Frase
"A Revolução Francesa começou com a declaração dos direitos do homem, e só terminará com a declaração dos direitos de Deus." (de Bonald).
São Paulo, terça-feira, 9 de novembro de 2010
São Paulo, domingo, 7 de novembro de 2010
São Paulo, sexta-feira, 5 de novembro de 2010
"Os heróicos 3%", esse é o título do artigo de João Pereira Coutinho publicada na Folha de São Paulo um dia após as eleições do segundo turno.
Nessa crônica, o jornalista português se diz muito perturbado com o índice de aprovação do governo Lula (82%), conforme divulgou a pesquisa DataFolha. Ou melhor, nem tanto. Sua real preocupação não são os 82%, mas os "3% de brasileiros que desaprovam o governo Lula e que não embarcam no entusiasmo geral".
"Como são solitários esses 3%! E como são heróicos! É preciso coragem, e uma dose invulgar de realismo e sensatez, para não ser atropelado pela multidão desgovernada", afirma Coutinho.
João Pereira Coutinho se pergunta "quem serão esses 3%? Gostaria de os conhecer, de os convidar para minha casa, de beber com eles à liberdade e à democracia. Vou repetir, quase com lágrimas nos olhos: 3%!"
Conclui: "nessa hora em que Lula sai para Dilma entrar, os meus únicos pensamentos estão com os 3% que não perderam a cabeça e mantiveram-se à tona da sanidade."
"Nessa noite fria de Lisboa, um brinde a eles!"
Sim, desse lado do Atlântico, nessa noite quente de Salvador, um brinde!
São Paulo, quinta-feira, 4 de novembro de 2010
“Bem vinda ao Clube!” Afirmou Chávez depois da vitória de Dilma Rousseff . Essa e outras declarações do presidente da Venezuela vêm noticiadas pela agência BBC Brasil no dia 1º de novembro de 2010, 1 dia após a eleição.
Logo após vencer as eleições, Dilma vem recebendo “elogios” e parabenizações de chefes de Estado do mundo inteiro. O que chama a atenção é de onde e de quem estão vindo tais felicitações.
“Irmã, companheira, bem-vinda a esse clube”, disse Chávez e acrescentou que ela se converterá num “gigante”. Os jornais venezuelanos deixam muito claro que o motivo da comemoração é porque se trata de uma “ex-guerrilheira” a primeira mulher a governar o Brasil. Com Dilma na presidência, a Venezuela pretende manter o chamado “eixo de integração” entre Brasília, Caracas e Buenos Aires.
Com essas afetuosidades, não estaria Chávez considerando a nossa próxima presidente uma aliada? Como alguém que ao menos não colocará obstáculos para a disseminação do socialismo bolivariano na América do Sul?
Apesar da moderação nos discursos de Dilma, parece que Hugo Chávez se coloca na lista daqueles que não crêem na mudança de pensamento dela, disse ele: “Você vem de longe, companheira, te conheço. Sabemos de onde você vem, da batalha pelo Brasil, da batalha dura.”
Acrescentando outro “elogio”, declarou que ela é “uma mulher patriota”, adjetivo muito usado por Chávez para definir aqueles que são favoráveis a sua revolução bolivariana. E para deixar ainda mais evidente a sua posição, taxa os adversários da nova presidente de agentes do “império”, que seriam “os interesses da ‘burguesia’ regional e dos Estados Unidos”. Parece até poesia, ele quer acusar o capitalismo em geral.
Controle da imprensa, estatização de grandes empresas e perseguição política, não há o que Chávez não tenha feito para calar os seus opositores e se perpetuar no poder.
Na Venezuela 61,3% dos brasileiros que votaram, foram contrários à Dilma. Por que não teriam eles interesse de que o Brasil seguisse no mesmo rumo do país em que residem?
De elogios todo mundo gosta, mas, de acordo com o contexto, eles podem significar o oposto do que parece. Quem gostaria de ser chamado de "tão belo como as obras de Picasso"? Ou, nesse caso, de “gigante” para o socialismo de Chávez? Mas se alguém ainda insiste de dizer que isso é elogio, desse "clube" eu não faço parte.
