Frase

"A Revolução Francesa começou com a declaração dos direitos do homem, e só terminará com a declaração dos direitos de Deus." (de Bonald).
São Paulo, quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Hugo Chavez ataca a TFP em TV venezuelana

Autor: Edson   |   19:03   Seja o primeiro a comentar

Durante uma entrevista ao vivo para a TV Oriente, o ditador Hugo Chavez, que disputa as eleições na Venezuela pela enésima vez, desvendou para o público aquilo que considera como o grande segredo de seu opositor.

Como para o marxismo os princípios morais - como falar a verdade, por exemplo - são invenções burguesas para sustentação da elite no poder, é explicável que o caudilho bolivariano não tenha ficado vermelho quando afirmou - ou melhor, decretou - que seu concorrente político, Henrique Capriles, foi membro da As­sociação Civil Resistência, — entidade venezuelana coirmã e autôno­ma das TFPs - Tradição, Família e Propriedade.

Como toda mentira tende quase que forçosamente para o exagero, Chavez não se conteve em repetir a velha ladainha de adjetivos pejorativos à TFP, qualificando-a como "fascista" e "golpista" (aliás,  diga-se aqui entre parênteses, que esses adjetivos, em seu sentido restrito, melhor se aplicam as próprias ações do ditador bolivariano). Mas para o leitor entender melhor o sentido que a esquerda dá para termos como esses, não deixe de ler nosso dicionário terminológico da esquerda.

Cardeal Mindszenty com membros da TFP Venezuelana no aeroporto de Caracas
Cardeal Mindszenty com membros da TFP Venezuelana.
Bom, mas Chavez foi ainda mais longe em suas afirmações, - o que não é de se espantar, pois, quando as fronteiras entre a verdade e a mentira são abolidas, esta última não conhece limites e a imaginação corre solta. Chavez disse que a TFP foi responsável pelo assassinato de muitos venezuelanos.

Provas? Alguém acha que ele está preocupado com isso. Ele acredita tanto no que diz que o leitor verá no vídeo que ele faz um esforço para segurar o riso depois de cada afirmação. O interessante mesmo é saber que passados mais de 25 anos que a TFP se retirou da Venezuela, ela ainda é motivo de preocupação para a esquerda e atua como um mito na opinião pública.

São Paulo, terça-feira, 31 de julho de 2012

Elba Ramalho critica politica pró-aborto do governo Dilma

Autor: Edson   |   13:56   1 comentário

Elba Ramalho critica política pró-aborto do governo Dilma
Em entrevista para a ACI Digital, Elba Ramalho critica políticas pró-aborto e se diz entristecida pelo governo Dilma caminhar por "vias contrárias e enganadoras, amparando grupos feministas patrocinados por empresas internacionais que querem produzir a morte".

Assista na íntegra a entrevista:

São Paulo, sábado, 28 de julho de 2012

A Polícia Militar "no país dos tolos"?

Autor: Marcos Luiz Garcia   |   11:24   3 comentários

Nos meus tempos de criança, ganhei de meus pais dois livros que faziam o encanto da gente de minha idade. Um se intitulava: “As aventuras do Barão de Munchausen” e o outro “No país dos tolos”. Assim como eu, meus irmãos e primos se deleitavam com a comicidade das estórias e riam dos disparates que aquelas páginas traziam.

Quando leio o noticiário atual, lembro-me sempre dos dois livros, tal o ambiente no qual estamos imersos.

Contava o Barão aventureiro que ganhou uma batalha porque caiu em cima do inimigo montado numa bala de canhão. Como se vê, além de aventureiro, o Barão de Munchausen mentia como um jornal – para usar uma expressão alemã de hoje - do mesmo modo como a mídia faz a favor das esquerdas e contra as direitas. Ela tenta criar a ilusão de que tudo o que a esquerda faz tem apoio popular e falseia o aspecto autoritário “comunistizante” cada vez mais evidente sobre a população.

Um desses aspectos é exatamente a tentativa partida de segmentos ligados aos ditos "direitos humanos", que cada vez mais favorecem os criminosos e agora quer punir e desmontar, não quem comete o crime, mas quem lhe serve de barreira. Sim, estou falando da campanha publicitária, fortemente apoiada pela mídia, que está havendo contra a Polícia Militar, no entanto um dos símbolos da ordem mais estimados pela população.

