Capital não publicar artigos meus? Ou o MSM não publicar artigos do Frei Betto?

”Além disso, o Mídia Sem Máscara existe justamente para ser um contraponto à grande imprensa. A grande imprensa é anti-cristã. A Isto É publicou recentemente uma reportagem de capa que falava exatamente o que o Janer falou no artigo. Mesmo a Veja que é anti-Lula é completamente anticlerical. E a absoluta maioria dos artigos do Janer só repetem o que a grande imprensa diz, contra o objetivo do site.

”Tenho certeza que até o cristaldete mais empernido reconhece que o Janer destoa completamente da linha do MSM.

“Não há censura nenhuma no Obsservatore Romano. O jornal é feito por católicos e expressa a visão dos católicos, mas lá se discute qualquer assunto, mesmo os mais polêmicos.

“Comparar isso com Pravda é algo completamente irracional.”

São Paulo, sexta-feira, 27 de outubro de 2006

Jovens são presos em BH por distribuirem folhetos ligando Lula ao aborto

Autor: Edson   |   12:46   6 comentários

Reproduzido em:
http://www.juventudepelavida.com.br/default.asp
http://conjur.estadao.com.br/static/text/49691,1
http://www.diario7.com.ar/nota_completa.php?id=1845
http://againstred.blogspot.com/2006/10/lulas-second-term-started-anti.html

Dia 26, foram presos dois jovens, José Geraldo, estudante de medicina, e Antônio Dias, em Belo Horizonte, por distribuírem folhetos contra a descriminalização do aborto incluída no programa do governo Lula.

A campanha ocorria pacificamente na praça da Boa Viajem quando, a mando de petistas, policiais levaram presos dois dos jovens que manifestavam.

O folheto distribuído dizia "Não vote em Lula, vote pela Vida!", trazendo a moção pela descriminalização do aborto, feita no site do PT, juntamente com fragmentos dos sites da Canção Nova e da CNBB mostrando que Lula quer aprovar o aborto.

Mais uma vez o PT e seus seguidores mostraram suas garras autoritárias. Parece que o direito a expressão só existe quando do PT é oposição.

Se quiserem prestar solidariedade a um dos manifestantes perseguido pelos petistas, Sérgio, economista pela UFRJ, o perfil dele no orkut é:

www.orkut.com/Profile.aspx?uid=15176399109520618247 . Sérgio que não chegou a ser preso ajudou a providenciar a libertação dos amigos, o que ocorreu no final da tarde do mesmo dia.

São Paulo, quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Povo Oprimido Vs. Elite Opressora

Autor: Edson   |   13:35   Seja o primeiro a comentar

Sempre quis saber, por pura curiosidade intelectual, quem faz parte dessa "elite opressora", uma praga que a esquerda acusa de conspirar contra seus objetivos, sendo a razão única de seus fracassos e, conclusão "lógica": responsável de tantos males no Brasil e no mundo. Segundo a mesma esquerda, a "elite opressora" agora quer tirar o Lula do poder e eleger o "elitista" Geraldo Alckmin, pois se vê ameaçada a não mais oprimir o "povo". Quem será essa "elite" tão detestável?

Essa minha curiosidade já estava quase esquecida por causa de tantos outros problemas, quando nesses dias, estando em um bairro do subúrbio de Salvador/BA , vejo escrito num cartaz de um boteco o seguinte slogan: "Vote contra a corrupção, vote Geraldão!". Depois de ler isso, fiquei me perguntando se finalmente não achei a "elite opressora" escondida num bar do suburbio.

E, paradoxo, observei no mesmo dia, em vários carros - cujas marcas indicam um valor acima de R$ 40.000,00 -, em em bairro de classe-média, adesivos que diziam: "Lula de novo, com a força do povo!", "Wagner e Lula", etc.

Será que o "povo oprimido" passou de uma hora para outra a habitar bairros de classe-média e a possuir carros bons? E a "elite opressora" passou a morar e possuir bares nos subúrbios?