Hoje publico a segunda foto da série "Quem está na foto?".
Participe, acerte e concorra a um prêmio. Clique aqui para ler as instruções dadas na primeira publicação. O tempo para responder é de sete dias depois da publicação.
__________________________
Resposta correta da foto publicada na semana passada:
Sua Alteza Real a Princesa Ingrid Alexandra (nascida em 21/1/2004), futura rainha da Noruega e 64ª na linha de sucessão da Inglaterra.
Leitores que ganharam um ponto por acerto:
Rodney Eloy
Ivan Rafael
Aline Michele
Paulo Badek
Ponto por divulgação:
Rodney Eloy
Aline Michele
São Paulo, quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Em parecer assinado no dia 30 de outubro por Sandra Cureau, Vice-Procuradora-Geral Eleitoral, o Ministério Público Eleitoral (MPE), ao tratar sobre a apreensão do material impresso a pedido da Mitra Diocesana de Guarulhos, considerou que "afronta o regime democrático" caracterizar qualquer manifestação política como propaganda eleitoral.
O folheto intitulado "Apelo a todos os brasileiros e brasileiras" pede que os eleitores não votem em candidatos de partidos favoráveis à descriminalização do aborto e cita uma série de ações do Governo Federal e do Partido dos Trabalhos para legalizar tal prática monstruosa. O texto está assinado por três bispos da Regional Sul da CNBB.
A coligação “Para o Brasil seguir mudando” e Dilma Rousseff afirmam, em Ação Cautelar, que os panfletos "imputam ao Governo Federal, seu atual representante e à candidata por ele apoiada, Dilma Rousseff, a defesa da legalização do aborto perante a ONU, congressos partidários e Congresso Nacional. Tal panfleto veicula propaganda negativa, ilícita e preconceituosa, atraindo competência e atuação enérgica da Justiça Eleitoral".
Para o MPE, o "regime jurídico não impede que grupos sociais manifestem suas opiniões ante ao pleito eleitoral e ao posicionamento dos candidatos a cargos eletivos e seus respectivos partidos", pois, "admitir isso seria o mesmo que incompatibilizar a legislação eleitoral com o próprio regime constitucional".
O parecer não concorda que o panfleto tenha incorrido em crime e afirma que propaganda eleitoral é aquela "elaborada por partidos políticos e candidatos com a finalidade de captar votos do eleitorado para investidura em cargos público-eletivo".
Embora tenha caráter político e exprima posicionamento quanto às eleições, o folheto não indica em quem votar e seu conteúdo "não pode ser conceituado como propaganda eleitoral, pois não foi elaborado por candidato ou partido político."
Sobre o tema do aborto ter sido levantado, o MPE considera que é "natural e saudável que temas como esse sejam debatidos durante o período eleitoral", além de ser uma liberdade "assegurada pela ordem constitucional vigente e nada há de ilegal em escrutinar os posicionamentos dos partidos políticos, candidatos, apoiadores, sobre temas polêmicos, apenas porque se trata de período eleitoral."
O Ministério Público afirma que a liberdade de expressão do pensamento não é ilimitada. "É vedado o anonimato e assegurado o direito de resposta e indenização por dano moral e à imagem. No caso concreto, o panfleto não é anônimo."
Conclui o parecer com um pedido de revogação da medida liminar e a devolução de todo o material apreendido à Diocese de Guarulhos.
Confira notícia no site do MPE, clique aqui.
Para ler o parecer na íntegra, clique aqui.
São Paulo, terça-feira, 2 de novembro de 2010
Sinfonia dos Brinquedos, que durante anos foi atribuída a Haydn, é de autoria de Leopold Mozart (1719-1787), pai de Wolfgang Amadeus Mozart.
Ainda jovem, Leopold tornou-se músico da Capela Real em Salzburg. Seus dois filhos, Maria Anna e Wolfgang seguiram a carreira musical. A filha foi uma boa musicista e o filho, bem, acho que já é por demais conhecido.