Quando as estatísticas estão apontando um aumento assustador da criminalidade, a mídia noticia os fatos alegando a excessiva dureza da PM. Quando a PM recrudesce sua atuação, esses segmentos dos "direitos humanos", altamente apoiados pela mídia (e seus congêneres esquerdistas) berram alegando que está além das medidas.

O interessante é que, para os esquerdistas, os bandidos nunca passam da medida... Se um bandido é morto, faz-se um estardalhaço. Se um policial é morto, faz-se um silêncio “esquecedor”. Um bandido "mata" várias pessoas, mas a polícia comete "uma chacina". O bandido mata por culpa da sociedade, mas a polícia mata por culpa própria etc. Isso tem sido comum.

Já o livro “No país dos tolos” havia uma das estórias que narrava um problema incrível. A prefeitura de um lugarejo, cujo nome não me lembro mais, construiu na cidade um imóvel para uma determinada repartição. Porém, terminada a obra, e só então, todos se deram conta de que o prédio não tinha janelas, e o seu interior ficou muito escuro. 


A saída para o caso foi combinar um mutirão que resolvesse o problema. Na data marcada, todos os habitantes da cidade se apresentaram cada um com uma caixa vazia, ou com uma lata, havia até gente com alçapão de pegar passarinho, para resolver o problema da escuridão. Dada a ordem pelo prefeito, todos se mobilizaram para encher suas caixas ou o que fosse, com luz “colhida” fora do prédio, tapando-as em seguida e correndo para abri-las dentro do mesmo para, assim, enchê-lo de luz. E assim passaram o dia inteiro. Realmente era um país de tolos. Essa mesma impressão se sente diante de certos estapafúrdios hoje.
 
Tomando o próprio caso da PM. De repente a mídia traz um tsunami de pedidos, inclusive da ONU - nenhum da população, é bom frisar - para que a PM seja extinta porque está matando muitos bandidos. Ora, a mídia nunca chora um policial morto, nem sua esposa e filhos que ficam sem seu arrimo e protetor. Vai longe o tempo em que morrer em defesa do bem, das leis, era um grande mérito.

Imaginemos uma estória na qual um bando de criminosos invadisse uma cidade e matasse vários de seus habitantes. Dado o alarme, a polícia chega começa a abraçar os bandidos, oferecendo-lhes cerveja. Uma banda da polícia toca e todo mundo começa a dançar, inclusive a população, para ver se os criminosos, carregados de afagos, param de matar o pessoal. Seria uma estória típica do país dos tolos.

Ora, o que as esquerdas querem fazer no Brasil é mais ou menos isso. Que os bandidos sejam reconsiderados e tratados como se não o fossem e quem não é bandido seja tratado como sendo. Então, nós somos um país de tolos?

Digo com toda franqueza: Isso só vale para os brasileiros que quiserem acreditar nessa estória. Plinio Corrêa de Oliveira, já em 1983, descreveu com sua pena profética, clarividente e invencível, essa manobra, que naquele ano fazia seus primeiros ensaios. É importante o leitor se situar naquela época e ver como, mais uma vez, Dr. Plinio acertou na mosca.

Para não alongar, colocarei apenas um esquema do que ele escreveu no artigo "Quatro dedos sujos e feios", publicado na "Folha de S. Paulo" do dia 16 de novembro daquele ano. O que vem entre colchetes é acréscimo nosso:

- O comunismo fracassou no Brasil: o PC é um anão de dar vergonha; - O sindicalismo [CUT etc.] também não adiantou de nada: seus chefes são comunistas, mas não domina as bases bonacheironas; - O mesmo quanto à infiltração comunista na Igreja [certos segmentos da CNBB, Comissão Pastoral da Terra etc.]: teve muito êxito nas cúpulas e no clero, mas não na miuçalha católica, a não ser em diminutas proporções; - Daí a nova tática: a apologia do crime, para suprir esses fracassos. Esquema da estratégia:

a) Pelas tubas da mídia [e das ONGs de "direitos humanos"], inculcar que ideia de que a onda de criminalidade não nasce tanto da maldade dos homens, mas das convulsões sociais originadas da fome. Elimine-se a fome, desaparecerá o crime. Como, aliás, também a prostituição.

 b) A quem chamamos de criminoso, na verdade é uma vítima. O verdadeiro criminoso é o proprietário, sobretudo o grande: este é que rouba o pobre. O ladrão de penitenciária rouba um homem. O proprietário rouba o povo inteiro. E seu crime social é de uma maldade enorme.