Não quero pensar com isso que todo pobre votará em Alckimin e que todo sapo (expressão de Plínio Corrêa de Oliveira para indicar um rico esquerdista) votará em Lula. Mas que os campos não estão tão delineados assim para que a esquerda possa sair dizendo com toda a ufania que todo pobre é esquerdista e todo rico é direitista sem cair em desonestidade intelectual com a realidade brasileira. Se formos ver bem, em termos de porcentagem, os ricos são mais esquerdistas que os pobres, que na maior parte dos assuntos polêmicos se mostram conservadores.

Infelizmente, mais uma vez o período de discursos eleitorais no Brasil irá ser resumido em slogans e frases vazias de realidade.

São Paulo, quarta-feira, 25 de outubro de 2006

Frases Antigas

Autor: Edson   |   15:57   Seja o primeiro a comentar

Frases

Inicio este espaço para colocar aqui as frases antigas que ficaram em destaque no topo, à direita, do blog. Convém ressaltar que a citação da frase com o nome do respectivo autor não importa na aceitação ou recomendação de todo o trabalho intelectual do mesmo.

4/6/2013: "A Revolução Francesa começou com a declaração dos direitos do homem, e só terminará com a declaração dos direitos de Deus.". (de Bonald).

30/4/2013: "Every man dies - Not every man really lives.". (Anônimo) - Tradução livre: Todo homem morre, mas nem todo homem realmente vive.

28/4/2011: "Pourquoi sommes-nous toujours fascinés par ces images du passé? Parce que nous sommes des espèces de dieux quand nous regardons en arrière. Dieu connaît tous les temps et Il connaît tous les avenirs. Nous ne connaissons qu'un avenir: c'est l'avenir du passé". (Jean d'Ormesson, Au plaisir de Dieu, Éditions Gallimard, 1974, pág. 77) - Tradução livre: Por que nós sempre nos fascinamos pelas imagens do passado? Porque somos uma espécie de deuses quando olhamos para trás. Deus conhece todos os tempos e Ele conhece todos os futuros. Nós não conhecemos senão um futuro: o futuro do passado.

16/4/2009: "Certos homens odeiam a verdade, por amor daquilo que eles tomaram por verdadeiro!". (Santo Agostinho, Confissões, Livro X, Cap. XXIII)

13/10/8: "Estão enganados aqueles que pensam que um alto nível de vida é a melhor e única defesa contra o comunismo. Quem somente acredita em valores materiais está mais perto da doutrina comunista do que imagina ou queira". (Ludwig Erhard, economista alemão)

23/05/2008: "Um homem que não tenha nada pelo que ele ache que vale a pena lutar, nada que ele ame mais que a sua própria segurança pessoal, é uma criatura miserável". (Stuart Mill)

05/8/2007: "O triunfo vem somente na luta". (Gary Kasparov, ex-campeão mundial de xadrez, principal figura de oposição ao governo autoritário de Putin na Rússia)

07/1/2007: O homem de hoje está convencido de tudo, afora da EXISTÊNCIA de Deus e de sua própria IGNORÂNCIA. (Pe. Júlio Maria)

03/12/2006: Őλη τή ψυή - É preciso ir à verdade com toda a alma. (Platão)


04/11/2006: Escrevei, Senhor, vossas chagas em meu coração, para que nelas eu leia a dor e o amor: dor, para suportar por Vós todas as dores; amor, para desprezar por Vós todos os amores. (Santo Agostinho)

27/10/2006: Isso faz com que hoje eu goste de ter uma família. Ai, mas essas palavras saem da minha boca e me sinto um membro da TFP - Tradição, Família e Propriedade. (Dinho Ouro Preto - Capital Inicial, Entrevista à revista MTV)


24/10/2006: Putin, puro produto dos serviços secretos, não conseguiu superar suas origens e nunca deixou de atuar como coronel da tristemente célebre KGB (Anna Politkovskaya
- Jornalista recentemente [07/10/06] assassinada em Moscou)


21/10/2006: O socialismo é uma maneira facílima de ser intelectual sem ligar duas idéias. (Nelson Rogrigues)