Entre suas obras, Leopold Mozart compôs esta inocente sinfonia que utiliza brinquedos como instrumentos musicais, a alegria da música contagia até seus intérpretes:
São Paulo, segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Você sabe o que é terrorismo? Simples, é o mesmo que "boato" e "mentira". Trata-se do ato de dizer uma coisa que o governo tentou fazer no passado e que em período de eleições não pode ser mencionado. Quem assim age, usa da religião para fins político-eleitorais. Isso é terrorismo.
Entendeu? Vou dar um exemplo.
Em 27 de setembro de 2005, o Governo Lula enviou ao Congresso Nacional, através da ministra Nilcéa Freire da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, uma “proposta normativa” para legalizar o aborto até os nove meses e obrigar os planos de saúde a custeá-lo.
Não acredita nesse "boato", então clica aqui.
Pois bem, no mês passado, segundo informa G1, Marco Aurélio Garcia, coordenador da campanha da Dilma e assessor de Lula, disse que boato sobre aborto é "terrorismo".
"Alguns grupos tentam manipular a religiosidade brasileira para fins político-eleitorais”, afirmou Garcia classificando tal atitude como terrorista.
Em contrapartida, quando o presidente da Colômbia, Manuel Santos, veio ao Brasil no inicio de setembro, Marco Garcia disse que "o governo brasileiro não é uma agência de classificação" para dizer se as Farc são ou não uma organização terrorista.
E ele tem razão. Pois as Farc não se enquadram na definição dada acima no primeiro parágrafo. Simples, não?
Manifestação pró-morte em Paris. Católicos agredidos e depois... presos
Autor: Edson | 23:48 6 comentários
Na tarde de sábado último, um negro cortejo percorreu as ruas de Paris em pról do "direito" de abortar. Eram feministas idosas, ativistas homossexuais, militantes libertários e extremistas de esquerda que tinham atendido ao apelo de 70 associações abortistas para estarem presentes.
Ah! Não podemos esquecer da mídia, ela estava lá e entrou na cerimônia como acólito incensando o número de participantes informado pelos organizadores, sem levantar a menor dúvida. Por exemplo, a AFP disse que havia 5.000 manifestantes, quando a polícia local calculou algo em torno de 2.700. Já blog e-deo informa que não passava de 750. Esse dado me foi confirmado por amigos que estiveram lá.
O cortejo estranho saiu da praça da Itália em direção à Bastilha. Mas algo não estava direito. De repente, aparece na janela de um apartamento um cartaz (2,5m x 2m). O que estava escrito? Algo abominável! Vocês nem podem acreditar. As velhas feministas da marcha não podiam tolerar tal afronta contra o direito delas de se expressarem pacificamente com seus slogans obscenos - sim, muito obscenos e me recuso a sujar meu blog colocando um exemplo aqui - e também anti-clericais. Tratava-se de uma faixa que perguntava "Et le droit à la vie?" (E o direito à vida? Foto acima.)
Não dava para tolerar. Isso era uma ameaça a liberdade de expressão da marcha abortista! Quem tinha ousado tal afronta? Algo precisava ser feito. E fez-se. Um grupo de comunistas do sindicato CGT e algumas feministas invadiram o hotel, arrombaram a porta e retiraram a faixa, sem deixar, é claro, de agredirem aos dois jovens pró-vida que estavam dentro do quarto.
Pronto. Agora a justiça estava feita e a marcha podia continuar. Mas, não! O que é isso? Que empáfia, um outro pró-vida católico pegou um megafone e começou a falar sobre a verdadeira liberdade das mulheres. Sob os olhos da polícia, alguns militantes da marcha, armados de gás lacrimogêneo e pedaços de ferro (até então era uma cadeira), conseguem impedir a manifestação dos contrários (foto abaixo).
Opa! Quem vem lá? A polícia entra em cena, cessa a bagunça e prende... três pró-vida. Nenhum dos agressores foi ao menos atuado.
Apesar do aborto ser liberado na França, as feministas reclamavam da dificuldade de levar a cabo um pedido de matar o bebê, principalmente por causa que os médicos se negavam a transformar em açougue o local onde lutam diariamente para salvar vidas. É o direito à "objeção de consciência" posto em xeque.