c) À vista de tudo isso, um governo consciente de suas obrigações tem por dever desmantelar a repressão e deixar avançar a criminalidade. Pois a criminalidade não é senão a revolução social em marcha. Todo assassino, todo ladrão, todo estuprador não é senão um arauto do furor popular.

d) Então faz parte desse esquema fazer constar ao mundo inteiro que a explosão criminal no Brasil está sendo caluniada por reacionários ignóbeis. E que a criminalidade é a expressão do furor vindicativo das massas, que os sindicatos e a esquerda católica não souberam galvanizar.

e) Também faz parte desse esquema fazer entrar armas no Brasil. Quando os burgueses apavorados estiverem persuadidos de que não há saída para mais nada, suscitar de dentro da criminalidade um ou alguns líderes, a quem a propaganda chamará de líder carismático.

 f) O jogo se completará pela voz de algum ou alguns bispos, ou talvez a CNBB, que dirá que, para evitar mal maior, é preciso que os burgueses se resignem a tratar com aqueles que [dentre os bandidos] têm um grau de banditismo menor.

g) E assim se constituirá um governo à Kerensky, bem de esquerda. O dia seguinte será do Lênin que a Propaganda escolher. Que Nossa Senhora Aparecida nos proteja e ajude a superar tal investida.

São Paulo, quinta-feira, 26 de julho de 2012

Você já parou para pensar que ...

Autor: Edson   |   11:42   Seja o primeiro a comentar


Inscreva-se agora para a conferência: Amazônia Azul – Importância e defesa deste rico patrimônio brasileiro

Autor: Edson   |   11:39   Seja o primeiro a comentar

Vice-Almirante Luiz Guilherme Sá de GusmãoVocê sabia que além da Amazônia Verde, temos uma Amazônia Azul tão ou mais rica quanto a verde?

Se você não sabia, surgiu uma oportunidade única de conhecer as verdadeiras potencialidades do Brasil.

O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, convidou o Vice-Almirante Luiz Guilherme Sá de Gusmão, Comandante do 8° Distrito Naval, na cidade de São Paulo, para falar-nos sobre a Amazônia Azul – o territorio marítimo do Brasil – .

Participe da Conferência:

Amazônia Azul 
Importância e defesa deste rico patrimônio brasileiro

Data: 09 de agosto
Horário: 19h (recepção) 19h30 (início da conferência)
Local: Clube Homs – Av. Paulista, 735 (a 100 metros do metrô Brigadeiro)

Faça aqui sua inscrição

São Paulo, quarta-feira, 25 de julho de 2012

O bom senso materno e paterno no controle dos jogos de internet utilizados pelos filhos

Autor: Paulo Roberto Campos   |   09:56   Seja o primeiro a comentar


A revista Catolicismo deste mês (edição Nº 739) publica uma entrevista muito proveitosa para os pais de família. A entrevistada é a Sra. Elizabeth Woolley — norte-americana fundadora do Online Gamers Anonymous (Jogadores Anônimos Online). Ela alerta os pais sobre o perigoso mundo da internet e dos videogames, que poderá viciar seus filhos.

Tendo como objetivo auxiliar as famílias a controlar e salvaguardar os pequenos dos malefícios dos jogos de computador, aqui transcrevo a entrevista com a Sra. Woolley.
Elizabeth Woolley com a foto do filho
Aos pais, um apelo ao dever 


CatolicismoA senhora poderia explicar por que fundou Online Gamers Anonymous?
 
Sra. Wooley — Em 2002, meu filho Shawn viciou-se em um jogo chamado Everquest. Em três meses ele largou o emprego, foi despejado de sua casa e ficava a noite inteira acordado jogando no computador. Apesar de nossos ingentes esforços para auxiliá-lo a restabelecer a normalidade em sua vida, ele cometeu suicídio um ano e meio mais tarde. Pouco tempo depois de seu suicídio, concedi uma entrevista ao “Milwaukee Journal Sentinel”, e foi então que me dei conta de quantas famílias estão sendo destruídas e sofrem como a minha. Em 2002 eu decidi fundar o site Online Gamers Anonymous para ajudar essas pessoas a terem um lugar para se encontrar e saberem que não estão sozinhas. Faço questão de informar que esses jogos podem assumir o controle de suas vidas da mesma forma como o álcool e as drogas. Alguns jogadores me disseram que a pessoa pode tornar-se viciada em menos de 24 horas. Assim, ao passar dos jogos sociais para os jogos que provocam o vício, ela não consegue voltar atrás. Esses jogos podem tornar-se a droga preferida, devendo ser considerados como tal. O nosso website www.olganon.org divulga pesquisas sobre o modo como esses jogos afetam as crianças, prejudicando o seu normal crescimento e seu desempenho social, e procura alertar os pais a esse respeito. Organizamos diversas reuniões semanais nas quais os viciados contam a sua história e apoiam-se mutuamente no esforço de abandonar o vício, além de debaterem muitos assuntos relacionados com o problema deles.