São Paulo, segunda-feira, 23 de outubro de 2006

Negação do pecado no liberalismo e no socialismo

Autor: Edson   |   13:45   Seja o primeiro a comentar



Dentre os múltiplos aspectos da Revolução, é importante ressaltar que ela induz seus filhos a subestimarem ou negarem as noções de bem e mal, de pecado original e de Redenção.
A Revolução é, como vimos, filha do pecado. Mas, se ela o reconhecesse, desmascarar-se-ia e se voltaria contra sua própria causa.
Explica-se, assim, porque a Revolução tende, não só a passar sob silêncio a raiz de pecado da qual brotou, mas a negar a própria noção do pecado. Negação radical, que inclui tanto a culpa original quanto a atual, e se efetua principalmente:
• Por sistemas filosóficos ou jurídicos que negam a validade e a existência de qualquer Lei moral ou dão a esta os fundamentos vãos e ridículos do laicismo.
• Pelos mil processos de propaganda que criam nas multidões um estado de alma em que, sem se afirmar diretamente que a moral não existe, se faz abstração dela, e toda a veneração devida à virtude é tributada a ídolos como o ouro, o trabalho, a eficiência, o êxito, a segurança, a saúde, a beleza física, a força muscular, o gozo dos sentidos, etc.
É a própria noção de pecado, a distinção mesma entre o bem e o mal, que a Revolução vai destruindo no homem contemporâneo. E, ipso facto, vai ela negando a Redenção de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, sem o pecado, se torna incompreensível e perde qualquer relação lógica com a História e a vida.

EXEMPLIFICAÇÃO HISTÓRICA: NEGAÇÃO DO PECADO NO LIBERALISMO E NO SOCIALISMO


A. A conceição imaculada do indivíduo

Na fase liberal e individualista, ela ensinou que o homem é dotado de uma razão infalível, de uma vontade forte e de paixões sem desregramentos. Daí uma concepção da ordem humana, em que o indivíduo, reputado um ente perfeito, era tudo, e o Estado nada, ou quase nada, um mal necessário... provisoriamente necessário, talvez. Foi o período em que se pensava que a causa única de todos os erros e crimes era a ignorância. Abrir escolas era fechar prisões. O dogma básico destas ilusões foi a conceição imaculada do indivíduo.
A grande arma do liberal, para se defender contra as possíveis prepotências do Estado, e para impedir a formação de camarilhas que lhe tirassem a direção da coisa pública, eram as liberdades políticas e o sufrágio universal.

B. A conceição imaculada das massas e do Estado

Já no século passado, o desacerto desta concepção se tornara patente, pelo menos em parte. Mas a Revolução não recuou. Em vez de reconhecer seu erro, ela o substituiu por outro. Foi a conceição imaculada das massas e do Estado. Os indivíduos são propensos ao egoísmo e podem errar. Mas as massas acertam sempre, e jamais se deixam levar pelas paixões. Seu impecável meio de ação é o Estado. Seu infalível meio de expressão, o sufrágio universal, do qual decorrem os parlamentos impregnados de pensamento socialista, ou a vontade forte de um ditador carismático, que guia sempre as massas para a realização da vontade delas.

A REDENÇÃO PELA CIÊNCIA E PELA TÉCNICA: A UTOPIA REVOLUCIONÁRIA

De qualquer maneira, depositando toda a sua confiança no indivíduo considerado isoladamente, nas massas, ou no Estado, é no homem que a Revolução confia. Auto-suficiente pela ciência e pela técnica, pode ele resolver todos os seus problemas, eliminar a dor, a pobreza, a ignorância, a insegurança, enfim tudo aquilo a que chamamos efeito do pecado original ou atual.
Um mundo em cujo seio as pátrias unificadas numa República Universal não sejam senão denominações geográficas, um mundo sem desigualdades sociais nem econômicas, dirigido pela ciência e pela técnica, pela propaganda e pela psicologia, para realizar, sem o sobrenatural, a felicidade definitiva do homem: eis a utopia para a qual a Revolução nos vai encaminhando.
Nesse mundo, a Redenção de Nosso Senhor Jesus Cristo nada tem a fazer. Pois o homem terá superado o mal pela ciência e terá transformado a terra em um “céu” tecnicamente delicioso. E pelo prolongamento indefinido da vida esperará vencer um dia a morte.