Segue abaixo outras fotos (extraídas do site do Le Monde, exceto a última):
Ah! Não podemos esquecer da mídia, ela estava lá e entrou na cerimônia como acólito incensando o número de participantes informado pelos organizadores, sem levantar a menor dúvida. Por exemplo, a AFP disse que havia 5.000 manifestantes, quando a polícia local calculou algo em torno de 2.700. Já blog e-deo informa que não passava de 750. Esse dado me foi confirmado por amigos que estiveram lá.
O cortejo estranho saiu da praça da Itália em direção à Bastilha. Mas algo não estava direito. De repente, aparece na janela de um apartamento um cartaz (2,5m x 2m). O que estava escrito? Algo abominável! Vocês nem podem acreditar. As velhas feministas da marcha não podiam tolerar tal afronta contra o direito delas de se expressarem pacificamente com seus slogans obscenos - sim, muito obscenos e me recuso a sujar meu blog colocando um exemplo aqui - e também anti-clericais. Tratava-se de uma faixa que perguntava "Et le droit à la vie?" (E o direito à vida? Foto acima.)
Não dava para tolerar. Isso era uma ameaça a liberdade de expressão da marcha abortista! Quem tinha ousado tal afronta? Algo precisava ser feito. E fez-se. Um grupo de comunistas do sindicato CGT e algumas feministas invadiram o hotel, arrombaram a porta e retiraram a faixa, sem deixar, é claro, de agredirem aos dois jovens pró-vida que estavam dentro do quarto.
Pronto. Agora a justiça estava feita e a marcha podia continuar. Mas, não! O que é isso? Que empáfia, um outro pró-vida católico pegou um megafone e começou a falar sobre a verdadeira liberdade das mulheres. Sob os olhos da polícia, alguns militantes da marcha, armados de gás lacrimogêneo e pedaços de ferro (até então era uma cadeira), conseguem impedir a manifestação dos contrários (foto abaixo).
Opa! Quem vem lá? A polícia entra em cena, cessa a bagunça e prende... três pró-vida. Nenhum dos agressores foi ao menos atuado.
Apesar do aborto ser liberado na França, as feministas reclamavam da dificuldade de levar a cabo um pedido de matar o bebê, principalmente por causa que os médicos se negavam a transformar em açougue o local onde lutam diariamente para salvar vidas. É o direito à "objeção de consciência" posto em xeque.
Segue abaixo outras fotos (extraídas do site do Le Monde, exceto a última):
Um brinde aos heróicos 3%
Autor: Edson | 21:32 6 comentários
"Os heróicos 3%", esse é o título do artigo de João Pereira Coutinho publicada na Folha de São Paulo um dia após as eleições do segundo turno.
Nessa crônica, o jornalista português se diz muito perturbado com o índice de aprovação do governo Lula (82%), conforme divulgou a pesquisa DataFolha. Ou melhor, nem tanto. Sua real preocupação não são os 82%, mas os "3% de brasileiros que desaprovam o governo Lula e que não embarcam no entusiasmo geral".
"Como são solitários esses 3%! E como são heróicos! É preciso coragem, e uma dose invulgar de realismo e sensatez, para não ser atropelado pela multidão desgovernada", afirma Coutinho.
João Pereira Coutinho se pergunta "quem serão esses 3%? Gostaria de os conhecer, de os convidar para minha casa, de beber com eles à liberdade e à democracia. Vou repetir, quase com lágrimas nos olhos: 3%!"
Conclui: "nessa hora em que Lula sai para Dilma entrar, os meus únicos pensamentos estão com os 3% que não perderam a cabeça e mantiveram-se à tona da sanidade."
"Nessa noite fria de Lisboa, um brinde a eles!"
Sim, desse lado do Atlântico, nessa noite quente de Salvador, um brinde!