Catolicismo — A senhora daria algum conselho aos pais que têm videogames em casa?

Sra. Wooley — O elemento crucial é garantir uma vida equilibrada aos filhos. Eles não podem ser criados com base em uma só atividade, pois do contrário vão ter problemas. Mesmo quando a criança protesta, a missão dos pais é dizer “não”, e guiá-los para outras atividades. Ser pai ou mãe não é fácil, mas posso garantir que a vida podia ser perfeitamente normal antes da existência de videogames. Como pais, precisamos encontrar ou criar outras atividades para os nossos filhos que não sejam somente a de fazê-los sentar-se diante de uma tela de computador. Isso significa engajá-los em esporte, em encontros sociais e atividades educacionais. Mas é necessário oferecer-lhes opções. Se a criança disser que não quer abandonar o jogo, é preciso estabelecer limites ou então ela acabará tendo problemas.


Catolicismo — Que tipo de pessoa tem inclinação para tornar-se viciada e quais são as consequências?
Sra. Wooley — Qualquer pessoa pode se viciar. Certas universidades confessam que o videogame é responsável por uma grande porcentagem de desistências. Muitas delas mantêm agora psicólogos para tratar do problema do vício no jogo entre os alunos. Estão também investigando se os estudantes estão envolvidos em videogames antes de lhes conceder bolsas de estudo. Elas sabem que podem estar perdendo uma bolsa se o candidato for um viciado. Eu conheço diversos pais que perderam as economias aplicadas no estudo dos filhos por causa disso. Muitos jovens que estão sendo arrastados para esse vício são de fato gênios. Eles são bastante inteligentes e cheios de motivação. A prova é que muitos desses jogos exigem horas de esforço tedioso, concentração e paciência. É triste ver todo esse potencial intelectual sendo jogado no lixo. Além das considerações que se podem fazer sobre o modo pelo qual o videogame prejudica as vidas e a educação, temos que levar em conta o quanto se poderia ganhar caso esses jovens capazes estivessem resolvendo os reais problemas da sociedade. Os videogames se tornaram em vez disso um poderoso fator de estupidificação da sociedade. Às vezes, pessoas já crescidas e com emprego sério podem ficar viciadas. Eu conheço várias delas que possuíam trabalho e casa, mas perderam tudo por causa dos videogames. Houve um caso extremo de um senhor na Flórida que perdeu seu emprego e teve que ir viver na rua. Ele acabou arranjando trabalho num restaurante a fim de conseguir dinheiro suficiente para ir ao gaming café, onde fica jogando o resto do dia. Quando o gaming café fecha, ele vai dormir na rua e no dia seguinte repete a mesma coisa. Muitos pais deixam a família para terem mais tempo de jogar. Eles perdem completamente a preocupação pelos filhos, porque tudo quanto eles julgam poder fazer é jogar. Mulheres adultas são mais inclinadas a engajar-se em jogos sociais como Farmville, SIMS e Second Life, porque gostam de fazer coisas conjuntas. Isso frequentemente causa problemas, pois as mulheres casadas acabam deixando os maridos e a família, abandonando os próprios filhos, para estarem com uma pessoa do jogo. Há muitos exemplos disso. Um caso extremo foi o do casal coreano que deixou o filho real morrer de má nutrição porque passavam todo o tempo disponível cuidando do “filho virtual”.
 
Catolicismo — A maioria dos videogames dá às crianças uma sensação de que elas são algo ou que estão realizando alguma coisa. Isso é errado?
Sra. Wooley — Um dos perigos maiores é precisamente o de ser muito fácil obter uma sensação de valor e realização através do jogo. Se a pessoa não consegue um resultado ou não gosta do que fez, pode recomeçar até conseguir o resultado certo. Bem, a vida real não é assim. A vida real não é tão fácil e com frequência não se tem uma segunda oportunidade. Com isso, por contraste, a criança fica desanimada com a vida real e termina abandonando-a inteiramente. Ela diz a si mesma: “Isto é muito difícil”, e foge de volta para os jogos. Tal atitude representa um perigo enorme para a vida social da criança. Em vez de satisfazer seus desejos de coisas como valor e realização através de intercâmbio social, ela os obtém por meio dos jogos. Desta forma ela não tem a experiência necessária da vida real, especialmente do sofrimento normal da vida, e não aprende a lidar com bons e maus momentos. Vida real não é fácil para ninguém, e permitir que uma criança use jogos como droga para fugir da vida real não vai ensiná-la a lidar com ela. Eu pude comprovar isso em meu filho. No jogo ele podia facilmente fazer o que queria e sentir-se realizando algo. Ao mesmo tempo, ele não estava usando seu tempo para cuidar de sua vida real, de modo que não havia nada para sustentá-lo. A um certo ponto ele passou a não se importar mais com o futuro e de como progredir na vida real. Se a maior parte de seu tempo é usada nos jogos, não haverá tempo suficiente para aprimorar a educação, habilidades e amizades na vida real. Todos aqueles que de fato queiram realizar algo na vida precisam abandonar os jogos e se dedicar à vida real.

Catolicismo — Qual é a sua mensagem aos pais que usam videogames para ajudar a entreter seus filhos?
Sra. Wooley — Eu tenho visto muitas atitudes irresponsáveis de pais que desejam usar os videogames como babás. Isso infelizmente acontece porque muitos pais são com frequência eles próprios jogadores. Primeiramente, não é bom pai aquele que dá à criança um jogo de computador para que ela não o amole. Ocupe-se de seu filho na vida real! Conheci um pai que ensinou seu filho de três anos a jogar com ele World of Warcraft, achando que se conseguisse tornar a criança viciada naquele jogo, poderia vir a ter um melhor relacionamento com ela. Faço questão de dizer aos pais que jogar tais jogos com os filhos não pode ser chamado de relacionamento, uma vez que durante os mesmos não há quase nenhuma troca de palavras; o modo de a criança se relacionar com qualquer coisa durante o jogo é unicamente através dos controles. Em segundo lugar, recomendo aos pais que não permitam a nenhuma criança de menos de 16 anos jogar esses jogos ligados à Internet, e ponto final. Além de nunca se saber contra quem eles estão jogando, os pedófilos estão sempre imaginando meios de se conectarem com crianças através desses jogos. Os pais imaginam que é seguro por ser dentro de casa, mas não é. Dar aos filhos o jogo de Internet é como colocá-los num bar público sozinhos. Há também o seguinte: muitas vezes os pais me dizem que não têm outra saída senão dar à criança o que ela quer, acabando não se dando conta do conteúdo do jogo. Esses jogos podem ter material sexual explícito, palavras imorais, uso de drogas, violência imoderada e destruição. Se isso estivesse num filme, apenas a violência já colocaria o filme na categoria “R” (proibido para menores de 17 anos). Apesar de a maior parte das famílias cristãs com as quais falo serem incapazes de dar a seus filhos um filme classificado como “R”, elas os deixam jogar jogos violentos. Isso lhes é muito prejudicial.

Catolicismo — E se os filmes não forem violentos e online?

Sra. Wooley — O simples fato de não serem violentos nem on-line não significa que não sejam perigosos. Seria o mesmo que dizer que está bem dar às crianças drogas não violentas. Nunca é demais lembrar que videogames devem ser considerados como possíveis drogas, não se podendo permitir a ninguém de se tornar viciado nelas. É certo que, quando um jogador cruza a linha entre o poder decidir quando jogar e o ser forçado a jogar, sua mente foi já reprogramada pelo vício. Ele não está jogando porque quer, mas porque precisa. Nesse ponto, ele começa a odiar o jogo, mas não pode mais parar. Sua vida se despedaça e ele entra no círculo vicioso de sentir-se culpado e ter “euforias” nos jogos. Depois cai novamente na sensação de culpa e volta ao jogo, onde tudo recomeça. Ao “datilografar” constantemente o teclado nos jogos, ele se torna desumanizado, dando menor importância aos próprios sentidos, não saindo de casa para fazer exercício ou tomar sol e comer algo decente: ele se torna uma concha humana. Eu ainda julgo que se deveria pesquisar mais a respeito disso, mas já há suficiente informação de como os jogos afetam especialmente os jovens, atrofiando o seu crescimento mental e sua capacidade de se relacionar socialmente. Isso foi um dos aspectos que me chocaram a respeito de meu filho. Ele parou de falar com as pessoas, inclusive comigo, sua mãe. Antes de começar a jogar os videogames, ele era como todos nós: tinha um futuro, planos, amigos e um emprego. Após tornar-se viciado, foi como se uma luz na sua cabeça tivesse sido desligada: desinteressou-se totalmente de como deveria passar a vida real, não se importando mais sobre o que poderia acontecer-lhe no futuro, perdeu completamente suas metas e princípios. Parou de pensar na realidade e tornou-se deprimido. Sua personalidade mudou radicalmente e ele se tornou anti-social. Essa é a razão pela qual eu sempre digo que tais jogos podem reprogramar o cérebro da pessoa, transformando-a em outro indivíduo. Os amigos de meu filho ficaram abismados de quanto ele efetivamente mudou.