Chávez contente com a eleição de Dilma
Autor: Edson | 23:02 2 comentários
Ivan Rafael de Oliveira
“Bem vinda ao Clube!” Afirmou Chávez depois da vitória de Dilma Rousseff . Essa e outras declarações do presidente da Venezuela vêm noticiadas pela agência BBC Brasil no dia 1º de novembro de 2010, 1 dia após a eleição.
Logo após vencer as eleições, Dilma vem recebendo “elogios” e parabenizações de chefes de Estado do mundo inteiro. O que chama a atenção é de onde e de quem estão vindo tais felicitações.
“Irmã, companheira, bem-vinda a esse clube”, disse Chávez e acrescentou que ela se converterá num “gigante”. Os jornais venezuelanos deixam muito claro que o motivo da comemoração é porque se trata de uma “ex-guerrilheira” a primeira mulher a governar o Brasil. Com Dilma na presidência, a Venezuela pretende manter o chamado “eixo de integração” entre Brasília, Caracas e Buenos Aires.
Com essas afetuosidades, não estaria Chávez considerando a nossa próxima presidente uma aliada? Como alguém que ao menos não colocará obstáculos para a disseminação do socialismo bolivariano na América do Sul?
Apesar da moderação nos discursos de Dilma, parece que Hugo Chávez se coloca na lista daqueles que não crêem na mudança de pensamento dela, disse ele: “Você vem de longe, companheira, te conheço. Sabemos de onde você vem, da batalha pelo Brasil, da batalha dura.”
Acrescentando outro “elogio”, declarou que ela é “uma mulher patriota”, adjetivo muito usado por Chávez para definir aqueles que são favoráveis a sua revolução bolivariana. E para deixar ainda mais evidente a sua posição, taxa os adversários da nova presidente de agentes do “império”, que seriam “os interesses da ‘burguesia’ regional e dos Estados Unidos”. Parece até poesia, ele quer acusar o capitalismo em geral.
Controle da imprensa, estatização de grandes empresas e perseguição política, não há o que Chávez não tenha feito para calar os seus opositores e se perpetuar no poder.
Na Venezuela 61,3% dos brasileiros que votaram, foram contrários à Dilma. Por que não teriam eles interesse de que o Brasil seguisse no mesmo rumo do país em que residem?
De elogios todo mundo gosta, mas, de acordo com o contexto, eles podem significar o oposto do que parece. Quem gostaria de ser chamado de "tão belo como as obras de Picasso"? Ou, nesse caso, de “gigante” para o socialismo de Chávez? Mas se alguém ainda insiste de dizer que isso é elogio, desse "clube" eu não faço parte.
Quem está na foto? Segunda foto da série
Autor: Edson | 12:52 6 comentários
Hoje publico a segunda foto da série "Quem está na foto?".
Participe, acerte e concorra a um prêmio. Clique aqui para ler as instruções dadas na primeira publicação. O tempo para responder é de sete dias depois da publicação.
__________________________
Resposta correta da foto publicada na semana passada:
Sua Alteza Real a Princesa Ingrid Alexandra (nascida em 21/1/2004), futura rainha da Noruega e 64ª na linha de sucessão da Inglaterra.
Leitores que ganharam um ponto por acerto:
Rodney Eloy
Ivan Rafael
Aline Michele
Paulo Badek
Ponto por divulgação:
Rodney Eloy
Aline Michele
"Afronta o regime democrático", diz MPE em parecer sobre a apreensão dos panfletos da Diocese de Guarulhos
Autor: Edson | 19:32 11 comentários
Em parecer assinado no dia 30 de outubro por Sandra Cureau, Vice-Procuradora-Geral Eleitoral, o Ministério Público Eleitoral (MPE), ao tratar sobre a apreensão do material impresso a pedido da Mitra Diocesana de Guarulhos, considerou que "afronta o regime democrático" caracterizar qualquer manifestação política como propaganda eleitoral.
O folheto intitulado "Apelo a todos os brasileiros e brasileiras" pede que os eleitores não votem em candidatos de partidos favoráveis à descriminalização do aborto e cita uma série de ações do Governo Federal e do Partido dos Trabalhos para legalizar tal prática monstruosa. O texto está assinado por três bispos da Regional Sul da CNBB.