Catolicismo — A senhora poderia dar um exemplo de pais que acabaram intervindo tarde demais?
Sra. Wooley — Um dos garotos que conheci era um jovem canadense de 15 anos chamado Brandon. Ele começou a jogar um jogo chamado Call of Duty e seus pais, apesar de saberem que aquilo lhe estava causando problemas, não encontravam um meio de fazê-lo parar. Brandon considerava-se uma pessoa muito poderosa no jogo, e não queria largá-lo devido a essa sensação de importância que estava adquirindo e por ser alvo de atenção. Em 2008, seus pais finalmente decidiram pôr um freio na história e lhe tiraram o jogo. Brandon acabou fugindo de casa. Algumas semanas mais tarde, alguns caçadores descobriram seu cadáver a 10 quilômetros de onde residia. Parece que ele teria saltado de uma árvore.

São Paulo, domingo, 22 de julho de 2012

IPCO enfrenta pela 4ª vez a intolerância de agitadores favoráveis ao aborto e ao movimento homossexual

Autor: Edson   |   13:31   4 comentários

A caravana Cruzada Pela Família percorreu diversas cidades de Minas Gerais divulgando os livros do Pe. David Francisquini contra o aborto e a prática homossexual. Em Diamantina, no dia 17 último, os jovens enfrentaram uma pequena e intolerante oposição que recorreu à violência verbal, como insultos, palavrões e termos chulos, para tentar atrapalhar a campanha ordeira e pacífica promovida pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira.

São Paulo, sábado, 21 de julho de 2012

Ante a perda da terceira parte do rebanho católico

Autor: Marcos Luiz Garcia   |   11:11   1 comentário



Os católicos que realmente levam a sério a prática da Religião, receberam com imensa consternação a notícia da diminuição gigantesca de irmãos na Fé. O último censo apontou uma redução, em 50 anos, de praticamente um terço dos católicos no Brasil! Talvez já não sejamos mais o maior país católico do mundo.

Tal consternação se justifica principalmente pelo fato de que a Santa Igreja Católica Apostólica Romana ensina que fora d’Ela não há salvação. Esta verdade está inteiramente clara no Símbolo dos Apóstolos ou Credo: Credo in Unam Sanctam Catholicam et Apostolicam Ecclesiam. Creio na Igreja Una Santa Católica e Apostólica.

Ensina o Catecismo da Igreja Católica: “Fora da Igreja não há salvação: Como deve entender-se esta afirmação, tantas vezes repetida pelos Padres da Igreja? Formulada de modo positivo, significa que toda a salvação vem de Cristo-Cabeça pela Igreja que é o seu Corpo” (Parágrafo 846).

Portanto, a coerência de tal ensinamento nos leva à triste convicção de que as almas que rompem com a Igreja Católica, caso não se arrependam, correm sério risco de condenação eterna. Não nos esqueçamos, aliás, que Nossa Senhora quis confirmar a existência do inferno e a condenação das almas mostrando-o aos pastorinhos em Fátima, a 13 de julho de 1917.

Há, entretanto, outro fator preponderante para a consternação dos nossos; é o fato de os católicos estarem abandonando a Igreja por causa de uma força centrífuga autodemolidora, instalada no próprio seio d’Ela, conforme já apontou o Papa Paulo VI em dezembro de 1968.

Nossa Santa Religião está encharcada de elementos que a desfiguram inescrupulosamente vinte e quatro horas por dia, propulsionando assim, direta ou indiretamente, para a apostasia, as almas que buscam a autêntica espiritualidade da Igreja Católica.

Frustradas dentro da Igreja, decepcionadas com uma quantidade não pequena de pastores mal orientados, sentindo-se repelidas por suas apetências coerentes com a Fé, acabam se excluindo, cheias de perplexidades, em razão de sua consciência duramente violentada. Não as justificamos, estamos apenas descrevendo o fenômeno. Caberia permanecer na Igreja em estado de resistência contra os maus católicos. Mas é inegável que essas almas têm essas atenuantes.

Basta viajar pelo interior do Brasil para deparar com uma quantidade incontável de escândalos morais, litúrgicos e doutrinários que transudam numa incontável quantidade de paróquias. Fiéis perplexos, desorientados, vazios, se dispersam, como ovelhas desgarradas pelos campos, à mercê dos lobos espertos que logo as acediam com suas charlatanices, heresias e marketing pseudoreligioso.

Pobres almas remidas por Nosso Senhor Jesus Cristo. Quem tem pena delas?

Quantas autoridades religiosas só tratam de assuntos materiais e temporais, dir-se-ia que perderam a Fé. Dão palpites a propósito de tudo o que não lhes diz respeito, apoiando reivindicações sociais sempre voltadas para a esquerda, muitas vezes contrárias à doutrina e à moral da Santa Igreja; enquanto as almas se desviam aos borbotões. “Pelos seus frutos vós os conhecereis” diz São Mateus, e os frutos aí estão. Uma diminuição enorme de católicos.

Apesar dos números reveladores e das evidências, a obstinação em caminhar pelas vias do “progressismo”, da teologia da libertação, de práticas inspiradas no protestantismo pentecostal etc., é determinada.

Será por um consciente espírito autodemolidor?

Para dar um exemplo que endossa essas considerações, a má vontade e incompreensão que sofrem vários sacerdotes desejosos de, apoiados no Motu Próprio de Bento XVI, celebrarem a Missa Tridentina.

Há sacerdotes relegados , por causa disso, a celebrar fora das cidades, em sítios distantes, em condições materiais precárias, em sensível pobreza. Outros vivem numa perpétua insegurança sobre o que lhes pode acontecer, pelo fato de serem conservadores, desejarem celebrar o ritual tradicional e usarem batina.

Não faltam bispos que colocam toda sorte de dificuldades para permitir a celebração da Missa tradicional, que, não obstante, ganha cada vez mais adeptos.

Não será que essa tendência conservadora pode começar a recuperar o terreno perdido? Por que não favorece-la mais?

Além disso, respeitáveis senhoras são ridicularizadas publicamente até por sacerdotes durante as missas, por se apresentarem de véu para comungar. Ao mesmo tempo, moças indecorosamente vestidas recebem livremente a comunhão.

A outros se lhes nega a absolvição pelo fato de se confessarem conforme aprenderam no catecismo e não – para usar uma expressão utilizada por alguns confessores – segundo a “moda atual” de confissão na Igreja, que mais parece “um papo” do que uma acusação dos pecados.

Chegamos ao ponto de sacerdotes afirmarem publicamente: “Aqui o Papa não manda nada” etc… Conheço testemunhas de todos esses fatos.

Enquanto isso, as almas vão se esfriando, apagando, se retirando, abandonando nossa Santa Igreja. Contudo, para muitos clérigos, este fato parece não causar dor nenhuma. Continuam sua marcha demolidora da Igreja e mortal para as almas.

Serão eles realmente pastores? Aqueles que, segundo Nosso Senhor, dão a vida pelas suas ovelhas? Ou serão lobos com pele de ovelha, o sal que não salga? A pergunta fica colocada.

Imagino quanto esta situação faz sofrer os autênticos pastores de Nosso Senhor!

Em qualquer caso, independente de quantos o traiam, certíssimo é que Nosso Senhor é a cabeça da Igreja, e que Esta constitui Seu Corpo Místico. A parte humana da Igreja é sujeita a erros, mas o seu caráter divino e infalível é inatingível pela conspurcação dos seus inimigos, especialmente dos que, a partir de dentro A traem – de acordo com a constatação de Paulo VI lembrada acima.

Conforme prometeu Nosso Senhor, “as portas do Inferno não prevalecerão contra Ela”; portanto, a Santa Igreja Católica Apostólica Romana, a única Igreja verdadeira do único Deus verdadeiro, vencerá a todos que lutam contra Ela. Sejam eles quem e quantos forem.

São Paulo, sexta-feira, 20 de julho de 2012

Quais são mais felizes: os “avançados” ou os conservadores?