A coligação “Para o Brasil seguir mudando” e Dilma Rousseff afirmam, em Ação Cautelar, que os panfletos "imputam ao Governo Federal, seu atual representante e à candidata por ele apoiada, Dilma Rousseff, a defesa da legalização do aborto perante a ONU, congressos partidários e Congresso Nacional. Tal panfleto veicula propaganda negativa, ilícita e preconceituosa, atraindo competência e atuação enérgica da Justiça Eleitoral".
Para o MPE, o "regime jurídico não impede que grupos sociais manifestem suas opiniões ante ao pleito eleitoral e ao posicionamento dos candidatos a cargos eletivos e seus respectivos partidos", pois, "admitir isso seria o mesmo que incompatibilizar a legislação eleitoral com o próprio regime constitucional".
O parecer não concorda que o panfleto tenha incorrido em crime e afirma que propaganda eleitoral é aquela "elaborada por partidos políticos e candidatos com a finalidade de captar votos do eleitorado para investidura em cargos público-eletivo".
Embora tenha caráter político e exprima posicionamento quanto às eleições, o folheto não indica em quem votar e seu conteúdo "não pode ser conceituado como propaganda eleitoral, pois não foi elaborado por candidato ou partido político."
Sobre o tema do aborto ter sido levantado, o MPE considera que é "natural e saudável que temas como esse sejam debatidos durante o período eleitoral", além de ser uma liberdade "assegurada pela ordem constitucional vigente e nada há de ilegal em escrutinar os posicionamentos dos partidos políticos, candidatos, apoiadores, sobre temas polêmicos, apenas porque se trata de período eleitoral."
O Ministério Público afirma que a liberdade de expressão do pensamento não é ilimitada. "É vedado o anonimato e assegurado o direito de resposta e indenização por dano moral e à imagem. No caso concreto, o panfleto não é anônimo."
Conclui o parecer com um pedido de revogação da medida liminar e a devolução de todo o material apreendido à Diocese de Guarulhos.
Confira notícia no site do MPE, clique aqui.
Para ler o parecer na íntegra, clique aqui.
Leopold Mozart, Sinfonia dos Brinquedos (Primeiro movimento)
Autor: Edson | 18:48 2 comentários

Ainda jovem, Leopold tornou-se músico da Capela Real em Salzburg. Seus dois filhos, Maria Anna e Wolfgang seguiram a carreira musical. A filha foi uma boa musicista e o filho, bem, acho que já é por demais conhecido.
Entre suas obras, Leopold Mozart compôs esta inocente sinfonia que utiliza brinquedos como instrumentos musicais, a alegria da música contagia até seus intérpretes:
"Boato" sobre aborto é terrorismo; as Farc, não!
Autor: Edson | 19:45 6 comentários
Você sabe o que é terrorismo? Simples, é o mesmo que "boato" e "mentira". Trata-se do ato de dizer uma coisa que o governo tentou fazer no passado e que em período de eleições não pode ser mencionado. Quem assim age, usa da religião para fins político-eleitorais. Isso é terrorismo.
Entendeu? Vou dar um exemplo.
Em 27 de setembro de 2005, o Governo Lula enviou ao Congresso Nacional, através da ministra Nilcéa Freire da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, uma “proposta normativa” para legalizar o aborto até os nove meses e obrigar os planos de saúde a custeá-lo.
Não acredita nesse "boato", então clica aqui.
Pois bem, no mês passado, segundo informa G1, Marco Aurélio Garcia, coordenador da campanha da Dilma e assessor de Lula, disse que boato sobre aborto é "terrorismo".
"Alguns grupos tentam manipular a religiosidade brasileira para fins político-eleitorais”, afirmou Garcia classificando tal atitude como terrorista.
Em contrapartida, quando o presidente da Colômbia, Manuel Santos, veio ao Brasil no inicio de setembro, Marco Garcia disse que "o governo brasileiro não é uma agência de classificação" para dizer se as Farc são ou não uma organização terrorista.
E ele tem razão. Pois as Farc não se enquadram na definição dada acima no primeiro parágrafo. Simples, não?