Autor: Edson   |   11:00   Seja o primeiro a comentar

Leo Daniele

Como todos sabem, os americanos dividem suas preferências entre duas forças, os republicanos (conservadores), e os democratas (moderadamente esquerdistas). Arthur C. Brooks, conhecido jornalista do New York Times, o mais prestigioso jornal americano, lança uma pergunta bastante inusual e um pouco surpreendente: qual dos dois públicos é mais feliz? O conservador ou o moderadamente esquerdista?

A resposta poderá parecer simples, afirma o autor: “Afinal, existe toda uma literatura acadêmica no campo das ciências sociais que mostra os conservadores como indivíduos autoritários, dogmáticos, incapazes de tolerar a ambiguidade, preocupados com as ameaças e os prejuízos, com baixa autoestima e pouco à vontade com pensamentos complexos”.

Mas não é como parece ao geral dos pesquisadores. “Estudiosos, tanto à direita quanto à esquerda, analisaram exaustivamente a questão e chegaram a um consenso: os conservadores são mais propensos à felicidade. E muitos dados o confirmam”.

Por que isto é assim? O autor menciona como um dos fatores o casamento. “Casamento e felicidade caminham juntos. Se duas pessoas pertencem à mesma faixa demográfica, mas uma é casada e a outra não, a pessoa casada terá 18 % mais probabilidades de afirmar que está mais feliz do que a pessoa não casada.”

Outro fator mencionado é a religião. “Os conservadores que praticam uma religião são mais numerosos do que os liberais religiosos nos EUA, na proporção de quase quatro para um”. É claro que ficaríamos mais contentes quando se trate da verdadeira religião.

Entra em pauta o problema do igualitarismo: “É possível que os liberais sejam menos felizes do que os conservadores porque estão menos preparados, do ponto de vista ideológico, a racionalizar o grau de desigualdade existente na sociedade”, afirmam Jaime Napier e Jon Jost, psicólogos de Nova York, na revista Psychological Science.

Os conservadores de fato entendem o sistema da livre iniciativa de um ponto de vista mais positivo do que os liberais. O igualitarismo não traz felicidade.

“Os liberais veem mais provavelmente as pessoas como vítimas das circunstâncias e da opressão – e duvidam que os indivíduos consigam ascender sem a ajuda do governo. Minha própria análise usando os dados da pesquisa de 2005 da Syracuse University mostra que cerca de 90% dos conservadores concordam que ‘embora as pessoas possam começar a vida com oportunidades diferentes, o trabalho duro e a perseverança em geral farão com que superem essas desvantagens’”.

A essa altura, entra o problema da moderação como fonte de felicidade. Pois, dirá alguém, é evidente que a moderação política traz o bem estar. “Os moderados do ponto de vista político devem ser mais felizes do que os extremistas, pelo menos é o que sempre me pareceu. [...] Mas isso está errado. Os radicais são mais felizes do que os politicamente moderados. Corrigindo o conceito em termos de renda, educação, idade, raça, situação familiar e religião, os americanos mais felizes são aqueles que afirmam serem “extremamente conservadores” (48% muito felizes) ou “extremamente liberais” (35%). Todos os outros são menos felizes, sendo que a porcentagem mais baixa é a dos “moderados” de centro (26%)”.

E no Brasil? Há algo assim? Ficará mais claro se, em vez de nos compararmos com um homem do caos contemporâneo, o fizermos com um brasileiro do início do século XX ‒ por exemplo um fazendeiro.

Afirma Dr. Plinio:

“Não há nele as tais ânsias, os tais delírios, as tais inquietações, as tais agitações que o homem de hoje tem. Os episódios da vida de um homem assim procedem da calma, detém a calma e mantém no homem a calma. Conduzem o indivíduo a uma sensação de harmonia, de equilíbrio, de abastança, que faz com que ele se sinta seguro e tranquilo sobre si mesmo. Sabe inclusive que há outros que são mais do que ele. Mas se sente tranquilo de ser o que é. E é qualquer coisa” (Conferência em 28-3-72).

Ele tinha a felicidade de sua situação. Uma felicidade que não se apoiava no prazer, a não ser ocasionalmente, mas era verdadeira felicidade. Ao contrário da felicidade que se apoia exclusivamente no prazer, e não é a verdadeira felicidade.

Haverá no Brasil de hoje resíduos deste tipo de felicidade? É a pergunta.